A expectativa de vida ao nascer no Brasil
No Brasil, dando um salto de 98 anos: com uma média de 26 anos em 1918
Por Fhabiana Credideu
No Brasil, a expectativa de vida ao nascer aumentou no decorrer do último século. Atualmente vivem em média 75 anos, segundo o Institute for Healh Metrics and Evaluation (IHME), 2016.
Em 1918, a expectativa de vida ao nascer era baixa, de 26 anos, motivada pela a pandemia de gripe, que gerou uma onda de mortes, no Recife, Salvador e Rio de Janeiro, chegando mais tarde em Brasília. Os grupos de idade média sofreram o maior impacto de excesso de mortalidade. Estima-se que 65% da população adoeceu, só no Rio de Janeiro foram registradas 14. 348 mortes e em São Paulo cerca de 2.000.
Mas o Brasil se recuperou e a expectativa de vida ao nascer só aumentou. Entre as décadas de 1950 e 1980, o país registrou a maior evolução na expectativa de vida da população, sendo que em 1950, a média era de 50 anos, dando um salto para 1980, com média de 63 anos.
Os principais fatores responsáveis por esse fenômeno foram os investimentos nos serviços de saúde, vacinação, introdução dos antibióticos, medidas preventivas de saúde pública, instalação de redes de esgoto e água tratada, além de saneamento de lagoas e pântanos.
Em 1980, no auge da ditadura, com um governo que fazia praticamente o que queria, sem prestar contas de seus desmandos, desperdiçou por completo o dinheiro vindo do estrangeiro e com uma grande crise, nada impediu que o país evoluísse, com a sua expectativa de vida ao nascer, tendo em média em 2016, de 74 anos.
O Brasil ocupa o 79º lugar no ranking mundial da expectativa de vida da Organização das Nações Unidas, que abrange 188 países. O país se mantém no mesmo patamar desde 2010.
