Laudato Si’ é uma encíclica papal sobre o cuidado da casa comum. Foi lançada no dia 18 de junho de 2015. Ela é composta no método “ver, julgar, agir e celebrar”. Está inserida no magistério social da Igreja, mas destina-se a toda a humanidade. Nela encontramos a emergência de uma “nova relação” com todos os seres vivos, que exige um compromisso de todas as pessoas no cuidado responsável e oblativo da “nossa casa comum”.

O Instituto Humanitas Unisinos — IHU apresenta uma versão atualizada do Medium com comentários, análises e prospectivas das convicções fundamentais encontradas na encíclica, confrontando com suas áreas orientadoras do Gênese, Missão e Rotas e com as diversas contribuições estabelecendo as relações necessárias.

Acesse um GUIA DE LEITURA para a Laudato Si’ (Thomas Reese)

Divulgação Oficial da Encíclica

Revista IHU On-Line: “O ECOmenismo de Laudato Si’”

Frente ao paradigma tecnocrático dominante, a Carta Encíclica do Papa Francisco Laudato Si’, sobre o cuidado da casa comum, coloca em causa o lugar do ser humano na contemporaneidade.

O texto se inscreve no contexto da realização da 21ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas — COP 21, a ser realizada em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro de 2015.

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A “Suma Ecológica” do Papa Francisco: voltar à realidade

“A Laudato Si’ do papa Francisco não é somente uma Encíclica ecológica. Seguindo o ‘fio verde’ da questão ambiental até seus labirintos mais capilares, o Bispo de Roma traça uma crítica global sobre o sistema de desenvolvimento que engloba a humanidade e o mundo e que parece empurrá-los para o beco sem saída da autoaniquilação. A urgência ecológica é o rosto contemporâneo da questão social. O receptáculo no qual se encontra o rastro de todas as infecções que atormentam os povos e as nações, as gerações e os continentes”.

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Laudato Si’ em debate no IHU


Uma inspiração:

São Francisco de Assis e o Cântico das criaturas

“Altíssimo, onipotente, bom Senhor Teus são o louvor, a glória, a honra E toda a benção. Louvado sejas, meu Senhor Com todas as tuas criaturas…”


O Cântico das criaturas, de Francisco de Assis, é um irrepreensível e cristalino tratado teológico. Erroneamente, ele foi interpretado como um texto “panteísta”. Não há propriamente nada aqui de panteísta: cuida-se muito bem de fundir e de dissolver o cosmos e a natureza em Deus; e de fundir e dissolver Deus com eles. Franco Cardini

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Essa poesia que, ao longo dos séculos, deu paz e consolação a milhões e milhões de pessoas, portanto, nasceu em um momento de dor, eco de uma alma pacificada profundamente e, por isso, capaz de convidar todas as criaturas ao louvor de Deus. Felice Accrocca

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A Revista IHU On-line, número 346 celebra a vida e a obra de Francisco de Assis, é inspirado pelas campanhas 10:10 Global e 10:10:10, duas mobilizações de escala global que incentivam ações locais, simples e concretas por parte de indivíduos e organizações para reduzir sua pegada ecológica pessoal e comunitária.

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Francisco e o Diálogo entre ciência e fé

O decano da UCA, dom Víctor Manuel Fernández, disse: “Escutei o Papa dizer que se partiu de um primeiro rascunho, mas depois veio um vendaval de contribuições e propostas de pessoas do mundo todo: cientistas, ativistas, filósofos, empresários, políticos.

Contou-me que, sem contar as contribuições menores ou as cartas mais simples, houve mais de 200 colaborações de grande valor, e que isso permitiu elaborar um texto que dialoga muito com as inquietações mais variadas. Eu mesmo reuni pesquisadores e docentes de minha Universidade, de diferentes disciplinas, e oferecemos uma contribuição” .

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Transversalidade Temática

1) Íntima relação entre os pobres e a fragilidade do planeta
2) Convicção de que tudo no mundo está intimamente conectado
3) Convite a buscar outros modos de entender a economia
4) A grave responsabilidade da política internacional
5) A cultura do descarte
6) A proposta de um novo estilo de vida


Notas de Rodapé: visibilizam a abertura

As notas de rodapé da encíclica são importantes, pois manifestam a abertura de Francisco para diversas contribuições: eclesial com as Conferências episcopais do nominado “Terceiro Mundo”; ecumênica e inter-religiosa; científica, sociológica, filosófica, econômica, etc.

