Aquela conversa sobre o fluxo natural da vida, meu querido avô e Stan Lee.

Sentir que o fluxo natural da vida é uma realidade e que naturalmente vamos envelhecendo, perdendo algumas funções corporais importantes para nós é algo extremamente complicado e doloroso, principalmente quando perder, significa ter uma barreira para realizar o que você mais ama.

Stan Lee declarou esses dias que não consegue ler a coisa que mais ama no mundo, que são as revistas em quadrinhos e nem roteiros por causa de uma natural perda de visão decorrente da idade, ele já tem 93 anos.

Mas é brilhante a forma que ele ainda tenta seguir fazendo o seu trabalho mesmo com todas as dificuldades. A ajuda e respeito dos seus parceiros da Marvel, são extremamente emocionantes e importantes, desde a leitura das revistas e roteiros ou até quando é o caso de ser algum contrato muito importante, fazem questão de imprimir o documento em uma fonte grande para o ele possa ler e opinar.

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Isso me faz lembrar muito do meu avô e como esse fluxo é massacrante mas que não devemos nos entregar. Mesmo com todas as dificuldades naturais da idade e a barreira da saúde que não o deixa mais fazer coisas que ele mais amava como sair mais cedo do escritório às quartas para ir ao cinema sozinho e ver um bom filme, caminhar até o boteco para beber um pouco e conversar com os amigos nos fins de semana, ele nunca abandonou o seu trabalho.

Mesmo que não produzindo mais como corretor, tendo que ler e assinar contratos importantes ou levando clientes para visitar imóveis, ele faz questão de acordar todo dia de manhã cedo e ir para o escritório que batalhou tanto para criar e passar o dia inteiro lá. Conversando com os clientes que hoje são amigos, lendo o jornal ou contando alguma história ou piada.

Stan Lee e meu avô, são exemplos de que não devemos parar nunca de fazer o que amamos e que o fluxo natural da vida e os problemas que ele traz como uma visão turva ou perder alguma capacidade motora, pode ser de alguma forma atrasado para estendermos mais a nossa proatividade.

Não consigo imaginar como seria ter que parar de escrever ou não conseguir ver minha namorada sorrir quando eu faço alguma besteira. Isso é o que me alimenta e esses dois caras, como tantos outros me ensinam diariamente a viver e que quando o fluxo natural deles chegar ao limite, vão ter certeza que viveram e contribuíram para melhorar a vida de muita gente.

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