Pouso Alegre conta com o que há de mais moderno em cardiologia intervencionista

Atualmente, Pouso Alegre já pode contar com o que há mais de moderno na cardiologia intervencionista. No dia 04 de fevereiro de 2019, foi realizado, com sucesso, o primeiro implante percutâneo da válvula aórtica — TAVI (procedimento que não necessita de abertura do tórax) da região pela equipe de hemodinâmica do Hospital Renascentista.

O TAVI é um procedimento minimamente invasivo que permite a correção de uma redução no diâmetro da válvula aórtica, um problema cardíaco que atinge cerca de 5% da população brasileira acima de 65 anos. Há bem pouco tempo, para realizar a troca da válvula aórtica, só existia a cirurgia convencional, em que é necessária a abertura do tórax do paciente.

Figura 1

No procedimento percutâneo, a válvula que é implantada permite restabelecer volumes normais de passagem do fluxo de sangue do ventrículo esquerdo para a aorta — figura 1.

Após definido o diagnóstico pelo cardiologista clínico e opção pelo tratamento percutâneo para os casos com indicação, o paciente deverá passar por avaliação com médico hemodinamicista.

Segundo Dr. Alexandre Bonfim, cardiologista intervencionista e coordenador da Unidade de Hemodinâmica do Hospital Renascentista, “o paciente é avaliado e preparado clinicamente, com todas as orientações médicas relativas ao procedimento, em uma consulta pré-cirúrgica”.

O procedimento então é agendado para ser realizado na sala de hemodinâmica do hospital, local onde se realizam cateterismos cardíacos e angioplastias.

“O procedimento consiste em colocar uma prótese no anel valvar aórtico, por via percutânea (por punções na virilha). A prótese, compactada em um dispositivo que libera a prótese, é guiada por um cateter através da aorta, sob visão de radioscopia (raio-X) e ecocardiografia, até ser posicionada no anel aórtico. Uma vez posicionada, sua localização é confirmada pela ecocardiografia e pequenas injeções de contraste. Em seguida, libera-se a prótese e retira-se o cateter, terminando o procedimento”, conclui.

Há bem pouco tempo esse procedimento só era realizado em grandes centros com Belo Horizonte e São Paulo. Para os pacientes da região do Sul de Minas, esse procedimento pioneiro traz novas perspectivas para a região, pois poderão ser realizados em Pouso Alegre.

Neste caso, foi adotada uma estratégia minimalista, sem necessidade de anestesia geral (somente sedação) e a paciente recebeu alta hospitalar após apenas 3 dias de internação.