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Um apelo:

“A criação geme em dores de parto”

“Em grande parte, é a pessoa humana que maltrata a natureza, continuamente. Nós nos apoderamos um pouco da natureza, da irmã terra, da mãe terra. Lembro-me — vocês já ouviram isto — daquilo que um velho agricultor me disse uma vez: ‘Deus perdoa sempre, nós — pessoas humanas — algumas vezes, a natureza, nunca’”, diz Papa Francisco.


Laudato Si’: a novidade que provoca e agita a agenda ambiental.

“Deveríamos seguir o conselho do Papa e discutir de forma muito objetiva como podemos cuidar da Amazônia e de nossos recursos naturais para nosso próprio benefício. Mas estamos, como país, muito longe disso. O Governo não tem políticas para a região, exceto os seus grandes planos de infraestrutura, investimentos em agropecuária, nada em bases sustentáveis”, diz Carlos Rittl

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Home, Nosso Planeta, Nossa Casa

Mudanças Climáticas: um debate


De quem é a atmosfera?

“A atmosfera é um bem global, porque tem um espaço limitado para a eliminação das emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, as classes média e alta em todo o mundo estão esgotando rapidamente esse recurso escasso, emitindo gazes de efeito estufa em grandes quantidades. Em relação ao espaço limitado para eliminação na atmosfera, os combustíveis fósseis, especialmente o carvão, são abundantes” diz John Schellnhuber

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A economia brasileira ante os desafios e as oportunidades que emergem da transição da era fóssil para a economia de baixo carbono é o tema em debate da IHU On-Line, número 351.

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Desmatamento das Unidades de Conservação ameaça serviços ecossistêmicos.

“A produção de chuva local e para outras regiões do país também pode diminuir com a perda de floresta nas UCs. Apesar de o Brasil ter assumido o compromisso de reduzir as taxas de desmatamento no país, somente entre 2012 e 2014 a Amazônia “perdeu 1,5 milhão de hectares de florestas e cerca de 10% desse total ocorreu dentro de Unidades de Conservação — UCs”, diz Elis Araújo.

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Campanha do Desmatamento Zero vem contrapor Código Florestal

Na segunda metade do ano o Greenpeace Brasil realizará oFórum do Desmatamento Zero, quando a organização pretende realizar um debate com entidades nacionais que apoiam o projeto. Kenzo Jucá Ferreira acredita que o encontro no segundo semestre será importante para a campanha do desmatamento zero, porque é quando deverá ser lançada uma Rede Nacional pelo Desmatamento Zero, ou seja, uma ampla aliança entre entidades da sociedade civil que apoiam o projeto de lei.

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“A poluição que a criação intensiva de gado causa na água e no ar é muito mais importante do que o aumento do efeito estufa”

“Os impactos ambientais da criação extensiva no Brasil são infinitamente menores do que a criação intensiva que ocorre nos países industrializados e desenvolvidos. Feita essa distinção, acredito que o principal problema no Brasil relativo à criação de gado no que tange ao efeito estufa é a emissão de metano devido ao processo de ruminação”, diz Luiz Antônio Martinelli

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Dossiê Abrasco: o grito contra o silêncio opressivo do agronegócio.

“As grandes novidades estão ligadas a dois pontos: à forma e ao conteúdo. Então, o livro passou por um processo de diagramação, de organização das ideias, de inovações na facilitação gráfica, onde se pode visualizar melhor. Outra novidade é que fizemos uma grande parceria com a Articulação Nacional de Agroecologia — ANA e com a Associação Brasileira de Agroecologia — ABA nessa perspectiva de dialogar com outros conhecimentos e saberes”, explica Fernando Carneiro.

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Agrotóxico. Pilar do agronegócio.

Enquanto uma área de floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, é destruída pela ação de herbicidas, uma parcela da população brasileira grita “agrotóxicos, nunca mais!” Entender o contexto do uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras brasileiras e seus efeitos diversos é o objetivo do tema de capa da IHU On-Line, número 368.

