Se a sua marca vai falar na rede, prepare-se para ouvir

A música Stairway to heaven da banda Led Zeppelin é com certeza uma das músicas mais incríveis já feita. Ela foi criada por Jimmy Page (guitarrista) e Robert Plant (vocalista) no ano de 1971 para o álbum da banda chamado Led Zepeplin IV.

O reconhecimento da obra está em inúmeros prêmios e citações que recebeu desde o seu lançamento, como “500 melhores canções de sempre” da Revista Rolling Stone, e claro, pelas inúmeras versões coverizadas.

A mais famosa foi a versão feita pela banda Heart no Tributo Led Zeppelin no Kennedy Center Honors em 2012 pela CBS. Ann e Nancy Wilson conseguiram o improvável: fizeram uma versão de Stairway to heaven ainda melhor que original.

Foi incrível ver a reação emocionada dos integrantes assistindo a performance, que ainda contou com a presença de Jason Bonham, filho do já falecido ex-baterista da banda, John Bonham.

O que será passou pelas mentes dos músicos do Led Zeppelin assistindo essa apresentação? Certamente eles nunca imaginariam que seria possível alguém capitalizar, ainda que em formato de tributo, em cima de uma obra-prima como Stairway to heaven.

Assim como as bandas, as marcas também correm o risco de alguém se apropriar de suas obras. O caso mais recente foi o vídeo da Amazon do produto Kindle no Brasil. O vídeo publicitário citava as paredes recém-pintadas na cidade de São Paulo no movimento ‘maré-cinza’ do Prefeito João Doria.

A Amazon usou as paredes de fundo para trechos de livros famosos, numa metáfora sobre a cor cinza, mesma cor da tela do seu aparelho, como forma mostrar que há algo bacana para se fazer nessa situação como ler um bom livro.

O perfil empresário do prefeito aproveitou a chance e capitalizou em cima da publicidade da Amazon e provocou a empresa com o seguinte comentário em vídeo no seu Facebook:

“Já que a Amazon gosta tanto de São Paulo, do Brasil, ajude nossa cidade, ajude a quem precisa. Se vocês gostam realmente, doem livros para as bibliotecas, doem computadores para as escolas públicas e municipais”

O vídeo repercutiu, gerou um grande debate, e claro, outras marcas entraram na conversa oferecendo apoio com produtos, o que obrigou a Amazon a se posicionar frente ao mercado.

Assim como Page e Plant não imaginaram que ouviriam uma música melhor do que eles criaram, a Amazon também não esperava que o Doria ganhasse em cima de seu vídeo.