7 lições que podemos tirar de Pokémon Go

Se você ainda não ouviu falar de Pokémon Go, você pode estar perdendo o timing para pegar carona neste sucesso.

Lançado, dia 16 de julho, a nova febre já está disponível em mais de 35 países (incluindo o Brasil, finalmente) e, após 14 horas do lançamento inicial, tornou-se o aplicativo mais rentável da loja de aplicativos da Apple (App Store) nos Estados Unidos.

Trazer de volta grandes clássicos se tornou uma ótima fonte de receita para várias empresas e a Nintendo sabe disso. Pokémon Go pega carona na nostalgia ao disponibilizar uma experiência inédita com as 151 criaturas clássicas da franquia, garantindo um público já certo para o aplicativo.

Após uma espera quase interminável pelo jogo, agora os fãs se dividem entre aqueles que estão caçando felizes e aqueles que estão frustrados por não ter um aparelho compatível para jogar. Quem não tem acesso à dados móveis também sofre para poder jogar.

Apesar disso, Pokémon Go conquistou o mundo e todos podemos aprender com isso. Confira a seguir, 6 lições que podemos tirar de Pokémon Go.

  1. Pioneirismo

A premissa é simples: o jogador navega pelo mapa da cidade e, ao encontrar um pokémon, usa a câmera do seu smartphone para capturá-lo. O jogo é o primeiro exemplo sólido e de sucesso a nos mostrar a tal realidade aumentada, conceito que não é em si novidade, mas que era extremamente complicado superar todas as problemáticas técnicas envolvidas para popularizá-lo (tais como a capacidade de processamento dos smartphones).

O ponto é que o aplicativo aproveita muito bem recursos já disponíveis na maioria dos smartphones, principalmente a câmera (usada para visualizar a realidade aumentada), a conexão e o GPS dos aparelhos, tornando-o extremamente acessível.

2. Invista no poder do mobile

Costumeiramente, a Nintendo restringia seus personagens e franquias aos seus próprios videogames, mas, pelo visto, está repensando essa estratégia. Ela deixou de ser uma empresa quase nula nos dispositivos móveis para ser a empresa que hoje domina o mercado.

Pokémon Go demonstra o poder que a plataforma mobile tem quando seus recursos são utilizados apropriadamente. O aplicativo teve que enfrentar diversas dificuldades, mas acabou sendo capaz criar uma experiência única para o usuário.

3. Ao explorar novos mercados, firme boas parcerias

O primeiro jogo da franquia Pokémon foi lançado em 1996, dois anos antes da criação da Pokémon Company (composta pela Nintendo, pela Game Freak e pela Creatures). Apesar da experiência com games, o grupo, antes de se aventurar numa empreitada tão inovadora, buscou firmar parceria com quem realmente entende de Realidade Aumentada, no caso a Niantic, startup criada em 2010 focada em jogos de realidade aumentada.

Pokémon Go foi construído sobre a tecnologia do Google, sendo que alguns dos envolvidos (como John Hanke, CEO da Niantic) até ajudaram a desenvolver o Google Earth e o Google Maps.

Sem estas parcerias, é bem provável que Pokémon Go não tivesse saído do papel ou que não tivesse a mesma qualidade que tem.

4. Saiba como ganhar dinheiro

Neste jogo, o lucro não virá da venda de videogames (já que o aplicativo foi feito para smartphones) e nem com a distribuição do jogo (já que seu download é gratuito).

A Nintendo apresentou, junto ao jogo, uma pulseira inteligente batizada de Pokémon Go Plus, que vibra alertando o usuário da presença de qualquer pokémon nas proximidades. O gadget está sendo vendido a US$ 35 e já esgotou na pré-venda. O aplicativo também permite realizar a compra de itens dentro do próprio jogo e, como já dissemos, é recorde de rentabilidade.