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A opção do país pelo agronegócio faz o brasileiro consumir 5,2 litros de agrotóxicos por ano

Pensar um Brasil que não priorize uma produção agrícola em latifúndios de monoculturas para exterminar o uso de agrotóxicos. “O agronegócio utiliza largas extensões de terras, criando áreas de monocultivos. Dessa maneira, destrói toda a biodiversidade do local e desequilibra o ambiente natural, tornando o ambiente propício para o surgimento de elevadas populações de insetos e de doenças”, diz Fran Paula.

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A crise alimentar. Por um novo modelo de produção

“Temos 6,7 bilhões de habitantes, e produzimos mais de 2 bilhões de toneladas de grãos, o que significa que produzimos quase um quilo de grãos por pessoa e por dia no Planeta”, alerta Ladislau Dowbor.

Acesse a Revista IHU On-line, número 258: clique aqui

Realidades e Segurança alimentar e nutricional


Alimento e Nutrição no Contexto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

Vemos nesta iniciativa a importância da garantia do alimento que fundamenta a própria paz, já que alimentar o corpo, a alma e o espírito é uma questão de cidadania planetária e razão primeira do progresso e do desenvolvimento. Integrados na cadeia alimentar que constitui a riqueza e a originalidade do planeta em que fomos dados à luz, cabe-nos zelar e cuidar das fontes da vida e de sua sociobiodiversidade.

Acesse o Cadernos IHU em Formação, número 47: clique aqui

Vegetarianismo: uma opção etica

A preocupação ambiental e a conscientização de que os animais também são seres que merecem respeito e têm direito à vida estão levando muitas pessoas a aderirem ao vegetarianismo.

Acesse a Revista IHU On-line, número 350: clique aqui

Por uma teologia da libertação animal

Em tempos de ofensivas cada vez mais amplas e variadas sobre o direito dos animais, que há muito deixaram de ser sacrificados apenas para a alimentação humana, mas são uma das “commodities” preferidas da indústria de cosméticos e da moda, o livro recoloca o debate em torno do tema. A autoria do livro “A vida dos outros é de Luiz Carlos Susin e Gilmar Zampieri.

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“A forma como usamos a terra e os recursos hídricos no passado negligenciava os impactos ambientais impostos pela agricultura intensiva. Esses custos não se refletem nos preços das commodities alimentícias vendidas e compradas internacionalmente, e nem mesmo nos preços dos alimentos no mercado interno” diz John Anthony Allan.

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Poluição: Uma nova economia do plástico é urgente

A poluição provocada pelo descarte inadequado do excedente gerado pela lógica doconsumo exacerbado, inerente ao sistema capitalista, que alimenta a obsolescência e incentiva a substituição incessante de bens de todo tipo, é um problema conhecido. A situação se agrava quando ao examinamos o material do qual é formada a maior parte desses produtos descartados: o plástico.

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A Lei da água (Novo Código Florestal)


Crise hídrica e uma nova cultura de cuidado com a água. Um novo modelo é preciso.

“A primeira coisa que precisa acontecer para resolver a crise hídrica é um gesto do governo de reconhecer a situação em que estamos, assumir a responsabilidade sobre medidas que não foram tomadas”, diz Rafael Poço.

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Crise hídrica: a solução está no estudo das bacias hidrográficas.

“Com exceção dos habitantes do Semiárido, os brasileiros foram criados sob o conceito de que água era um bem abundante, livre e sem valor econômico”, afirma Osvaldo Ferreira Valente.

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A escassez de chuvas é uma das consequências do desmatamento na Amazônia.

A floresta depende dos rios e os rios dependem da floresta. Diversas pesquisas conduzidas por instituições brasileiras e por universidades estrangeiras têm recentemente identificado essa correlação positiva sobre o desmatamento na Amazônia e a escassez de chuvas em regiões fora da Amazônia”, diz Raimundo Nonato Brabo Alves.

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Crise hídrica. Uma fatalidade climática ou ela foi construída? Entrevista especial com Humberto Miranda

“Se considerarmos o mesmo nível de ‘exportação de água’ hoje, para uma população de 200 milhões de habitantes, estaríamos exportando 560 litros de água/ano por habitante”, diz Humberto Miranda.

