A mudança do Youtube

Fhabiana Credideu
Jul 10, 2017 · 2 min read

Com crescimento de visualizações de 70% no Brasil. Youtube evita conteúdo copiado, extremista ou ofensivo.

Por Fhabiana Credideu e Maíra Bernardo

O YouTube foi criado em 2005 por três pioneiros do Paypal: Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim. O objetivo era fazer com que as pessoas compartilhem vídeos um com os outros, sem lucro nenhum, apenas por diversão. Atualmente, o acesso à plataforma chega a um terço do tráfego na internet. São 88 países e 76 idiomas, somando 2,5 bilhões de telespectadores diários. Mas foi em 2010 que as pessoas começaram a realmente levar a sério a plataforma e a criar seus canais pessoais. Isso fez o YouTube expandir, aderindo à monetização para vídeos que chegassem a 500 visualizações. Em 6 de abril de 2017, tudo mudou.

Em vez de o usuário começar a ganhar dinheiro com 500 visualizações, agora o número é de pelo menos 1.000. O intuito é evitar conteúdo copiado, extremista ou ofensivo. Muitos canais estão reclamando que o YouTube não está dando lucro para vídeos que utilizam linguagem imprópria, como palavrões, ou gírias de conotação sexual, além do aumento de número de visualizações.

Desde 2016, o YouTube teve um crescimento de visualizações de 70% no Brasil. São 82 milhões de Brasileiros que acessam a plataforma. Além disso os brasileiros passam 55% do tempo na internet vendo o conteúdo da plataforma. O canal com mais inscritos no YouTube é o canal do “PewDiePie”, com 55.932.401 inscritos e 13.510.058.290 visualizações e em segundo lugar vem o canal “MOvies” com 44.656.049 inscritos e apenas 204.057 visualizações.

Com a mudança do YouTube, esses canais geram apenas metade do lucro que geravam antes de o algoritmo mudar, assim derrubando muitos canais pequenos. O método mais eficaz é fazer parcerias com marcas, para gerar lucro, 54 % das pessoas são influenciadas por YouTubers para comprar produtos, lembrando que 82 milhões só de Brasileiros assistem vídeos no YouTuber. Um exemplo é o canal da Danielle Noce, ela e seu marido, o Paulo, se sustentam apenas com seu canal de culinária e viagens.

A YouTuber tem diversas empresas que possuem contrato com ela, e uma delas é a marca Moça, sempre que tem um merchan ela bota o patrocínio antes do vídeo. O canal dela possui 1.605.548 inscritos e 47 milhões visualizações. O YouTube abriu as portas para ela fazer um programa no canal de gastronomia “Food Network”. Chamado “I could kill for dessert”, o canal tem mais de 43 mil assinantes.

Jornalismo de Dados — UniRitter

Reportagens produzidas na disciplina de Jornalismo de Dados da Faculdade de Comunicação Social (FACS) da UniRitter.

    Fhabiana Credideu

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    Jornalismo de Dados — UniRitter

    Reportagens produzidas na disciplina de Jornalismo de Dados da Faculdade de Comunicação Social (FACS) da UniRitter.

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