CORÉIA DO SUL SERVE DE EXEMPLO PARA O MUNDO

População tinha uma das piores expectativas de vida do mundo há pouco mais de 100 anos e dentro de 13 terá a maior

No início do século 20 um sul-coreano, ao nascer, tinha uma das menores expectativas de vida do mundo. Em 1908, por exemplo, essa expectativa chegava somente a 23,51 anos de idade. Somente quatro países tinham um índice menor que a Coréia do Sul: Paquistão, Bangladesh, Índia e Iemen. Hoje, 108 depois, todas as nações do mundo aumentaram a esperança de longevidade de seus habitantes. A Coreia, porém, não só aumentou como se colocou em posição de destaque. A expectativa de vida em 2016 de um sul-coreano é de 81,1 anos de idade, sendo que para as mulheres passa dos 84 anos de vida.

No início do século 20 um sul-coreano, ao nascer, tinha uma das menores expectativas de vida do mundo. Em 1908, por exemplo, essa expectativa chegava somente a 23,51 anos de idade. Somente quatro países tinham um índice menor que a Coréia do Sul: Paquistão, Bangladesh, Índia e Iemen. Hoje, 108 depois, todas as nações do mundo aumentaram a esperança de longevidade de seus habitantes. A Coreia, porém, não só aumentou como se colocou em posição de destaque. A expectativa de vida em 2016 de um sul-coreano é de 81,1 anos de idade, sendo que para as mulheres passa dos 84 anos de vida.

Em 1908 a Coréia era um país único, não havia divisão entre sul e norte e, entre 1910 e 1945, foi dominada pelos japoneses. Muito desse baixo índice de expectativa de vida na época se deve a conflitos com outros países, principalmente Rússia e Japão. Após a ocupação do Império Japonês, essa esperança de vida começou a aumentar gradativamente ano após ano. Com o fim da segunda guerra mundial, em 1945, a Coreia foi dividida em duas nações: A Coreia do Norte, com regime comunista e submetida a URSS, e a Coreia do Sul, reconstruída com o regime capitalista e organizada pelos EUA. Nessa época a Coreia do Sul tinha uma expectativa de vida de 42 anos de idade e em apenas quatro anos aumentou para 48 anos.

O índice voltou a cair muito entre 1950 e 1952, com a guerra das Coreias, período em que os norte-coreanos tentaram invadir o sul. Em 52 a expectativa de vida de um sul-coreano despencou para 40 anos. Com o fim do impasse em julho de 1953, a Coreia do Sul finalmente consolidou-se como uma nação e iniciou o seu processo de crescimento econômico e social. Em poucos anos o índice de expectativa de vida disparou e apenas 10 anos depois já era de 54,5 anos, um aumento considerável de 36% em relação a 1952.

Expectativa de vida mundial em 2008 (Fonte CIA World Factbook)

Hoje, a Coreia do Sul se consolida como um dos países com a maior expectativa do mundo, acima dos 81 anos de vida. Somente 28 países no mundo todo tem expectativa de vida semelhante. Conforme o professor Majid Ezzati, da faculdade de medicina da Imperial College, em Londres “A Coreia do Sul fez muita coisa certa. Parece ser um local mais igualitário e políticas de educação e nutrição têm beneficiado a maioria das pessoas”. O professor completa que, até o momento, os sul-coreanos se mostraram os melhores em lidar com taxas de hipertensão — e apresentam as menores taxas de obesidade do mundo. O aumento da expectativa de vida da população está associado a melhoria das condições de vida dessa população.

Porém, o que mais impressiona, é que o que já é bom, vai melhorar. Segundo um estudo conduzido pela universidade Imperial College London em parceria com a Organização Mundial de Saúde, até o ano de 2030, a Coréia será o país com a maior expectativa de vida no mundo e a primeira a passar dos 90 anos.

Fonte: Imperial College London / Organização Mundial de Saúde

A linha preta mostra a expectativa de vida para mulheres e a verde para homens. Percebe-se que a Coréia do Sul da um salto grande e se coloca em uma posição de destaque no cenário mundial.

Jornalismo de Dados — UniRitter

Reportagens produzidas na disciplina de Jornalismo de Dados da Faculdade de Comunicação Social (FACS) da UniRitter.

    Eduardo Brusch Müller

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    Jornalismo de Dados — UniRitter

    Reportagens produzidas na disciplina de Jornalismo de Dados da Faculdade de Comunicação Social (FACS) da UniRitter.

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