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Ouro Azul: As Guerras Mundiais pela água


Transposição do São Francisco: o elefante branco nordestino?

“Estou apostando e quero que esse projeto saia e que seja oferecido para a sociedade para fins de abastecimento, pois não vai ter volume para tudo. Com todos esses usos que se quer, esse projeto se transformaria no futuro num grande elefante branco”, alerta João Suassuna.

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Transposição do rio São Francisco: ‘’Onde está o Tribunal de Contas da União? Ninguém se manifesta. Isso é um escândalo’’.

“Com um terço do custo da transposição do rio São Francisco seria possível construir um grande sistema de abastecimento de água para toda a região Nordeste e abastecer todas as casas da região”, constata João Abner Guimarães Júnior.

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Para garantir o abastecimento de energia no País, são propostas construções de novas hidrelétricas, de usinas nucleares e o aumento de energias renováveis, como a solar e a eólica. Com o objetivo de discutir a atual composição da matriz energética nacional, a IHU On-Line, número 236, conversou com alguns especialistas e trouxe o tema para o debate.

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Belo Monte e a lógica do capital e dos jogos políticos que sufocam a vida

“Enquanto o lucro e a decisão de implementar for maior do que o cuidado com o meio ambiente, com o futuro da localidade e, especialmente, com a população, com destaque para a mais pobre, não haverá espaço para se discutir um licenciamento eficaz”, alerta ubiratan Cazetta

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Belo Monte, anúncio de uma guerra


Altamira: uma cidade fatiada pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

“A região já está sofrendo os impactos da instalação do empreendimento sem que tenham havido ações necessárias para mitigá-los. Existe uma situação de gravidade e urgência que começa a se configurar”, alerta Carolina Piwowarczyk Reis.

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Belo Monte. Atualização do processo de destruição dos povos indígenas.

“O que mais assusta em Belo Monte é justamente a naturalização. Não de um genocídio ou de uma violência de sangue, mas de um etnocídio praticado sob a égide de um Estado constitucional, em que o direito não põe limite ao ‘tudo é possível’”, alerta Thais Santi.

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A energia nuclear em debate

A tragédia de Fukushima repõe na agenda do dia a opção da energia nuclear. Vale a pena que corramos tantos riscos? Trata-se de um debate difícil, mas necessário no momento atual. A IHU On-Line, número 355, convidou especialistas de várias áreas do conhecimento para discutir o tema.

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A tragédia ocorrida em Mariana, no estado de Minas Gerais, com o rompimento da barragem da Samarco reacende o debate em torno do neodesenvolvimentismo e neoextrativismo no Brasil. Cadernos IHU em formação, número 48, recupera entrevistas realizadas para o sítio do Instituto Humanitas Unisinos — IHU e para a revista IHU On-Line sobre a mineração no país.

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Tragédia de Mariana: “Desdobramentos são atacados somente à medida que aparecem”

“O despejo de 62 milhões de metros cúbicos de lama no meio ambiente foi o maior acidente em termos de espalhamento e liberação instantânea de sedimentos que se tem registro na história do país”, afirma David Zee.

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Relatório sobre desastre em Mariana aponta: apesar do desastre, poucas mudanças à vista. Entrevista Especial com Bruno Milanez

“No contexto brasileiro estamos falando no que deverá ser o pior desastre socioambiental (em termos de extensão territorial) do país. As perdas para o país ainda precisam ser estimadas e, com muita dificuldade, se conseguirá efetivamente mensurar a gravidade do que ocorreu”, afirma Bruno Milanez.

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Irresponsabilidade das empresas e omissão do Estado já anunciavam a tragédia em Mariana.

“Um ponto de partida para compreender o rompimento da barragem de Fundão é frisar que não foi um desastre natural”, aponta Ana Flávia Santos.

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Mosquito transgênico: jogar os insetos nos ecossistemas não resolve casos de zika e dengue.

“A Oxitec é uma empresa comercial e vê a produção de insetos transgênicos como negócio, não como beneficência. É evidente que eles aproveitaram a emergência do Zika Vírus para vender, ainda que os resultados de seus experimentos sejam extremamente pobres e negativos, quando se considera o contexto da doença”, afirma Silvia Ribeiro.

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Pandemia de zika vírus. Perdemos a guerra para o Aedes aegypti?

