Goianos usufruem mais de atividades culturais com moeda virtual

Plataforma de permuta multilateral XporY.com, além de diversos produtos e serviços ofertados em seu site e loja física, oferece ingressos para shows, sessões de cinema, peças de teatro, shows de mágica e stand-ups. Pesquisa revela que interesse de brasileiros por estas atividades é elevado

O brasileiro não dispensa atividades culturais nas horas vagas. Uma pesquisa nacional da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) revelou que 56% dos entrevistados frequentaram pelo menos uma atividade cultural no ano anterior. O levantamento sobre os hábitos culturais dos brasileiros, divulgado no primeiro semestre de 2017, revelou também que, pelo menos 29% dos entrevistados frequentam shows musicais. Outro comportamento observado foi o aumento em 11% de frequentadores de peças de teatro e espetáculos de dança.

Mesmo com o interesse, a produção e o acesso a estes serviços ainda deixam a desejar. Quem trabalha com arte reclama. Para o produtor do Grupo TopBrasil e Cultura do Riso, Danilo Nunes as dificuldades de difundir cultura no Estado de Goiás são inúmeras. Ele relata falta de interesse da população em conhecer o novo, deficiências na divulgação em mídias espontâneas e, principalmente falta de incentivo das administrações do Estado e municípios.

O empresário goiano Rafael Barbosa, sócio-fundador da Scale-Up XporY.com, uma plataforma de permuta multilateral, percebeu que às vezes os moradores de Goiânia deixam de ir a eventos culturais por falta de dinheiro ou não querer desembolsar o valor em espécie. Pensando nisto, ele buscou alguns parceiros para oferecer ingressos de shows, peças teatrais e stand-ups por meio da moeda virtual desenvolvida pela empresa dele, o X$.

Cultura em X$

O empresário Sérgio Mariano, de 49 anos, trabalha com locação de veículos, sendo carros executivos e vans para transporte a casamentos, eventos diversos, transfer de aeroporto, etc. Ele está cadastrado na XporY.com há três anos e passou a comercializar em X$ os ingressos que recebe dos clientes como pagamento pelo serviço prestado. Anteriormente estes acabavam sendo desperdiçados, diz.

A apresentação do Kiev Ballet em Goiânia, em julho deste ano, a stand up do comediante Marco Luque (1,2,3 testando) e a peça da atriz Christiane Torloni (Master Class) foram alguns dos eventos culturais, em Goiânia, ofertados por Sérgio na plataforma de permuta multilateral. “Os ingressos que eu acabava doando ou guardados em gavetas atualmente faço virar receita para minha empresa. Na XporY.com oferto eles de X$ 60 a X$ 200 dependendo do tipo de espetáculo, além de poder incentivar as pessoas a conhecerem de perto os artistas e terem mais cultura”, diz o empresário.

Um exemplo de quem está aproveitando a moeda virtual para enriquecer o conhecimento cultural é a empresária e especialista em gestão de pessoas Dilze Percilio, de 47 anos. Ela gosta de ir ao teatro porque acha que cultura é fundamental para as pessoas. A empresária considera que independente do tipo de apresentação, drama ou comédia, esta oportunidade permite conhecer novos lugares, olhares e problemáticas distintas. “É um alimento muito rico para nossa alma”, valoriza.

Para a empresária, a plataforma de permuta multilateral permitiu que ela e seus colaboradores investissem mais em entretenimento e cultura. “Nós que somos pequenos ou médios empresários às vezes ficamos com dó de colocar a mão no bolso para incrementarmos nossa vida pessoal. Tem muita conta para pagar no final do mês”, brinca Dilze. “Pensar assim é errado, mas é como pensamos. Pagar o teatro ou o restaurante em X$ nos alivia desta culpa, além de permitir recompensar nossos colaboradores que se destacaram com uma peça de teatro, ou integrar a equipe com as risadas dos stand-up comedies”, completa.

Dilze confessa que fazia tempo que não ia ao teatro duas vezes ao mês, e alguns de seus colaboradores, nunca tinham ido. Para este semestre, a empresária já pensa em intensificar as concessões aos colaboradores e também fazer marketing de relacionamento ao presentear os clientes com ingressos de teatro.

Cadastrada há quatro anos na plataforma, Dilze conheceu o serviço após um contato com a gerente comercial da XporY.com, Ana Amélia. Ela conta ainda que sempre gostou de falar, participar e fazer economia colaborativa, e por isto se interessou em participar da XporY.com. “Eu acho essa metodologia tão saudável para o mercado e para minha empresa que, além de beneficiar meu negócio, repasso vantagens aos meus colaboradores em forma de premiações. Isto os estimula na hora de gerar resultado no final do mês”, disse. “Já dei limpeza de pele, ingressos de teatro, viagens, vouchers de restaurantes e muitas outras coisas”, relembra.

Sobre a XporY.com

A XporY.com é uma scale up criada em 2014 com o objetivo de promover a economia colaborativa, mostrando uma alternativa para profissionais e empresas gerarem valor a seus serviços e produtos. A plataforma de permutas multilaterais surgiu graças ao incentivo do programa Tecnova da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em âmbito federal.

Na XporY.com tudo é negociado em X$, moeda virtual que equivale a R$ 1. Os créditos na moeda digital podem ser consumidos com qualquer produto ou serviço oferecido por seus mais de 3.300 associados, sem o uso de R$. “Os profissionais continuam produtivos, as empresas mantêm o seu giro de estoque e, de quebra, aumentam seu poder de compra. Sem falar que a XporY.com também funciona como uma vitrine para a empresa ou o profissional autônomo”, explica Rafael Barbosa. Segundo ele, a ideia nasceu de modelos de plataformas de permutas criadas nos Estados Unidos.

Um diferencial da XporY.com, em relação a outras plataformas, é a ausência de custo na adesão, ou seja, os participantes não têm de pagar para entrar na rede e nem um valor mensal como manutenção. Com a XporY.com, somente na hora de consumir, é que se paga apenas uma taxa de 10% em reais sobre o valor da compra.