Compartilhando o amor pelos livros

A Mariana sempre gostou tanto de literatura que resolveu começar a organizar saraus — e já incentivou um monte de gente a ler e escrever mais.

Itaú
Itaú
Mar 26, 2015 · 3 min read

A Mariana cresceu rodeada por alguns dos melhores amigos que uma criança pode ter: os livros. Também, pudera: filha de pais jornalistas e escritores, envolveu-se facilmente com a magia das palavras e com a poesia.

Ela conta que, desde que era pequena, sua casa sempre abrigou saraus — encontros de amigos regados a poesia, música, dança, teatro e outras manifestações artísticas.

Mas aí o tempo passou, a Mariana cresceu, formou-se em Psicologia e passou a trabalhar com RH. Só que o amor pela literatura permaneceu, alimentando a vontade de um dia compartilhá-lo e transmiti-lo adiante — e talvez até surpreender quem nunca se interessou por poesia.

Os saraus misturam a poesia das palavras à das notas musicais / Foto: Arquivo pessoal

Foi uma pós-graduação em Portugal que a introduziu de vez no mundo dos saraus. “Para os portugueses, as tertúlias e saraus são algo cotidiano. Isso me encantou muito. Fiquei profundamente feliz em descobrir que existia uma sociedade na qual a literatura é algo tão visceral”, conta.

Ao voltar de Portugal, ela tratou logo de começar a organizar saraus na casa de amigos, informalmente, para unir pessoas com a mesma paixão. E descobriu que poderia ir além: em pouco tempo, passou a organizar os encontros, sempre misturando poesia e música, em espaços abertos e públicos, como cafés e galerias de arte. E começou também a organizar eventos de sarau itinerantes pelo Brasil, chegando até a Olinda, em Pernambuco.

“Vi um monte de gente que até então tinha pouco contato com a literatura criando o hábito de ler e escrever”.

O público, encantado, participa de um dos saraus organizados por Mariana / Foto: Arquivo pessoal

Produção própria

Além da leitura de trabalhos clássicos, Mariana também incentiva o público a produzir sua própria literatura. “Eu tinha essa ideia de que o sarau seria muito mais rico se tivesse a questão da autoria própria”, conta.

No sarau, todo mundo tem a oportunidade de se expressar através da arte / Foto: Arquivo pessoal

“Sempre incentivei as pessoas a elaborar seus sentimentos, aflições, tristezas e alegrias, e isso dava muito certo. Aos poucos, elas iam evoluindo à medida em que iam escrevendo. E me traziam textos ótimos”.

O público que frequenta os saraus, de acordo com ela, é bastante diversificado. Além de uma parcela de artistas, envolvem-se pessoas de todas as classes sociais, idades e gostos, com a intersecção da literatura em meio à toda essa diferença.

“Ao compartilhar nossa poesia, percebemos que existem outras pessoas sentindo as mesmas coisas que a gente. O potencial terapêutico é muito grande”.

“Essa é a parte mais bonita”.

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