“Temos de conceber que houve um fracasso no combate ao Aedes aegypti, porque ele está cada vez mais ao Sul e ao Norte, e vem se adaptando mais rapidamente do que estamos conseguindo contra-atacar”, diz Carlos Henrique Nery Costa.

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Laudato Si’ e COP-21

“Uma revolução epocal”

A importância da encíclica insere-se na pertinência e emergência de seu tempo. O profetismo de Francisco encara com ousadia o exercício e a tarefa de “pensar” o futuro da Criação, em suas múltiplas relações a partir de situações concretas e promover um debate preparatório de um evento “histórico”, a Conferência sobre as Mudanças Climáticas, que acontecerá em dezembro, na França.

‘’A encíclica papal é uma virada histórica’’

“A encíclica é uma verdadeira reviravolta, uma ruptura histórica, com implicações importantes, tanto políticas quanto econômicas. O Papa Francisco faz uma leitura radical da emergência ambiental, no sentido literal da palavra: vai às raízes da crise”, Noami Klein.

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COP-21: De políticas públicas a planos de negócios

“Em relação à Convenção do Clima de 1992, o Acordo de Paris, que juridicamente deveria ser mais um passo para a implementação do regime, acabou operando, sem dúvida, uma erosão do conceito de diferenciação e a responsabilidade histórica dos países desenvolvidos, principais ‘emissores’ históricos”, adverte Camila Moreno.

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Com as catástrofes climáticas batendo à porta, estadistas discutem acordo global na COP-21

“Sobretudo, cabe destacar que qualquer acordo sério precisa, sim, colocar a maior parte do ônus sobre os grandes emissores históricos, em particular considerando-se a emissão a partir do consumo e não da produção, afinal é muito confortável para a União Europeia, por exemplo, apresentar metas significativas de redução de emissões após ter exportado boa parte de sua indústria suja para a periferia do sistema”, diz Alexandre Costa.

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COP-21: O risco de ser mais um pacote de promessas vazias.

“Os Direitos Humanos estão no centro dos ataques durante esta COP, justamente quando a questão das mudanças climáticas e das políticas necessárias para conter um aumento de temperatura catastrófico deveria ter como centro as suas vítimas e a proteção dos seus direitos como objetivo”, diz Lucia Ortiz.

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COP-21 e o desafio de equacionar as metas nacionais

“Depois de 20 anos do início da Convenção do Clima, vemos que a meta de redução da emissão dos gases de efeito estufa, que é o objetivo principal da Convenção, está muito longe de ser atingida”, diz Maureen Santos.

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COP-21: Acordo climático depende da China e dos EUA

“A humanidade sempre teve dificuldade de antever o futuro e tomar medidas que garantissem a sustentabilidade das gerações possíveis, e talvez estejamos destinados a cometer os mesmos erros dos maias, dos astecas e dos egípcios, que tiveram colapsos civilizatórios”, adverte Ronaldo Serôa da Motta.

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COP-21: “Não se trata apenas de substituir Kyoto, mas de fazer o que precisa ser feito”

A COP-21, que acontece em Paris no final deste ano, apresenta dois desafios centrais: o primeiro diz respeito às metas nacionais que os países prometerão cumprir, e o segundo, ao fato de cumpri-las, que “é um caso a parte”. Entre os pontos mais difíceis da negociação está o princípio das responsabilidades comuns e diferenciadas, que é explicado por duas analogias, diz Márcio Astrini.

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A raiz antropológica da crise

A raiz da “crise ecológica” perpassa a experiência humana, como motor impulsionador, em diversas perspectivas: tecnologia, globalização do paradigma tecnocrático, a crise do antropocentrismo moderno e suas consequências, o relativismo prático, a necessidade de defender o trabalho e a inovação biológica a partir da pesquisa.



