O Japão e sua receita para uma vida longa

Fabíola Barcelos
Jul 10, 2017 · 2 min read

Dados apontam a expectativa de vida do país para 83 anos em 2016. Já no Brasil, o índice é de 74 anos

Por Fabíola Barcelos

O Brasil e o Japão são países diferentes em diversos aspectos. Entre todas essas diferenças, as mais claras podem ser consideradas pelo desenvolvimento político, cultural e tecnológico. Além disso, um dado curioso é sobre a diferença na expectativa de vida entre ambos. Em 1801, no Brasil e no Japão, a idade máxima até onde normalmente as pessoas viviam era de, respectivamente, 32 e 36 anos. Uma diferença de apenas quatro anos. Os dados de 2016 mostram que a diferença aumentou bastante: a expectativa de vida do brasileiro é de 74 anos, enquanto a dos japoneses chega a 83 anos.

É claro que a longevidade da população japonesa se dá pelo avançado sistema de saúde pública e pelos saudáveis hábitos alimentares do país, além de haver pouco índice de mortalidade por conta de violência. O Japão está entre os 20 lugares menos violentos do mundo. Segundo uma matéria do G1, de novembro de 2016, a criminalidade caiu no Japão pelo 13º ano seguido. Em 2015, armas de fogo provocaram a morte de cinco pessoas em todo o país, enquanto o Brasil é o 11º país mais inseguro do mundo. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP), o Brasil atingiu a marca de 59.627 mil homicídios em 2014. Um recorde para o país.

A única vez em que o Brasil esteve a frente do Japão em relação a expectativa de vida, e em qualquer outra coisa, foi em 1945, fim da Segunda Guerra Mundial. A expectativa de vida no Japão caiu para 30 anos, enquanto, no Brasil, o índice era de 41 anos. Em 1938, um ano antes da Segunda Guerra, a expectativa de vida no Japão era de 39 anos, enquanto no Brasil era de 35 anos. Em 1970, 25 anos após o fim da Segunda Guerra, os números já eram totalmente diferentes: a idade máxima era de 59 no Brasil e de 72 no Japão.

Aposentadoria

Em 2016, o Parlamento Japonês aprovou uma reforma da lei na previdência social do país que reduz o tempo mínimo de contribuição de 25 anos, para apenas 10. No Brasil, o tempo mínimo de 15 anos cresceu para 25, com a reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer.

Jornalismo de Dados — UniRitter

Reportagens produzidas na disciplina de Jornalismo de Dados da Faculdade de Comunicação Social (FACS) da UniRitter.

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