Maior problema do Brasil não é a corrupção, é o genocídio da população preta, pobre e periférica

Jornalistas Livres
Aug 20, 2015 · 3 min read

Por Vinicius Souza e Maria Eugênia Sá (www.mediaquatro.com), com informações de Débora Maria Silva (Mães de Maio) e fotos de divulgação do CA 11 de Agosto especial para os Jornalistas Livres

Na continuidade dos protestos contra mais uma chacina no Brasil, o Movimento Independente Mães de Maio segue angariando apoios e participando de manifestações para dar visibilidade ao verdadeiro maior problema do país: o genocídio da população preta, pobre e periférica. Essa semana, membros do Centro Acadêmico 11 de Agosto, fizeram uma homenagem aos 18 mortos de Osasco, colocando cadeiras vazias no pátio da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP). Mais tarde, as cadeiras foram colocadas em frente à sala em que o Secretário Estadual de Segurança Pública, Fernando de Moraes, que também foi aluno da instituição, dá aulas todas as segundas-feiras. Não há um prazo para o fim da instalação.

“Os estudantes de direito estão muito comprometidos com a justiça social e contra ações como a redução da maioridade penal”, contou Débora Maria Silva, fundadora e coordenadora das Mães de Maio. No início do ano estivemos juntos num grande evento sobre o tema, no salão nobre da faculdade que reuniu alguns dos maiores juristas do Brasil. (veja íntegra do ato abaixo).

Mas as ações das Mães de Maio não param por aí. Amanhã, 21 de agosto, às 19:30, Débora participa em São Paulo, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (Rua da Consolação, 94, Centro), com a artista e videomaker Clara Ianni do lançamento do livro Esperar Não é Saber: Arte entre o Silêncio e a Evidência, de André Mesquita. A obra á baseada do filme Apelo, de Débora e Clara, que fala sobre os Crimes de Maio de 2006, as chacinas nas periferias e os assassinatos durante da Ditadura com ocultação de corpos numa vala comum do Cemitério de Perus onde ainda são enterrados diariamente dezenas de corpos de jovens, identificados ou não, considerados “indigentes”. Como os familiares não são informados e nem sempre os corpos são reconhecidos nos Institutos Médico Legais, muitas vezes as mães seguem buscando seus filhos mortos a vida toda. Assista Apelo abaixo.

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Rede de Jornalismo independente em defesa da Democracia e dos Direitos Humanos.

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