“No âmbito científico, já está comprovado que a ação da pessoa humana sobre a natureza é que está provocando as mudanças climáticas atuais; as grandes empresas já perceberam que precisam adotar uma estratégia que cuide do meio ambiente; e os governos já entenderam que é mais barato cuidar da natureza do que arcar com as consequências, em todos os quesitos. A encíclica do papa Francisco vem complementar esses três aspectos, trazendo embasamentos éticos e morais”. 
Carlos Nomoto


Ditadura da técnica e Antropocentrismo

“Para o Papa a raiz da crise ecológica reside na tecnocracia. Distingue-a da tecnociência que tantos benefícios nos trouxe. Mas ela degenerou em tecnocracia, uma espécie de ditadura da técnica com a pretensão de resolver todos os problemas ecológicos. Com justeza critica esta visão porque ela isola os seres que estão sempre entrelaçados. Ao dissociá-los pode produzir mais malefícios que benefícios.

O antropocentrismo afasta o ser humano da natureza; não se sente parte dela e se sobrepõe a ela como forma de dominação, quebrando a fraternidade universal. Por isso que o simples ambientalismo permanece sempre antropocêntrico, pois vê apenas o ser humano, o seu bem-estar e não o bem comum de todos os demais seres, habitantes da casa comum”. (Leonardo Boff)

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“Guardar a Criação inteira”

Laudato Si’ e Magistério: um olhar ecológico

A revista La Civiltà Cattolica dedicou um número sobre a encíclica “verde”, no dia 27 de junho de 2015, com a contribuição de diversos autores, que discutem em linhas gerais as problemáticas possíveis da encíclica: ecologia, destino humano, política e ambiente, religião e crise ecológica, relações da ecologia com o cinema e com a poesia.

O editorial mostra com clarividência as convicções fundamentais dos magistérios recentes acerca da relação humana — antropológica, social e teológica — com a Criação, desde a consciência de Paulo VI na “responsabilidade de um destino comum” até as perspectivas norteadoras dos pontificados subsequentes como: “ecologia ambiental e ecologia humana” (João Paulo II), “discernimento e projetualidade” (Bento XVI), “proteção e harmonia” (Papa Francisco).

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A revista IHU On-Line, número 377, retoma o tema sustentabilidade do planeta. Desta vez debatendo a proposta da agroecologia. “A economia solidária e a alternativa agroecológica trazem em seu seio os germes de uma sociedade em que a cooperação e a vida estão acima da competição e do lucro”, diz Daniel Tygel

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A indissociabilidade dos direitos da pessoa humana e dos direitos do ambiente é tema da IHU On-Line, número 453. A inspiração vem do III Congresso Internacional de Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, promovido pelo Instituto Socioambiental Dom Helder.

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O núcleo teológico de Laudato Si’

“O papa proporcionou o primeiro grande ensino papal sobre o planejamento urbano, observando, por exemplo, a necessidade de se ‘cuidar dos espaços comuns, dos marcos visuais e das estruturas urbanas que melhoram o nosso sentido de pertença, a nossa sensação de enraizamento, o nosso sentimento de ‘estar em casa’ dentro da cidade que nos envolve e une”, escreve David Cloutier.

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As convergências entre a Bíblia, a Laudato Si’ e o tempo presente

“No livro do Gênesis não estamos longe dos fundamentos da Ecologia Integral. Porém o que diz o Gênesis em sua linguagem mítica não é primeiramente uma afirmação teológica, trata-se de uma verdade de experiência”, comenta André Wénin.

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Resgate de uma relação integral entre Deus e a criação

Ao colocar o conceito de ecologia integral como mote que conduz a leitura da Encíclica, “o Papa resgata a interpretação hermenêutica da tradição bíblica manifestativa, onde as relações Deus, homem e natureza estão profundamente imbricadas”, ressalta Josafá Carlos de Siqueira.

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Um texto impregnado de Teilhard de Chardin

Deborah Terezinha de Paula “recupera o pensamento do jesuíta que andou entre os mundos da ciência e da religião”, ao afirmar que “para este místico, o cosmo é a casa de Deus, um lugar desejado pelo Criador para sua morada e abrigo de suas criaturas. Esse cosmo, atraído por Cristo, caminha para sua plenitude, que é, nesse sentido, realização da harmonia entre mundo, homem e Deus”.

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A crise civilizacional e a resposta de uma teologia ecumênica da criação

As expressões, diz, “conjugam dois aspectos inseparáveis: Louvado seja o Senhor pela beleza da criação, da qual o ser humano faz parte integrante e na qual tem uma responsabilidade especial como criatura: cuidar da mesma”. Guillermo Kerber

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Casa Comum no horizonte da CF 2016

“Quero ver, como fonte o direito
A brotar, a gestar tempo novo:
E a justiça, qual rio em seu leito,
Dar mais vida pra vida do povo”.
 
