Acreditar no poder

da música #issomudaomundo


Daqui até a próxima edição do Rock in Rio, que acontece em setembro deste ano, vamos contar todo mês histórias que mostram como a música pode mudar o mundo das pessoas. Para começar, aproveitamos que em março é popularmente comemorado o Dia do Fã e convidamos a escritora Jana Rosa para contar a sua história de fã, que começou lá na primeira edição do festival, em 1985. Confira!



Eu, fã desde sempre


Por Jana Rosa

Sempre contei a mesma história para todo mundo: que minha saga de fã começou na barriga da minha mãe.

Quando ela tinha 25 anos e estava grávida de 2 meses, foi à primeira edição do Rock in Rio, em 1985, para ver o Queen. Ela era muito fã do Freddie Mercury — nunca mais foi tão fã de alguém.

Essa energia de festival, fanatismo e amor a uma banda cresceu comigo e me deixou sentindo especial sempre.

Ontem perguntei para minha mãe sobre esse dia e ela contou que estava no Rio de férias e foi para o Rock in Rio de surpresa mesmo. Não era a história romântica que eu contava, sobre ela ter viajado horas para ver o Queen grávida.

Mas tudo bem: a partir de agora vou contar uma nova versão, onde quem convenceu minha mãe a ir até aquele Rock in Rio ver o Queen fui eu, dentro da barriga.

Como pode existir gente que não é e nunca foi fã de alguém? Que não faz loucuras e viaja para ver um ídolo amado?

Eu fui uma fã, ainda sou uma fã. Meu fanatismo mais louco foi pelo Hanson, a banda de três loirinhos dos anos 90 que cantava Mmmbop e enlouquecia as menininhas.

Quando os irmãos de Oklahoma estouraram nas paradas musicais no fim de 1996, eu — garotinha de 11 anos — me apaixonei perdidamente. Decorei todas as músicas, colei pôsteres no meu quarto inteiro (até no teto) e os segui pelo Brasil 3 vezes, me hospedando nos mesmos hotéis e até sendo um pouco inconveniente. Juro que quase fiz uma tatuagem pro Hanson, mas um anjo me protegeu (cancelei a sessão!).

Muitos anos depois, em julho de 2013, finalmente conheci meus ídolos. Não consegui falar com eles de tanta emoção, mas saímos lindos na foto.

Em 2013, Jana conseguiu seu momento com os integrantes do Hanson, com direito a foto e autógrafo (Arquivo pessoal)

Felizmente, eles não lembraram de uma jovem que os stalkeava em hotéis e ligava em seus quartos de madrugada — um alívio.

E aí tem a Madonna, que formou meu caráter (junto com o SBT). Eu tinha 7 anos quando me encantei pela rainha do pop. Ela já era superfamosa e usava sutiãs em formato de cone.

No começo da adolescência, eu dividia meu tempo entre criar fanzines sobre o Hanson para distribuir na escola e colecionar CDs da Madonna, tentando copiar todos os estilos dela.

Madonna deixou meu inglês muito melhor com Ray of Light, que eu ouvia no discman enquanto ia para a escola.

E Ray of Light mudou a minha vida, porque ganhei o CD como prêmio por não ter repetido de ano em Matemática.

Ser fã me fez estudar e querer sair logo da escola para poder trabalhar e comprar meus próprios CDs. Mal sabia eu que nunca mais compraria um CD quando chegasse minha hora de ter dinheiro. Ainda acompanho a Madonna, agora via streaming.

Uma vez fã, fã desde sempre e para sempre.


A música muda o mundo, por isso somos patrocinadores do maior festival de música do planeta, o Rock in Rio. Faltam 6 meses! Confira o line-up e demais informações da edição deste ano.

E você, também tem uma história de transformação com a música?

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