As Margaridas brotaram no gramado do Congresso Nacional

Jornalistas Livres
Aug 12, 2015 · 3 min read

por Mídia NINJA

Mais de 100 mil mulheres de todo o Brasil — trabalhadoras do campo, da floresta, das águas e das cidades — marcharam hoje em Brasília.


Há 32 anos, no dia 12 de agosto de 1983 a líder camponesa Margarida Maria Alves foi assassinada. Filha de agricultores, Margarida chegou em 1973 à presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, onde permaneceu até o dia de sua morte.

Foi a luta desta brasileira contra usineiros e latifundiários, que exploravam e prejudicavam o desenvolvimento da agricultura familiar na região, que levou criminosos a assassiná-la brutalmente dentro de sua própria casa.

Após sua morte, Margarida foi reconhecida como símbolo da luta diária das mulheres por espaços representativos no movimento social e nas instâncias de representação política.

A 5ª Marcha das Margaridas, assim chamada em homenagem à luta de Margarida Maria Alves, iniciou caminhada, nesta manhã de quarta (12), em direção à Esplanada dos Ministérios.

Saindo do Estádio Mané Garrincha, essas mulheres, que estão todos os dias com a mão na massa das mudanças em suas próprias vidas, trabalhadoras rurais, lideranças comunitárias e de pastorais, dirigentes sindicais, empreendedoras populares e cidadãs do Brasil, lutam e revindicam políticas públicas, que contribuam na construção de um desenvolvimento sustentável com democracia, com justiça, com autonomia, igualdade e liberdade.

Elas marcham por um desenvolvimento centrado na sustentabilidade da vida humana, na defesa da terra e da água como bens comuns, pela realização da reforma agrária, por soberania alimentar e produção agroecológica.

Elas marcham para denunciar o modelo concentrador, degradador e excludente do agronegócio, que contamina os bens da natureza e acarreta a perda da biodiversidade e da saúde da população, com o uso de agrotóxicos e transgênicos.

Elas marcham contra as tecnologias que desconsideram os saberes e culturas tradicionais; exploram as trabalhadoras e trabalhadores, inclusive se valendo do trabalho escravo, e provocam a violência no campo, especialmente pela expulsão dos povos e populações de seus territórios.

Elas marcham. E nós seguimos com elas, até que sejamos tod@s livres!


Confira mais imagens da marcha na galeria abaixo:

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