Presidente Dilma recebe “Abraçaço pela Democracia”

19 de abril de 2016

Ato em frente ao Palácio do Planalto reuniu mais de mil mulheres e distribuiu flores para a presidente Dilma Rousseff que foi de encontro a elas.

Presidente Dilma Rousseff recebendo flores e carinho das mulheres presente em frente ao Palácio do Planalto. Foto: Mídia Ninja

Por Júlia Lanz*

Mais de mil mulheres que realizaram ato em frente ao Palácio do Planalto ofereceram flores à Dilma Rousseff e receberam o carinho da presidente. O ato denominado “Abraçaço pela Democracia”, ocorreu na noite da terça-feira (19), quando Dilma quebrou o protocolo e foi ao encontro das militantes e simpatizantes.

A emoção tomou conta das centenas de mulheres e dezenas de crianças que não esperavam a atitude da presidente que desceu a rampa e recebeu uma chuva de flores e palavras de solidariedade. “É uma alegria para o meu coração. É uma transmissão de força e de energia”, disse a presidente às organizadoras do ato.

Participantes do ato em frente ao Palácio do Planalto em apoio à presidente Dilma Rousseff. Foto: Midia Ninja

A professora e uma das organizadoras do ato Dapheny Feitosa conta que ela e as demais organizadoras ficaram chocadas com a referência a torturadores durante a votação do impeachment. “Resolvemos criar este evento para que trouxesse sororidade feminina para a presidenta Dilma e mostrar para ela que não está sozinha porque a luta dela também é nossa. Nós temos que lidar diariamente com o machismo e a misoginia”, afirma.

As organizadoras participam do Núcleo em Defesa da Democracia (NDD) de Águas Claras e região. Elas relatam que a decisão de criar o evento veio na segunda-feira após a votação do impeachment. Estavam contentes ao dizer que conseguiram realizar toda a mobilização em menos de 24 horas.

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) também esteve presente no ato e falou sobre a desumanização simbólica contra as mulheres que um possível golpe pode provocar. “A felicidade das mulheres é uma felicidade sempre guerreira. As mulheres sabem o que custa a retirada da voz, a desumanização simbólica que uma ruptura democrática permite”, afirma. A deputada disse que o que quem foi a favor da saída de Dilma quer é dar voz a um fascismo que estava calado pela democracia e o romper o direito das mulheres de fazerem o que quiserem. “Lugar de mulher é aqui, dizendo que essa presidenta da república não irá deixar a presidência. Nós somos mulheres e podemos dizer: Dá licença moço, sai do caminho com seu fascismo porque nós mulheres queremos passar, estamos nas ruas para dizer não ao golpe”, completou Erika.

*Júlia Lanz para página MídiaAvante.

Matéria postada originalmente em: http://bit.ly/20VIMlw