Gustavo Kuerten: o esporte tem potencial para transformar a vida de qualquer pessoa

Um dos homenageados na edição 2016 do Rio Open, Guga conversou com a gente sobre a carreira e o esporte como um componente transformador na vida das pessoas ;-)

O tênis é um componente “transformador” na vida de Gustavo Kuerten. “Foi pelo esporte que eu aprendi a cultivar alguns valores. Ter disciplina. Comprometimento com as coisas que eu fazia. Isso tem total potencial para transformar a vida de qualquer pessoa”, diz o tenista, ex-número 1 do mundo e um dos homenageados na edição 2016 do Rio Open.

Com a chegada do evento — que acontece entre os dias 15 e 21 de fevereiro, na cidade do Rio de Janeiro — , aproveitamos a passagem do atleta pela Cidade Maravilhosa para conversar sobre a carreira, a importância do esporte na vida de qualquer pessoa e o aniversário de 15 anos do instituto que leva o nome do jogador.

Qual a importância de um evento como o Rio Open dentro do calendário de eventos esportivos do Tênis?

O Rio Open é um grande catalisador para o tênis brasileiro. Ele consegue otimizar desde a presença da criançada que vem animada — em busca da inspiração, observando os grandes ídolos — , até os treinadores, técnicos e professores que estão ao redor, também aprendendo. A história do tênis nacional acaba sendo bastante privilegiada. O torneio conseguiu trazer muitos dos nomes que contribuíram para o tênis ao longo dos anos. É muito bacana encontrar todo mundo por aqui. Traz essa essência de um grande evento. Algo extraordinário. Em 2016 são oito dos 30 melhores. Nomes como David Ferrer e Rafael Nadal. É um espaço para os apaixonados que tem um privilégio de saborear de perto o circuito, entender como é a vida dos jogadores. É muito intenso.

Durante o Rio Open, os participantes do evento podem participar de uma atividade respondendo um quiz sobre a sua carreira. Toda a pontuação obtida nesse questionário será revertida em doações para o Instituto Guga Kuerten. Fale um pouco sobre o Instituto, quem são as pessoas atendidas e quais são as atividades do projeto?

Falar sobre o Instituto é sempre um privilégio. Estamos comemorando 15 anos de estrada. O IGK teve início em 2000, e foi criado em boa fase, quando terminei a temporada como número um do mundo. A ideia era criar um espaço que atendesse pessoas com deficiência, mas depois passamos a atuar em outras frentes, desenvolvendo atividades relacionadas ao esporte e educação para crianças de Florianópolis e outros pontos de Santa Catarina. Recentemente criamos um curso para a capacitação de cuidadores terapêuticos, formando aproximadamente 200 profissionais. É um projeto de muitas alegrias, consagrações e ideias que estão sempre perambulando.

Nesta edição, uma das quadras do evento será batizada com o seu nome. Se você pudesse batizar uma quadra de tênis com o nome de outra pessoa, quem seria?

Eu daria um pedaço da quadra de tênis para cada nome que contribuiu para o tênis brasileiro. Eu vejo que para que conseguisse alcançar o meu sucesso e toda a trajetória que nós tivemos foi necessário que outras pessoas, outros tenistas brasileiros viessem antes e deixassem o terreno propício. Gostaria muito de compartilhar a minha quadra, a central, com o Alcides Procópio, Maria Ester Bueno e todos os meus ídolos.

A edição 2016 do Rio Open conta com a presença de jogadores como Rafael Nadal, David Ferrer, o francês Jo-Wilfried Tsonga e o americano John Isner. Com base na sua experiência como jogador, qual a principal diferença em disputar uma partida no Brasil em relação a outros eventos espalhados pelo mundo?

Acho que jogar no Brasil é uma emoção diferente. É uma paixão [do público] muito forte. Acho que até quem vem de fora sente, se sente acolhidos pela torcida. É uma beleza essencial do tênis, essa participação das pessoas que estão ao redor, essa comoção. Você se sente envolvido. No meu caso [a torcida] fez muita diferença, sempre me motivando, até me dando bronca. Seja no Brasil Open ou na Copa Davis, são momentos lindos que eu guardo como uma das lembranças mais memoráveis da minha carreira.

Como o tênis muda o mundo e a vida das pessoas?

O tênis gera uma capacidade de superação muito forte. O jogador, isoladamente, consegue superar uma batalha de horas e horas com respostas e soluções para problemas muitos complexos. Você pensa: “esse cara é de outro planeta, embaixo desse sol, acertando tudo em cima da linha”. É muito bonito o espetáculo do Tênis. Existe um respeito embutido. A forma de agir. O respeito entre os adversários, as regras do jogo. Um respeito ao esporte que vai além do simples “ganhar de qualquer jeito”. O tênis transformou a minha vida. Foi pelo esporte que eu aprendi a cultivar alguns valores. Ter disciplina. Comprometimento com as coisas que eu fazia. Isso tem total potencial para transformar a vida de qualquer pessoa. Ajuda a entender que dias serão bons, outros serão ruins, mas o importante é seguir em frente.

Quer conhecer o Guga pessoalmente? Que tal tirar uma foto com o troféu de número 1 do mundo conquistado pelo tenista em 2000? Basta fazer uma visita ao estande do Itaú, montado no Lounge Boulevard do Rio Open. As fotos tiradas com o troféu serão enviadas ao público via WhatsApp.

Maior torneio de Tênis da América do Sul, o Rio Open acontece entre os dias 15 e 21 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. Para mais informações acesse: http://www.rioopen.com/

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