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O problema é nosso. A solução também.

Quem vai mudar o ensino superior?

Aos muitos universitários por aí.

Algo que aprendi nos últimos tempos é que muitas pessoas andam insatisfeitas com o sistema educacional. No caso dos jovens, isso é especialmente verdade para o ensino superior. Fala-se sobre como ele está acabando com nossa motivação, minando nossa criatividade e nos preparando mal para o que vamos encontrar no mercado de trabalho. De fato, as mudanças no mundo e na sociedade tem deixado cada vez mais evidente a necessidade de grandes mudanças.

O problema é que a maioria de nós para por aqui.

Por conta de estarmos em contato com essa realidade diariamente, temos muita propriedade para identificar os problemas que afetam nossas instituições. Ficamos então reclamando e imaginando sobre como poderia ser diferente, sem tomar ação para de fato mudar coisa alguma. E isso me irrita um pouco.

Me irrita pelo fato de mostrar que, no fundo, não nos importarmos suficientemente com os problemas que tanto discutimos. Por uma série de supostas dificuldades intransponíveis — a burocracia, a lentidão, a preguiça — muitos sequer tentam fazer alguma coisa. Deixamos esses problemas perdurarem e, assim, permitimos que essas dificuldades continuem afetando vários outros jovens que ainda virão.

Às vezes, falta-nos o entendimento que a responsabilidade de resolver esses problemas não é dos outros. É sua. É minha. É nossa. Se nós, alunos, a parte mais interessada em ver essas mudanças, não nos mobilizarmos para mudar as coisas, quem vai ?

Todas essas questões tem me afligido muito ultimamente. O engraçado é que, quanto mais as coisas parecem erradas ou sem solução, mais cresce dentro de mim a vontade de fazer alguma coisa. Propor soluções. Mudar o paradigma. Transformar o sistema. E tenho tentado não ficar só na vontade.

Não estou dizendo que todos nós precisamos aspirar com mudanças gigantescas. O que quero dizer é que através das pequenas mudanças que cada um de nós realiza, conseguiremos grandes feitos. Coisas pequenas como dar um feedback para um professor ou até mesmo enviar uma sugestão para alguém do seu Centro Acadêmico.

Acredito, ainda mais profundamente, que somos nós que iremos criar as soluções educacionais do futuro. Esse modelo, que aparentemente não é compatível com muitas das nossas expectativas, vai ser mudado por gente jovem que se apropriou do problema e que não aguenta mais ouvir sobre como ele não tem solução. Tem sim. E somos nós quem vamos solucioná-lo.

Por fim, gostaria de dizer aos muitos que se sentem como eu — insatisfeitos e com vontade de revolucionar tudo: não podemos parar. Não estou dizendo que vai ser fácil e nem que vai ser da noite para o dia. Só sei que uma geração inteira está a espera das mudanças que estamos prestes a realizar.

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Promovendo a inovação educacional no ensino superior

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Adauto Braz

Adauto Braz

Data Scientist Manager, learning addict and music maniac| adautobraz.neto@gmail.com |

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