Hino da CF 2016


“Todas as criaturas são boas”

A fé bíblica, ao contrário de muitas doutrinas filosóficas e religiosas, sempre reconheceu e constatou que todas as coisas e todas as criaturas (a começar pelo homem) saíram diretamente das mãos de Deus. A Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, parte do mesmo olhar cristão sobre a Criação. Deste manancial surge a originalidade contundente e persuasiva de suas considerações aplicadas à crise ecológica que ameaça o mundo. Dali extrai também antídotos preciosos contra as dinâmicas autodestrutivas do modelo de desenvolvimento dominante. E documenta, ao mesmo tempo, a distância intransponível entre a experiência cristã e as correntes de pensamento neognóstico que depreciam a matéria e a Criação como um “mal” que deve ser superado. Gianni Valente

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Ecologia Integral

“A ecologia integral vê todos os fatos e fenômenos interligados. Esse me parece o ponto central de sua construção teórica e prática a cerca da ecologia. Receio que ela não seja entendida pela grande maioria, colonizada mentalmente apenas pelo discurso antropocêntrico de ambientalismo dominante nos meios de comunicação social e infelizmente nos discursos oficiais dos governos e das instituições internacionais como a ONU”, diz Leonardo Boff.

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Sobre Ecologia Integral

Leonardo Boff e a Laudato Si’: um percurso de ecologia integral

“É a primeira vez que um papa aborda o tema da ecologia no sentido de uma ecologia integral (que vai além, portanto, da ambiental) de forma tão completa. Grande Surpresa: elabora o tema dentro do novo paradigma ecológico, coisa que nenhum documento oficial da ONU até hoje fez”. Leonardo Boff

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Edgar Morin e Laudato Si’: um percurso na Complexidade

“Neste ‘deserto’ atual, pois, eis que surgiu esse texto que vejo bem estruturado, e que responde a esta complexidade! Francisco definiu ‘ecologia integral’, que não é sobretudo, esta ecologia profunda que pretende converter ao culto da Terra e subordinar tudo a ela. Ele mostra que a ecologia toca profundamente as nossas vidas, a nossa civilização, os nossos modos de agir, nossos pensamentos.”, diz Edgar Morin.

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“Tudo está em relação, tudo é conexo”

“A perspectiva focal sobre a qual se rege a encíclica é aquela da “ecologia integral”. De um ponto de vista conceitual, o Papa Francisco assume o termo “ecologia” não no significado genérico e frequentemente superficial de alguma preocupação “verde”, mas no sentido bem mais profundo de entendimento de todos os sistemas complexos, cuja compreensão requer que se ponha em primeiro plano a relação das partes singulares entre si e com o todo”, diz Giacomo Costa.

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Moema Miranda e Laudato Si’: uma perspectiva sistêmica

“Abre-se uma fundamental e bem posicionada possibilidade de diálogo com abordagens sistêmicas desenvolvidas pelas chamadas ciências do sistema terra, que envolvem a física, a química, a biologia, entre outras”, diz Moema Miranda.

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O antitecnocrata Francisco e a encíclica Laudato si’.

“O mercado criou desigualdades que o paradigma tecnocrático tende a exacerbar (pense-se na relação entre política e economia na União Europeia desde a sua fundação); o mercado cria injustiças quando se torna a única regra, quase divinizada. Palavras duríssimas estão no texto contra a gestão da crise financeira global de 2007–2008 e a decisão de salvar os bancos a todo custo, cobrando o preço da população”. Massimo Faggioli

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Discurso do Papa aos Movimentos Populares

“Comecemos por reconhecer que precisamos duma mudança. Quero esclarecer, para que não haja mal-entendidos, que falo dos problemas comuns de todos os latino-americanos e, em geral, de toda a humanidade. Problemas, que têm uma matriz global e que atualmente nenhum Estado pode resolver por si mesmo. Feito este esclarecimento, proponho que nos coloquemos estas perguntas:

- Reconhecemos nós que as coisas não andam bem num mundo onde há tantos camponeses sem terra, tantas famílias sem teto, tantos trabalhadores sem direitos, tantas pessoas feridas na sua dignidade?

