Alimentando a mente

É comum nos sentirmos ansiosos, angustiados, com medo, com pressa e com vários outros sentimentos que não nos oferecem conforto. Mas é pouco comum tentarmos ir à raiz desses sentimentos. Pensemos, por exemplo, em nossos hábitos e nossa dieta mental.

Vivemos nos nutrindo de comerciais nos tentando dizer que precisamos de mais um item pra nos satisfazer, que aquilo que temos já é velho, que você precisa comprar algo novo ou diferente.

Vivemos nos nutrindo de notícias aleatórias, sejam de jornais com sua inclinação sensacionalista, falando sobre guerras, mortes, roubos e perigos.

Vivemos nos nutrindo de notícias dos outros. Abrimos os feeds das redes sociais e lá nos perdemos sabe lá por quanto tempo. Acreditando ou não naquilo que ali está escrito, nos alimentarmos insaciavelmente dos restos dos outros e de suas ficções compartilhadas.

Vivemos nos nutrindo de conversas sem proveito e que não oferecem ajuda ou aprendizado, e nem mesmo uma real conexão entre os envolvidos, reclamando das coisas e dos outros, enfatizando nossas insatisfações.

Vivemos nos nutrindo de pensamentos sobre o passado ou sobre o futuro. Pouco sobrando para o momento presente.

Vivemos nos nutrindo de emoções que nos desviam de um caminho de tranquilidade e gratidão. Raiva, culpa, medo. Parece não bastar essas emoções serem vivenciadas. Sem percebermos, começamos a regá-las e daqui a pouco elas estão ali, com raízes fortes e fazendo companhia diariamente a nós. Começamos a nos identificar com elas, a ter elas como parte de nós.

Vivemos nos nutrindo com desejos de algo externo a nós. Queremos sempre mais. Temos compulsão por satisfazê-los, mesmo sabendo que logo depois, estaremos novamente insatisfeitos, querendo mais. Nos viciamos com os caprichos dos desejos.

Agora, pare por um segundo e se permita questionar: o que eu e você poderíamos estar fazendo diferente?

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.