Orgulho Crespo: O que meu cabelo fez pra ser chamado de ruim?

por Jornalistas Livres com fotos de Mídia NINJA

São Paulo, 2015. Um dia após a data na qual é celebrado o dia da mulher negra latina e caribenha, o vão do MASP foi ponto de concentração para a primeira Marcha do Orgulho Crespo. O concreto de Lina Bo Bardi foi tomado pelas cores, turbantes, grandes brincos e os mais variados cabelos crespos. Das longas tranças às cabeças raspadas, dos black powers aos cachos mais tímidos, dos cabelos coloridos aos turbantes ainda mais coloridas: todas e todos estavam reunidos para celebrar o orgulho que é ser negr@. O cabelo crespo não é cabelo ruim, o cabelo crespo é coroa, que todas as negras e negros carregam consigo, junto de sua ancestralidade africana.

Histórias de vidas foram compartilhadas pelo megafone em uma roda formada pelos participantes antes da saída da Marcha. Cada fala era saudada pelos companheiros e companheiras com palmas e gritos de força. A dor e o preconceito sofrido por um é sentido por todos. O ato festivo e político contou com a presença de Karol Conká — artista negra e ícone do hip-hop — , que foi recebida com a euforia por todos no ato.

Porque celebrar o orgulho do cabelo crespo em uma sociedade racista é sim um ato revolucionário e subversivo.