“A dança transformou minha vida”

O goiano Adhonay Soares da Silva, de 17 anos, é prova viva de como a dança pode mudar o mundo


Adhonay tinha só 10 anos de idade quando chegou ao primeiro lugar em uma das principais categorias do Festival de Dança de Joinville, em 2008. Um grande feito, em si — que fica ainda maior quando a gente pensa que ele tinha começado a estudar balé há apenas um ano na época. Até 2012, quando completou seus 14 anos, o jovem goiano acumulou outros seis primeiros lugares no Festival — que é o maior do mundo, de acordo com o Guiness Book.

“Eu sempre fui apaixonado por arte. Lembro de, ainda pequeno, disparar a dançar a cada vez que ouvia música. É algo que sempre carreguei comigo. E aí, quando finalmente assisti a uma apresentação de balé pela primeira vez, tive a certeza de que dançar era tudo o que eu queria”, conta Adhonay.

“O começo não foi fácil, porém eu, tão apaixonado pela dança, nunca desisti. Foram muitas aulas e ensaios. É preciso ter muita força de vontade e disciplina para seguir em frente”, continua o bailarino, hoje com 17 anos.

Mas todo o trabalho valeu a pena. Em 2013, Adhonay foi escolhido em primeiro lugar tanto pelos jurados quanto pelo público no concurso internacional Prix de Lausanne, na Suíça — considerado o Oscar da dança. O prêmio lhe rendeu a oportunidade de estudar no Stuttgart Ballet, na Alemanha, uma das mais renomadas companhias de dança do mundo.

Assista abaixo às performances vencedoras:

Sim, a dança transformou minha vida. Se voltasse 8 anos, jamais imaginaria estar onde estou e ser quem sou hoje. Graças à dança, tive oportunidades que nem me passariam pela minha cabeça. Cresci e aprendi muito dançando, e não só como bailarino, mas como humano”, conta.

Quem concorda é a professora Simone Malta, que acompanha Adhonay desde o começo. “A dança abriu muitas portas na vida dele — e não só profissionalmente, mas emocional e culturalmente também. Aumentou seu grau de atenção, disciplina, comunicação e socialização. Através da dança, ele conseguiu vencer as barreiras do preconceito e ganhar o mundo”.


Como a dança muda o mundo?

“A dança tem o poder de mexer com nossas emoções mais profundas. Quem dança expressa com seu corpo o que não fala. O corpo fala. Na maioria das vezes, quem dança se entrega tanto em cena que, mesmo sem falar nada, o público é transportado para o mundo mágico do bailarino, que desperta alegria, saudade, paixão ou euforia em quem está assistindo. É maravilhoso ver nos olhos dos espectadores todas as emoções que a dança pode despertar. O brilho na feição das pessoas é fascinante. E, no momento em que um bailarino desperta isto no público, ele aí descobre o verdadeiro motivo de continuar dançando: a emoção!”

Simone Malta, professora e coordenadora do corpo de balé do Centro Cultural Gustav Ritter, em Goiás


É por acreditar no potencial transformador da música que o Itaú apresenta o Festival de Dança de Joinville.

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