Kanji #1

Conhecimentos básicos

Os kanji (漢字) representam conceitos materiais e abstratos e que foram introduzidos na língua japonesa por meio de escritos trazidos por monges budistas. Antes, a língua japonesa não possuía nenhuma forma de escrita. No sistema moderno de escrita japonesa, o kanji é usado em conjunto com os kana e cerca de 5.000 a 10.000 caracteres são utilizados.

Os kanji são formados por um ou mais radicais, que são subpartes indivisíveis do kanji, e expressam várias coisas, desde seres concretos até ações ou coisas abstratas. As vezes, kanji é o próprio radical ou o kanji é a junção de radicais.

Leitura on e kun

Um kanji pode ter várias pronúncias possíveis, dependendo do seu contexto, significado, uso em compostos, e localização na frase. Estas pronúncias, ou leituras, são categorizadas em on’yomi ou kun’yomi.

  • 音読み: é a leitura original chinesa do caractere na época em que este foi introduzido no Japão. Note que ela se trata apenas de uma aproximação feita pelos japoneses devido à limitação da fonética de seu idioma em comparação com o idioma chinês. Para fins didáticos, a leitura on é escrita em katakana:
犬 = ケン
  • 訓読み: é a leitura da palavra japonesa nativa existente antes da introdução de caracteres chineses no Japão, que foi anexada ao kanji com base no significado original do ideograma. É escrita em hiragana:
女 = おんな

Como regra geral, mas não dogmática, a leitura kun é usada em adjetivos e verbos, que vêm acompanhados de kana e são também palavras nativas, por isso sabemos que se usa essa leitura, ao encontramos um 熟語, que é quando dois ou mais kanji aparecem juntos, se usa a leitura on.

Furigana

Podemos dizer que a leitura dos kanji é muito ambígua. Para lê-los, até mesmo os nativos podem encontrar dificuldade. Por causa dessa ambiguidade na leitura dos kanji, é comum encontrarmos pequenos kana, conhecidos como 振り仮名, também como ルビ ou ルビー, escritos acima ou ao lado dos ideogramas, que mostram como devemos pronunciá-los.

Este recurso é usado especialmente em textos para crianças ou alunos estrangeiros, como também em jornais para leituras raras ou incomuns e para ideogramas não incluídos no conjunto dos reconhecidos oficialmente.
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