Obras do transporte público de Curitiba não tem previsão para sair do papel

Reportagem: Helena Chagas Salvador | Edição: Gabriele Maniezo

Mesmo em ano de eleições municipais, algumas obras do transporte público de Curitiba seguem sem previsão de avanço. A construção do metrô, o Ligeirão da Linha Norte e as reformas do Inter 2 são exemplos.

Desde 2011 a implantação do Ligeirão da Linha Norte, por exemplo, já mobilizou a ampliação das vias e a transposição das estações tubo na via expressa da linha Santa Cândida/Capão Raso.

Do mesmo modo se encontram as obras do Projeto Inter 2, que já iniciaram as primeiras etapas de adaptação urbana para a melhoria da linha. Apesar das reformas na cidade, ambas os projetos não possuem previsão para serem concluídos.

Já a Comissão Especial do Metrô na Câmara se reúne hoje com o Secretário Municipal de Planejamento e Administração, Fábio Scatolin, para esclarecer as diretrizes quanto ao avanço da licitação de outra importante obra que ainda não saiu do papel, o metrô de Curitiba.

A quantas andam o metrô curitibano

Após a publicação do primeiro projeto licitatório em Julho de 2014, o Tribunal de Contas do Estado barrou a divulgação da licitação por alegar irregularidades no edital. No final de 2014 a licitação foi liberada para adequações e desde então, a comissão segue aguardando o plano de correção dos valores, já que o valor inicial das obras teve um aumento de quase um bilhão de reais apenas por questões inflacionárias desde o primeiro orçamento, em 2013.

O presidente da Comissão Especial do Metrô na Câmara, Tiko Cuzma, esclareceu que o objetivo da reunião de hoje é resolver junto a prefeitura se a abertura da licitação vai ocorrer e se existe algum plano alternativo para a mobilidade urbana da Capital durante as negociações. “A principal dificuldade a ser discutida com o secretário é como a correção inflacionária da obra será financiada”, alegou o secretário.

Ligeirão Linha Norte

Em 2011 as obras para a ampliação da Linha expressa vem modificando o dia a dia dos usuários da linha Santa Cândida/Capão Raso. “As obras atrapalharam todo mundo e no fim nem sinal de um ônibus novo”, afirmou o funcionário da estação tubo Moisés Marcondes.

Segundo a prefeitura de Curitiba são três os principais pontos que impedem a circulação dos ônibus azuis no trecho: a conclusão da reforma do terminal Santa Cândida, o acesso do ônibus pela Praça do Japão e a aquisição da nova frota de ligeirões pelas concessionárias.

Com a conclusão total da reforma do terminal Santa Candida na última semana, e a promessa do Prefeito Gustavo Fruet em estudar trajetos alternativos de modo a não modificar a Praça do Japão, o ponto que realmente impede o seguimento das obras é a determinação da justiça que estipula a desobrigação por parte das concessionaria de adquirir os 24 novos ligueirões.

Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região, a tarifa técnica atual não cobre nem os gastos atuais do transporte e por isso as empresas não podem se comprometer a investir em novos veículos. A Urbs, em contrapartida, alega que há três anos o valor de investimento em novos veículos não é agregado no relatório que as empresas estipulam para o ajuste do valor técnico e que a prefeitura repassa para as mesmas.

Inter 2

As reformas da linha mais movimentada de Curitiba continuam sem previsão de início. Após serem hostilizadas pelos moradores da região do Alto da XV, as tentativas de ampliação das vias e construção de binários exclusivos para a passagem do ligeirinho dependem da modificação dos projetos e reformulação dos orçamentos. Segundo a assessoria da Urbs, a primeira etapa para a construção da trincheira na Avenida Nossa Senhora Aparecida já foi aprovada. O projeto Inter 2 só pode ser viabilizado após a reforma dos terminais do Hauer e do Campina do Siqueira, projetos que devem ser tocados pela próxima gestão da prefeitura.

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