- Reconhecemos nós que as coisas não andam bem, quando explodem tantas guerras sem sentido e a violência fratricida se apodera até dos nossos bairros? Reconhecemos nós que as coisas não andam bem, quando o solo, a água, o ar e todos os seres da criação estão sob ameaça constante?”

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Os ecos de Laudato Si’ e o discurso do Papa Francisco no Encontro dos Movimentos Populares em Santa Cruz de la Sierra

Convida todos a repensar o uso da “casa comum”. Isso fica ainda mais claro quando Suess faz a ligação do texto com os discursos e posturas de Francisco na sua recente viagem por países da América Latina, o “fim do mundo” — de onde saiu Bergoglio. “Por sua atenção aos movimentos sociais e pela Laudato Si’, Franciscofez do esquecido, do desnecessário, do pobre e do outro uma chave de interpretação da realidade”, analisa Suess.

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“ Hoje não podemos desconhecer que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem social que deve integrar a justiça nas discussões sobre o ambiente para escutar tanto o grito da Terra quanto o grito dos pobres”. Leonardo Boff


A encíclica Laudato Si’ e os pobres da Terra

Ler a encíclica a partir dos empobrecidos e da realidade do nosso país nos convoca para o que o Papa chama de “Ecologia integral”. Agora, temos de tirar as consequências: a partir das bases, reelaborar uma maneira de viver e expressar a fé que seja libertadora, pluralista (isto é, aberta à colaboração com outras tradições espirituais) e holística, ou seja, baseada em uma justiça eco-social que una o cuidado com a libertação e com a vida dos oprimidos à comunhão efetiva e espiritual ao universo, sacramento de uma presença da qual somos testemunhas e colaboradores, diz Marcelo Barros.

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Solidariedade Universal

A solidariedade universal é a experiência de compreender-se parte de uma totalidade complexa, sem dominações e sobreposições. Essa complementariedade é vivida numa dimensão celebrativa que se realiza num contexto de “conversão ecológica” que implica uma “espiritualidade ecológica”. Esta se deriva não tanto das doutrinas teológicas, mas das motivações que a fé suscita para cuidar da casa comum e “alimentar uma paixão pelo cuidado do mundo”. Leonardo Boff


O Deus vivo em perspectiva cósmica

“Mediante algumas considerações críticas sobre implicações da cosmologia contemporânea e da ética ecológica para a teologia da criação, a autora aponta possibilidades para uma reflexão sobre a questão de Deus em perspectiva cósmica” diz Elizabeth A. Johnson.

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“Novos estilos de vida para salvar o mundo e quem o habita”

O Papa afirma ter realizado uma “reflexão simultaneamente jubilosa e dramática”, lembra Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food. Mas “é a alegria que prevalece — e o afirmo como leitor não crente — embora os pressupostos sejam profundamente dolorosos. É a alegria de poder crer numa mudança revolucionária, e numa nova humanidade”.

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“Terra habitável”: um desafio para a teologia e a espiritualidade cristãs.

“O paraíso terrestre situa-se no ponto mais elevado de toda a Terra e vai além de todas as outras montanhas, por mais altas que sejam. As águas do dilúvio não puderam alcançá-lo”, diz Jacques Arnould.

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Ètica e Ecologia — Leonardo Boff

Laudato Si’: o undécimo mandamento

A mensagem de Francisco é urgente e clara: para nos salvar, nós, humanos, devemos nos salvar junto com a terra. Há anos eu repito a mim mesmo um mandamento que eu coloco ao lado dos mandamentos bíblicos: “Ama a terra como a ti mesmo”. Enzo Bianchi

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Eucaristia e Ecologia

“De que maneira temas ecológicos, como a mudança climática, por exemplo, afetam nossas celebrações da Eucaristia? De que modo o culto eucarístico está relacionado com ações ecológicas e com as formas de viver? O que quer dizer viver uma vocação ecológica ante o Deus de Jesus Cristo? Qual é a relação entre a prática ecológica e a espiritualidade cristã?”, diz Denis Edwards.

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Força, Francisco


Mais notícias sobre a Laudato Si’ podem ser acessadas no sítio do Instituto Humanitas Unisinos — IHU.