AVANCA 2015 e a cultura do mundo

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S e há algo que me alegra sempre a alma é o enorme, e positivo, choque de culturas nas edições anuais do AVANCA 2015.

Já no seu 19º ano, o festival de cinema reúne um número concentrado de pessoas de vários países, resultando num multiculturalismo efervescente que lhe atribui uma personalidade muito própria. De repente ouvem-se conversas nas mais variadas línguas, e és abordado por todo o tipo de caras estranhas mas sorridentes, sem nunca deixares de te sentir bem-vindo.

Esta diversidade extraordinária advém do foco nuclear do festival: os encontros entre cineastas, cinéfilos, estudantes, professores, ou simples amantes de cinema. As competições existem e atraem grande parte do pessoal: nesta edição, o AVANCA 2015 vai ter cerca de 140 filmes em exibição, dos quais 60 em competição, de mais de 121 países, diz António Costa Valente, presidente do CCA, ao jornal Público.

E apesar desta ser uma grande atração do festival, dividindo-se as exibições por várias salas (desde o Auditório da Paróquia de Avanca ao Cinema Dolce Vita Ovar), a discussão e troca de conhecimento ocorre maioritariamente nas conferências realizadas na escola Prof. Dr. Egas Moniz.

É aqui que se respira uma diversidade cultural singular. As conversas ocorrem paralelamente em quatro salas distintas, e de lá tanto se ouve francês, como espanhol, inglês ou o incontornável português. Porque apesar do ar internacional do festival, a particularidade de se situar na serena vila de Avanca não passa despercebida, nem se tenta esconder. O símbolo do festival, uma vaca antropomórfica, é ostentado com orgulho pelas ruas da freguesia pertencente ao concelho de Estarreja, e os participantes não se coíbem de elogiar a recepção calorosa dos seus habitantes.

Assim, a partir de hoje até dia 26 de Julho, domingo, o AVANCA 2015 oferece um fórum de discussão sobre cinema, arte e cultura, com a exibição de filmes, vários workshops e até o peculiar Combate de Cineastas, que atrai o mais variado tipo de artistas para a criação colaborativa de curtas-metragens. Uma batalha de “criatividade, experimentação fílmica, de explosão narrativa, de apuro técnico.”

O festival é um must para qualquer amante da sétima arte mas, acima de tudo, para quem quer conhecer novas pessoas, culturas, e desenferrujar o universal inglês. Apareçam que vale a pena.

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