Como se organizar e cumprir todas as metas para o próximo ano?

Por: Alê Youssef

Alê Youssef preparou uma série de dicas imperdíveis para você se organizar melhor em 2016

Imagino que a grande dica para encararmos o ano novo é compreender a necessidade de se viver a dualidade das ruas e das redes. É nessa mistura do ambiente digital com toda a potencialidade que ele oferece e o mundo real e seu calor humano, que encontra-se a chave para traçarmos as melhores metas e fazermos os melhores planos.

Entretanto, essa dica seria óbvia se não alertasse aqui do perigo de absorve-la com superficialidade. É preciso ter muito cuidado com os condomínios que se impõe cada vez mais em nossas vidas e podem neutralizar muitas das nossas possibilidades.

Explico melhor: tanto nas ruas como nas redes estamos nos acostumando a conviver em micro cosmos que refletem apenas um pequeno extrato da complexidade e diversidade da nossa sociedade. Na internet, por exemplo, as redes sociais nos apresentam quase sempre as mesmas pessoas, amigos ou seguidores, que geralmente tem opiniões iguais as nossas e estratégias parecidas de ver o mundo.

Nada contra as rotinas que amamos mas, ao nos limitarmos a elas, deixamos de explorar a fantástica capilaridade da internet e todo o seu propósito. Se podemos usar a rede para estar em todos os lugares, por que nos limitarmos a dois ou três espaços onde nos encontramos com as mesmas pessoas e nos deparamos com os mesmos problemas?

Nas ruas acontece a mesma coisa. Claro que a opção por se viver em condomínios fechados nas cidades é legítima, ainda mais se considerarmos os nossos problemas de segurança pública. Entretanto, é muito ruim nos limitarmos à vida reclusa e não frequentarmos as praças, os parques, enfim, as ruas de nossa cidade. É no espaço público que compreendemos a complexidade de nossa sociedade. É nesse contexto que temos força para planejar e buscar melhorias para nossa coletividade. Estar nas ruas plenamente é poder reivindicar que ela seja mais das pessoas do que dos carros, mais verde do que cinza, mais alegre do que sisuda, mais inclusiva do que segregadora, mais sustentável do que degradada.

Em 2016, portanto, a melhor meta a se traçar é a consciência da busca do direito de flanar com liberdade tanto pelas cidades como pelo universo digital. Só assim teremos um planejamento — seja qual for nosso passo mais objetivo a ser dado — que inclua o outro e o diferente no contexto. Apenas com o respeito ao outro e à diversidade teremos maior capacidade de transformação, seja interna, nas nossas consciências ou do mundo que vivemos, seja nas ruas ou nas redes.

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