Just Chapada (dos Guimarães)

Daniel Levi
Mar 1, 2018 · 7 min read

viagem para Chapada dos Guimarães foi a descoberta do cerrado para nós. Éramos quatro mulheres e já tínhamos viajado para o Centro Oeste, mas dessa vez pudemos explorar realidades de um Brasil bem diferente do que estamos acostumadas no Sudeste.

Chegamos de avião em Cuiabá e alugamos um carro para a Chapada. Como estávamos famintas, resolvemos parar no restaurante Morro dos Ventos para almoçar. Foi uma ótima primeira impressão, com uma vista linda do parque e araras soltas no jardim. Dica: experimente os sorvetes de frutas típicas do cerrado.

No primeiro dia fizemos o Circuito das Cachoeiras, cerca de 7 Km de trilhas com diversas cachoeiras pelo caminho. Vimos o pôr do sol no Mirante Alto do Céu.

Tivemos uma surpresa negativa com o parque: em comparação às Chapadas Diamantina e dos Veadeiros, a dos Guimarães está muito abandonada, sem conservação alguma. Nessa viagem (de 2016, 2 anos depois da Copa do Mundo, que também teve como sede a cidade de Cuiabá) encontramos muitas obras inacabadas e abandonadas.

Na maioria dos passeios nosso guia foi Pedro Ortega, que fez toda a diferença para entendermos melhor a reserva natural. Não só explicava sobre a fauna e flora, mas também sobre a sociedade, economia e política locais. Numa dessas trilhas ele nos explicou que aquela região iria se tornar uma reserva de proteção de elefantes, pois tinha um clima e vegetação comparáveis ao habitat natural dos animais.

Um dos destaques da viagem foi a Cachoeira Véu da Noiva. Do mirante é possível ver a cachoeira em uma cratera onde vivem várias famílias de araras vermelhas. Durante o trajeto encontramos uma ema que ficou tão desesperada de ver o carro que saiu correndo pela estrada. Tínhamos que continuar seguindo o caminho, o mais devagar possível para não alcançá-la, pois ela não saía da frente. Percorremos uns 15 minutos de estrada atrás dela, morrendo de pena, já que não era nossa intenção assustá-la.

Após explorar a região da Chapada fomos para Bom Jardim, a 166 km de distância. No caminho, notamos plantações de eucalipto, árvore que não é originária do Cerrado. Antes de chegar ao nosso hotel, paramos no Aquário Encantado para mergulhar. O caminho para a Lagoa Azul é feito de um deque de madeira, que deveria servir como uma trilha sobre a água. Porém esse caminho estava totalmente seco, segundo a guia, porque os eucaliptos sugam a água do solo. A paisagem estava se transformando graças à intervenção humana. Apesar disso o lugar era incrível, com uma água cristalina e muita diversidade de peixes.

Se você está buscando uma viagem com muita natureza, aventura e animais exóticos, a Chapada dos Guimarães é um destino ainda pouco explorado.


Originally published at justjourneysblog.wordpress.com on March 1, 2018.

JustJourneys

Experiências de um casal brasileiro viajando pelo mundo

Daniel Levi

Written by

JustJourneys

Experiências de um casal brasileiro viajando pelo mundo