Mães que mudam o mundo

Veja como elas estão transformando o futuro dos filhos — e criando adultos que podem mudar o mundo.


A Larissa muda o mundo da Olivia, de 1 ano e 8 meses, estimulando o amor pela arte e pela cultura desde cedo.

“Quando eu era pequena, minha mãe fazia cursos de escultura e gravura e sempre me levava com ela. Eu também ficava junto em seu ateliê, enquanto ela pintava. Todos aqueles cheiros, materiais, texturas e sensações ficaram impressos em mim, e hoje vejo que estas experiências guiaram a maioria das minhas escolhas. Acredito que um olhar que vai além do óbvio torna a vida mais interessante — e aprendi desde cedo que é exatamente isso o que a arte e a cultura fazem pela gente. Então, assim como a minha mãe fez comigo, procuro inserir sensações nos passeios com a minha filha. Ela gosta muito de cores (aponta e já nomeia todas direitinho!) e adora quando contamos para ela a história de Van Gogh, que também é uma paixão de família. Temos em casa um quadro inflável com A Noite Estrelada’, uma das obras mais famosas dele, e a Olivia ama!”.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo, onde a Larissa trabalha, tem atividades gratuitas especiais para mães, filhos e toda a família. Clique para saber mais e conferir a programação.

A Silvia muda o mundo da Nina, de 7 anos, e da Bia, de 16, ensinando que ir de bike é bom para elas e para a cidade também.

“Eu quero criar cidadãs. Incentivar o uso da bike é ensinar na prática o respeito ao próximo. Ensino às minhas filhas, por exemplo, que o respeito vem sempre do maior para o menor: primeiro o pedestre, depois o ciclista, a moto, o carro, o ônibus e assim por diante — e que nunca podemos esquecer de pedalar devagar perto de idosos e crianças, pois eles são frágeis e se assustam com facilidade. Também ensino que é perfeitamente possível ir a pé ou pedalando em trajetos de até 15 km — e que podemos nos libertar dos grandes congestionamentos usando o carro apenas quando necessário. Ensino que pedalar é uma das maneiras mais gostosas de remeter à infância — sentir o ventinho no rosto, como é bom! Quando comecei a pedalar na cidade, aos 14 anos, ganhei autonomia e tempo de sobra pra ir e vir. E o melhor: curtindo o caminho. É isso o que quero para elas”.

A Silvia compartilha suas experiências de bike pela cidade com as filhas e dá dicas para pedaladas em família no blog Silvia e Nina, criado em 2012. Clique e confira.

A Fernanda muda o mundo do Angelo, de 3 anos, lendo histórias para ele desde os 2 meses de idade.

“Sou de uma família de leitores. Minha avó lia para mim, assim como a minha mãe, e hoje eu sou escritora! E, é claro, leio para o Angelo desde que ele tinha dois meses. Ele adora O Mundo Inteiro — é apaixonado pelas ilustrações e adora fazer perguntas. Hoje ele está com quase três anos, e realmente conseguimos ver o efeito das leituras. Ele é uma criança muito agitada, mas na hora da historinha presta a maior atenção. Não fica sem pelo menos duas histórias antes de dormir, que ele mesmo escolhe: já consegue alcançar suas favoritas na estante. Isto, para mim, é uma das melhores coisas que posso fazer pelo meu filho — criar nele não só o hábito de leitura, essa bagagem cultural, mas também um histórico de vivências, de experiências humanas trazidas pelos livros. Acho que a leitura cumpre um papel muito importante na criação de boas pessoas, sem preconceitos, com empatia. E é isso que eu quero deixar para o Angelo.”

Se você quer ler para uma criança, assim como a Fernanda, veja aqui os benefícios desta prática e nossas dicas de leitura para começar.

E como a sua mãe muda o seu mundo? Conte pra gente nos comentários_;-)