Aniversário de Recife e Olinda

Recife
Olinda

Ivan Alecrim convida Lula Oliveira. E você também é nosso convidado.

Não vamos falar das pontes ou das colinas? Claro que não. Mas que óbvio seria. Eu sei que você espera mais da gente. Pois então, resolvemos falar sobre o que todos nós que vivemos ou passamos pelas cidades irmãs sentimos, e erguer um representante de qualquer canto, qualquer rua, qualquer viela desses lugares.

Fotografamos uma pedra tirada do chão do Recife e uma pedra tirada do chão de Olinda. Sabemos que todos que pisaram nessas cidades tocaram nessas pedras um dia. Acredite que quando você olhar para elas saberá que conhece bem esse chão. E para melhorar tudo isso, nosso querido professor Lula Oliveira nos escreveu sobre as duas cidades.

Um dia Recife foi meiga.
Manuel Bandeira paquerava tornozelos inocentes no bonde.
Ontem vi duas capivaras no Rio.
Recife continua meiga.
Apesar de suja pelos amores não-correspondidos.
Cidade melada. Cabaré dos coronéis.
Recife é fêmea, porra!
Custa devolver o carinho?

Olinda não cede às ambições:
Lhe basta ver o Mar.
Seresta, boteco, maconha,
Tapioca, piada de beco.
Em Olinda todo mundo se conhece.
São as mesmas pessoas de quinhentos anos atrás.

Por Luiz Marcelo Oliveira

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