Comissão Paritária organiza 9ª consulta para reitor

Ana Luiza, 2ª vice-presidente da CPC, concedeu uma entrevista para o Jornal Comunicação e explica o funcionamento da comissão

A consulta acontece no segundo semestre de 2016. (Foto: DIvulgação)
Reportagem: Arantxa Torquato e Heloise Auer | Edição: Plínio Lopes

Com as eleições para reitor da UFPR se aproximando, a Comissão Paritária de Consulta (CPC) têm muito trabalho a fazer. Ela é responsável por lançar o edital para inscrição das chapas, escolher os locais das urnas e conduzir todo o processo de apuração da votação. Nessa entrevista, Ana Luiza Bonamigo, 2ª Vice- presidente e representante do DCE na CPC, conta um pouco mais sobre o papel da Comissão na política universitária.

Para mais informações sobre a consulta para a Reitoria acesse as outras matérias do Jornal Comunicação sobre o tema.

JC: O que é a Comissão Paritária de Consulta?

Ana: A comissão paritária é o ápice da democracia dentro das universidades. Principalmente na Universidade Federal do Paraná, onde essas consultas já são realizadas há 31 anos. É a democratização da escolha do reitor pra universidade.

JC: Qual é a função dessa comissão?

Ana: É ouvir as bases para entender quem a comunidade acadêmica quer como reitor. Ela tem a função de estabelecer as normas e diretrizes e organizar toda a eleição e os debates. Ela precisa fazer com queo todo mundo tenha acesso as candidaturas e informação de todos que estão concorrendo, para conseguir fazer uma eleição melhor.

JC: Quem compõe a comissão?

Ana: A comissão atualmente é composta por 18 membros, sendo que 6 deles são alunos, 6 professores e 6 técnicos administrativos. Tendo então, um terço para cada categoria.

JC: Quem pode votar para eleger o reitor?

Ana: A gente divide os votantes em três categorias: servidores, professores e alunos. Dentro dos servidores, podem votar funcionários da Funpar HC e todos os técnicos administrativos. Com relação aos professores, todos podem votar, inclusive, professores visitantes, afastados e substitutos. Já os alunos que votam são aqueles de cursos gratuitos de graduação e pós-graduação, lembrando que os cursos técnicos também podem votar. Só não votam os alunos EAD (educação a distância), pois não estão próximos, então não veem a conjuntura da universidade.

JC: Quem está na disputa para reitor esse ano?

Ana: Temos duas chapas, a primeira é a do Marcos Sunyê e da Andrea Caldas. E a segunda é a do Ricardo Marcelo e da Graciela Bolzon.

JC: Em sua opinião, o processo realizado pela Comissão é democrático?

Ana: Acredito que sim, a gente está sempre consultando a base, para que não haja divergências e seja justo para todas as categorias. Sempre levamos as resoluções para as assembleias, para que haja a participação de técnicos e alunos para deliberar sobre as eleições.

JC: Como vocês buscam aproximar os estudantes da comissão?

Ana: Sempre criamos eventos no Facebook de tudo que acontece, mas a aderência do público é muito pequena. As pessoas não tem essa realidade política, de querer construir o movimento. Na medida do possível a gente tenta “publicizar” ao máximo, chamamos os centros acadêmicos para participar das nossas ações, mas ainda há uma grande barreira.

Também queremos tirar o foco da UFPR da capital e fazer uma descentralização, levando os debates pra Jandaia, Toledo e Palotina. Acreditamos que se tivesse na semana do calouro, uma recepção pra explicar o funcionamento burocrático da universidade, talvez os estudantes entendessem a voz que têm aqui dentro e daí participassem mais.

JC: O que te motivou a participar da comissão?

Ana: Primeiro, o histórico da CPC, do seu surgimento com as Diretas Já e tudo mais. E também para poder conhecer um pouco da influência externa da política dentro da universidade e conhecer como funcionam todos esses órgãos. Poder contribuir como estudante, fazendo uma consulta que de fato atenda a comunidade acadêmica.

JC: Na sua visão, quais são os pontos positivos e negativos da CPC?

Ana: Eu vejo como ponto positivo essa mistura entre as três categorias: alunos, professores e técnicos, que faz com que a gente passe a entender outras realidades, além da nossa de estudante. O que eu vejo de mais negativo, é o fato da CPC não estar regulamentada no regimento da universidade.

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