A publicidade também tem muito a aprender com Pokémon Go, pois o jogo permite que, literalmente, os consumidores andem para a porta de locais físicos enquanto permanecem engajados no game. O desafio do marketing na realidade aumentada é fazer publicidade sem que isso atrapalhe a experiência do usuário.

5. Invista no social

O sucesso de Pokémon Go não é só pela mistura entre o mundo real e virtual, mas sim por ele ser acessível e por possibilitar a interação com outras pessoas e com a cidade à sua volta.

É impressionante como um jogo pode transformar o comportamento humano. Gamers sempre foram vistos como indivíduos sedentários, que passam horas à frente da TV ou com a cara no celular.

A Nintendo apostou contra este estereótipo. Os Pokémon (sim, no singular mesmo e com letra maiúscula, já que Pokémon é nome próprio e é abreviação de Pocket Monsters, que é plural) só poderão ser encontrados em locais relacionados à sua espécie, ou seja, Pokémon aquáticos, por exemplo, deverão ser encontrados próximos a rios e lagos.

O sucesso do jogo mostra que mesmo gamers ocasionais estão dispostos a sair à caça de Pokémon ao lado de amigos e até de desconhecidos. As caçadas coletivas geraram cenas curiosíssimas ao redor do mundo, com multidões correndo atrás de espécimes raros, mostrando na prática sua capacidade de mobilização.

Desculpa digimanícados… mas foi Pokémon que nos trouxe o digimundo.

6. Crie oportunidades e todo mundo ajudará a divulgar seu produto

Conforme o jogo é lançado em novos mercados, atingirá não só jogadores, mas também empresas do ramo e desenvolvedores de aplicativos, até porque todo mundo quer tirar uma lasquinha do sucesso de Pokémon Go.

Claro que a Nintendo, a Pokemon Company e a Niantic serão os principais beneficiados com este fenômeno, mas o jogo dá oportunidade para todo mundo se dar bem. A começar pela própria Google, cuja tecnologia serviu de base para o desenvolvimento do jogo e que se beneficiará (também) com a ampliação do uso do Google Maps.

Estabelecimentos comerciais também podem sair no lucro. O caso do Bar L’inizo Pizza, em Long Island (Nova York), ficou famoso mundialmente ao investir US$ 10,00 para atrair uma dúzia de pokémons, com isso, suas vendas aumentaram 75% de um dia para o outro. Aplicativos e sites que indicam bons restaurantes, boas lojas e locais, como o Yelp, já se preparam para indicar aos usuários onde encontrar pokémons.

A lição aqui é clara. Crie oportunidades para que outros também possam se beneficiar de sua ideia/negócio, que eles também ajudarão em seu sucesso.

7. Prepare-se para a encrenca (e saiba como contorná-la)

Dessa vez a gente pega o maldito Pikachu

Um projeto que se propõe a conquistar o mundo vem recheado de desafios. Pokémon Go foi lançado em poucos países, mas fãs da franquia no mundo todo baixaram o jogo de modo ‘não-oficial’, fazendo com que servidores não suportem a quantidade monstruosa de jogadores. Empreendedores da tecnologia devem estar muito atentos à capacidade de seus servidores, outras áreas, da mesma forma, também devem dar suporte para que seu serviço continue funcionando.

Outras situações inesperadas surgiram após o lançamento. Em todo o mundo se encontra notícias de motoristas desatentos, jogadores se acidentando, propriedades sendo invadidas e até caso de jogadores sendo roubados enquanto estão distraídos.

Os desenvolvedores, claro, atento a estes problemas, fazem questão de exibir avisos (durante o jogo) alertando o usuário dos perigos de se dirigir enquanto joga e pedindo que eles estejam sempre atentos às redondezas. O gadget que citamos, além de lucrativo, também é uma forma de lidar com esses perigos.

Quer esta febre seja passageira, quer não, Pokémon Go está abrindo o caminho para que a realidade aumentada entre na vida do consumidor e, por se tratar de uma vertente totalmente inexplorada, vale a pena ficar de olho para ver no que isso vai dar.

Até a próxima :D
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