Inovação Incremental ou Inovação Disruptiva: com qual delas se preocupar primeiro?

Por qual inovação devemos começar: incremental ou disruptiva?

Existe uma confusão sobre os diversos tipos de inovação existentes, sobretudo para micro e pequenas empresas, que não estão acostumadas a lidar com este assunto. Além disso, questiona-se qual tipo de inovação o micro e pequeno empresário (que geralmente possuem um investimento restrito para tal) devem se preocupar a princípio: a incremental ou a disruptiva?

O fato é que, para sobreviver no cenário econômico atual de crises e incertezas, é vital que a inovação seja assunto frequente e esteja dentro dos prognósticos estratégicos das PE’s. Estimular a criatividade dos funcionários, pensar em novas ideias que sejam holisticamente benéficas para a empresa, entre outras ações, ajudam a criar a tão sonhada (e lucrativa) cultura da inovação.

Mas vamos direto ao ponto. Qual é a inovação que devemos buscar, em um primeiro momento? A disruptiva ou incremental?

Antes de tomarmos uma decisão, vamos entender mais sobre cada uma delas.

Inovação Incremental

O termo foi criado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter, no livro “Bussiness Cycles” (1933). É o tipo mais prático, e que costuma dar resultados no curto prazo mais rápido do que a disruptiva (na maioria dos casos).

Trata-se da inovação que procura trabalhar com o que já esta vigente na empresa ou mercado, procurando sempre colocar o foco na melhoria e otimização contínua destes mesmos processos ou produtos.

Uma questão que muitos confundem: incrementar não significa copiar. Trabalhar com inovação incremental presume-se criatividade constante e ativa, sendo assim, um esforço que não é tão fácil de realizado. Contudo, se for feito com constância e eficácia, costuma trazer excelentes resultados.

Exemplos de inovação incremental:

· Celulares;

· Câmbio automático de automóveis;

· Cds comuns para Cds de camada dupla ;

· Entre outros.

Inovação Disruptiva:

Termo criado pelo professor de Harvard Clayton Christensen, muitos ainda confundem o significado real da palavra disrupção. Conferindo o dicionário, encontraremos os seguintes cognatos: “interrupção, fratura”.

E é exatamente isto que significa. Uma redefinição completa de um produto e/ou serviço, criando assim um nicho novo de mercado consumidor a ser explorado. O famoso “Oceano Azul”.

De fato, ela é mais arriscada e complexa que a incremental, sobretudo pelo fato de que se fazem necessários investimentos de tempo, dinheiro e, o mais importante, de conhecimento. Porém, quando encontrada, garante ao seu descobridor grande vantagem estratégica e econômica em relação aos seus concorrentes.

Exemplos de inovação disruptiva:

· Post IT;

· Iphone;

· Cirque du Soleil;

Feitas as análises, ainda fica a pergunta. Qual é a inovação que as micro e pequenas empresas devem se preocupar, a incremental ou disruptiva?

E a resposta é: depende.

Para melhoria rápida de algum processo ou produto, é aconselhável que se busque mesmo uma inovação incremental. O resultado será menos custoso, e o retorno (sobretudo, financeiro) pode ser mais imediato.

Por outro lado, startups ou empresas similares estarão mais capacitadas e propensas a buscarem inovações disruptivas. A maioria dos setores tecnológicos estão atingindo um nível de saturação alto, no aspecto de inovações incrementais. Sendo assim, pode ser muito complicado e não tão vantajoso oferecer mais uma. Nesta situação, é mais inteligente partir para uma disrupção. O exemplo mais recente disto foi o UBER, que aproveitou a onda dos aplicativos de táxi e estabeleceu uma ruptura criando um novo conceito (de ter um motorista particular, ao invés de um táxi, a sua disposição).

Esperamos ter ajudado no esclarecimento de um tema tão importante para a sua empresa. Qualquer dúvida , pergunta ou sugestão, envie uma mensagem aqui mesmo no post ou pelo Facebook.

Grande abraço e até a próxima!