A Inteligência Analítica e as Organizações Inteligentes

Quando falamos sobre inteligência analítica, falamos de uma prática que está em amadurecimento e que envolve muitas outras áreas como a estatística, inteligência artificial, modelagem de dados, ciência da informação, dinâmica de sistemas, neurologia e ciência da computação.

Ela tem como principais pilares a modelagem informacional e as técnicas de análise quantitativa, o que possibilita que as empresas entendam melhor o contexto em que operam e detectar importantes indícios de tendências.

Um ponto positivo das metodologias da inteligência analítica é a facilidade de ser adaptada em situações diferentes, o que faz com que haja um grande salto qualitativo (e, por que não, exponencial) em relação às abordagens convencionais de modelagem e análise de dados.

As ferramentas e tecnologias (softwares) são indissociáveis da I.A., porém as habilidades de raciocínio dos gestores são talvez os componentes mais importantes para o sucesso da inteligência analítica. Precisamos exercer a percepção situacional (situational awareness) para estar alerta ao que acontece ao nosso redor e entender como os fatos se relacionam entre si.

Organizações inteligentes são aquelas que conseguem relacionar a intuição e a percepção humana com indícios e análises quantitativas. Ninguém pode obrigar uma empresa a se tornar mais inteligente, porém através das competências analíticas elas podem se tornar mais competitivas, prevendo situações de mercado, novos concorrentes e criando modelos mentais do comportamento dos consumidores.