3 Dicas para você saber se a sua ideia é boa

Se você é daquelas pessoas que sempre pensou em ter o próprio negócio e acredita que o seu hobby poderá ser o ponta pé inicial para essa jornada, acredite: pode ser uma boa ideia!

Por Rodrigo Oneda Pacheco.

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Mas antes que você se fruste lá na frente com as dificuldades que o empreendedorismo te reserva, entenda que você precisará saber responder, no mínimo, três perguntas para se dar bem nessa caminhada.

  • Qual é o problema que você esta resolvendo?
  • Qual é o público que você quer atender?
  • Qual é a proposta de valor que você quer oferecer?

Elas foram as perguntas que mais fizeram sentido para mim quando iniciei os trabalhos na isCool. Sabia que a ideia poderia trazer bons frutos, mas ela precisaria ter mais fundamentos e uma proposta clara para o mercado. Logo, responder essas perguntas poderá te ajudar também com o seu hobby.

Já vou adiantando que elas não irão te mostrar 100% das respostas que você precisa ter para estruturar um negócio de fato, mas poderão te servir como um bom início ainda mais quando você tá mais envolvido pela paixão do seu negócio em si do que pela eficiência que ele te promete no futuro.

>> Conheça o projeto Do Hobby ao Business — Faça da sua paixão um novo negócio.

Aqui vão as minhas respostas:

Qual é o problema que você esta resolvendo?

A princípio, parece fácil. Essa pergunta está me dizendo qual é o produto e/ou o serviço que eu criei para atender as pessoas, certo? É, mais ou menos. O fato de você ter criado não garante que você esteja atendendo aos reais problemas de alguém, mas presumo que você não seja tão imprudente assim e já saiba o que esta fazendo.

Assim, eu comecei a responder essa pergunta da forma mais fácil que eu encontrei na época: formulário de pesquisa. Na verdade, o formulário serviu apenas para eu fundamentar ainda mais o que eu queria fazer mas não, necessariamente, entender um problema em específico que eu queria resolver.

Abaixo, você pode ver as perguntas que foram criadas na época e que eu simplesmente joguei na minha rede de contatos para colher as tais respostas.

Aliás, dois pontos importantes quanto ao formulário:

  • Não aconselho você a jogar um form assim para a sua rede dessa forma: entenda que você precisa ter um público-alvo mais claro para ter respostas mais inteligentes e eficientes. Então, cuide para quem você enviará porque a quantidade de respostas não garantirá a qualidade delas.
  • Cuidar com as perguntas tendenciosas: no início, eu tinha medo do conceito da isCool e queria deixar “maio ou menos claro” no formulário para ter o feedback da galera. Isso não faz muito sentido quando a ideia não existe ainda na prática. É legal pensar no problema que a pessoa tá passando e, em outro momento, oferecer uma solução mais específica.

Como estamos falando sobre o problema que queremos resolver, é importante partir do raciocínio que empreender existe para resolver problemas. E não importa o quão legal parece ser a sua ideia, ela só fará sentido se resolver o problema de alguém.

Nesse sentido, lendo o livro A Startup de $100 , livro bem bacana e didático sobre fazer da sua ideia um novo negócio, acabei respondendo algumas perguntas como essas que poderão te ajudar também:

  • Qual é o seu maior problema com…?
  • Qual é a sua maior dúvida sobre…?
  • O que eu posso fazer para ajudá-lo…?

Entendendo as respostas para essas três simples perguntas, você conseguirá ter um mapa mais completo sobre o que você quer oferecer para as pessoas.

Tire um tempinho para fazer essas conversas com o seu público-alvo. Com certeza ele terá muito para te falar sobre os problemas que ele passa.

Falando em público alvo…

Qual é o seu público-alvo?

Esse é um outro desafio para quem tá começando. Geralmente, a mensuração e a interpretação do público-alvo do seu business é algo difícil mesmo, mas assim que você souber como analisá-lo, fará toda a diferença para a sua operação.

Uma forma bem lúdica e mais prática para você fazer esse exercício é trabalhando com a ferramenta do Mapa de Empatia, por exemplo. Talvez para você não seja nenhuma novidade, mas ela ajuda muito nesse processo. Pode ser um pouco difícil de construí-la na primeira vez, mas depois o exercício só melhora e o resultado fica ainda mais redondinho com a prática.

O bicho é esse:

Mapa de Empatia[/caption]

A partir do momento que você conseguir interpretar o teu público de uma forma mais profunda, você vai sair daquele modelo de pensamento do tipo

“Legal, você tem um restaurante. Qual é o público que você atende?”
“Todo mundo porque quem aqui não precisa se alimentar diariamente, não é mesmo?”

Com certeza todos precisam se alimentar todos os dias, mas não quer dizer que todos irão preferir a sua proposta em si.

Pois é, e a proposta de valor? É sobre isso que eu vou terminar o meu texto de hoje.

Qual é a sua proposta de valor?

Uma vez que você entende qual é o problema que você está resolvendo e também sabe quais são as dores do seu cliente de forma mais segmentada, agora chegou a vez de você chamar a atenção desse cara e oferecer o que você tem de melhor para que ele possa comprar de você — e voltar no mês seguinte para comprar novamente.

A proposta de valor nada mais do que o seu diferencial para o cliente final. Aquilo que fará a sua empresa se destacar e chamar a atenção de uma forma positiva com o seu público-final. Restaurantes e opções para alguém se alimentar diariamente, você vai concordar comigo que há muitas por aí. Mas por que o seu espaço é melhor do que os outros?

>> Workshop Modelo Canvas de Negócios: dia 1 e dia 2.

No que você está se diferenciando? Vamos pontuar algumas coisas que poderão te ajudar nesse posicionamento:

  • preço: O nome é autoexplicativo. Novos serviços que vem com preço abaixo da concorrência ou até aqueles que oferecem “preço zero”, se encaixam aqui.
  • novidade: Como não poderia deixar de ser, algo totalmente novo resulta em uma proposta de valor impactante. Pense no iPhone quando foi lançado.
  • customização: Há toda uma gama de produtos e serviços que são “feitos para você”. Tem alguma coisa feita sob-demanda em casa? É isso. E-commerces mais nichados oferecem essa proposta. Pense numa camiseta em que você escolhe a estampa, a altura de sua aplicação e a cor do tecido.
  • conveniência: Produtos e serviços que trazem mais comodidade para quem os compra. A Netflix reúne em um só lugar, a um clique, diversos filmes e seriados que você teria que alugar ou comprar com vários fornecedores diferentes. Um grande exemplo de conveniência quando o assunto é entretenimento.

Assim, a sua proposta de valor será o resultado da soma de benefícios que a sua empresa entrega para o cliente final.

Quantos benefícios você consegue listar do seu próprio negócio? Eles são superiores ao que é encontrado no mercado? Vamos à luta!