Para cada tipo de clima, uma forma diferente de pedalar

Daniel Guth, do site Ciclocidade, mostra as estratégias adotadas em diversos pontos do Brasil (e do mundo) para que os ciclistas consigam pedalar o ano inteiro ;-)

Itaú
Itaú
May 4, 2016 · 3 min read

Assim como a cultura do plantio do milho, no Peru, o empirismo em todas as partes do mundo já nos ensinou que a bicicleta pode ser incorporada ao cotidiano das pessoas independente de fatores climáticos ou geografia.

Nos paises nórdicos, por exemplo, famosos por rigorosos invernos, a população continua usando a bicicleta como seu principal meio de transporte. Impressiona as imagens de Copenhague amanhecendo coberta de neve e milhares de dinamarqueses pedalando sem se importar com este fato. Ou ver as imagens de Uagadugu, capital de Burkina Faso, com temperaturas de 41, 42º C, e milhares e milhares de ciclistas pelas ruas.

Mas não é preciso ir tão longe para verificar que condições climáticas não são empecilhos para o uso de bicicleta. Do calor de Gurupi, no Tocantins, ao frio rigoroso de Alegrete, no Rio Grande do Sul, ciclistas adequam suas vestimentas, seus hábitos, refazem horários, encaram condições extremas.

Para o sol intenso, por exemplo, o tradicional chapéu de palha é uma excelente proteção, pois é leve, fresco e normalmente feito na região — reduzindo o impacto da logística e fortalecendo o comércio e as atividades locais.

Um hábito muito comum, especialmente no nordeste e na região norte do país, é o uso de sombrinha para se proteger do sol escaldante. Impressiona a habilidade e destreza de brasileiras e brasileiros que pedalam com uma mão no guidão e outra segurando a sombrinha.

Outra dica interessante para se proteger do sol vem da análise de horário de pico de viagens feitas em bicicleta nas cidades onde o sol costuma castigar a pele desde cedo. Em Aracajú (SE), por exemplo, o pico de viagens no período da manhã se dá entre 6h e 7h, logo após o nascer do sol, e quando este ainda está “mansinho”, evidenciando que muitas pessoas organizam seus afazeres também induzidas pelos horários em que o sol está mais ameno e distante.

Para os períodos de chuva, em contraposição ao sol, é possível andar com uma capa de chuva para proteção e para não molhar tanto o corpo. No entanto, se estivermos falando das chuvas de verão (para o sudeste, centro oeste e sul) ou para as chuvas de inverno (nordeste e norte), elas costumam ocorrer através de rápidas precipitações, o que permite a quem está de bicicleta organizar seus compromissos e concatenar seus deslocamentos entre as precipitações.

Para os dias de frio, como estamos experimentando em São Paulo, uma dica seria proteger a cabeça (com gorro ou chapéu), as mãos (com luvas) e parte do rosto (com máscaras estilo balaclava, por exemplo), especialmente durante as madrugadas.

De bicicleta ao trabalho, ao lazer, às compras, ao puro prazer de pedalar. Quer sejam dias secos, úmidos, frios, quentes, não importa: todo dia é dia de bicicleta.

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E você, que estratégias adota para conseguir pedalar o ano inteiro? Conta pra gente ;-)

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