A expectativa de vida no Brasil ao longo de 191 anos
São vários os fatores que podem influenciar a expectativa de vida de um país. O Brasil passou por diversas crises. Graças a implementação da legislação, sobretudo, nos setores em que o país mais carece de atenção como saúde, habitação e educação, foi possível notáveis melhorias. Mesmo a ocorrência da Primeira Guerra Mundial, que teve influência no país, a nação se reergueu.
Dentre dados e medições relevantes à população se encontra a expectativa de vida, também chamada de esperança de vida ao nascer, consistindo no em uma média que estima o número de anos esperados que um indivíduo possa viver.
A qualidade de vida é um fator que influi diretamente na expectativa de vida de uma pessoa. Alimentação, educação e prática de exercícios físicos influem no bem-estar psicológico e físico de alguém. Além disso, as relações em sociedade contribuem para o desenvolvimento social, sendo assim, pode-se salientar a necessidade do investimento econômico em um país para a melhoria e o progresso da população.
A expectativa de vida no Brasil cresceu, considerando o período de 1804 à 2015. A saúde, que até então era de acesso restrito a quem poderia pagar, com o decreto do Artigo 196, da Constituição Federal de 1988, tornou a saúde direito de todos e dever do Estado, garantido mediante as políticas sociais e econômicas (fonte: jusbrasil.com.br). Neste ano, foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS), para a operacionalização do atendimento público a saúde. O atendimento às demandas pertinentes à saúde da população, realizada sem cobranças seria custeada com recursos oriundos da União, dos Estados, do Distrito Federal e Município.
No ano de 1996 foi a vez da educação. Na Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996, são estabelecidas as diretrizes e bases da educação nacional. É decretado no “Art 1, § 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias” (fonte: planalto.gov.br). Era necessário que a lei entrasse em vigor, estabelecendo os parâmetros que definisse a forma como se daria o ensino no país.
Ao longo de noventa e um anos, a expectativa de vida no Brasil foi de cerca de 31 anos de idade, entre os anos de 1826 e 1917, conforme aponta gráfico, publicado no banco de dados woldbank.org. No ano de 1918, houve um declínio na idade para 26 anos, na expectativa de vida dos brasileiros.
O ano de 1918, foi marcado pelo fim da Primeira Guerra Mundial. No mês de novembro, foi encerrado o que teve início em julho de 1914. Foram ao todo quatro anos de uma batalha que dificultava os índices de expectativa de vida mundial. Então, 24 anos mais tarde, o país ingressava em uma Segunda Guerra Mundial. Em 1942 o Brasil, entrou na Guerra. Durante a Segunda Guerra Mundial, o país teve um saldo de 2.000 mortes. A população, no ano de 1939 no país era de 40.289.000 (Fonte: Population Statistics, Library.uu.nl) .
A partir do ano de 1999 a expectativa de vida no país aumentou gradualmente. As ofertas de trabalho cresceram e as condições na área da saúde pública melhoraram bastante.
O século XXI, além de muitas oportunidades de desenvolvimento e aprimoramento evolui muito em pesquisas do campo científico. Vacinas, remédios, exames apurados são parte de um pacote de avanços que propiciam a população a chance de viverem com qualidade de vida, por mais tempo. Não são poucas as campanhas para repensar a alimentação e o modo de vida da população. Agora, que não há guerra e as leia estão feitas, é preciso focar ainda mais na qualidade de vida.
Atualmente, a alimentação é o fator de maior preocupação e empecilho para a qualidade de vida da população. A diabetes, por exemplo, é uma das doenças silenciosas de maior risco à população. Em 2014, a Federação Internacional de Diabetes, publicou um ranking dos 10 países com com mais diabéticos com idade entre 20 e 79 anos. O Brasil estava em quarto lugar. Segundo o diabetes.org.br, “hoje, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população”.
