As Sufragistas — Nunca se entregue, nunca desista da luta!

Sufrágio significa simplesmente o direito público de votar. Algo banal e visto pela sociedade atual como algo descartável é o ponto de partida de As Sufragistas.

No período pós-revolução industrial em um momento onde o machismo imperava e ser mulher significava falar pouco e obedecer o marido, inclusive quando falamos do controle do seu salário ou direitos sobre o seu filho, que era irrestritamente do marido, o gesto de votar se tornou uma ferramenta de luta para as mulheres se sentirem cidadãs de fato.

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Sarah Gravon, é certeira na composição do longa, que é uma história sobre violência em Londres no século XX, mas que é representada de uma forma extremamente atual e crua.

A opressão vem através de piadas, do olhar torto, da agressão física do toque sem permissão, do assédio, que para mim, homem, com 26 anos, branco que nunca tinha sequer ouvido falar de feminismo na infância e graças ao Punk/Hardcore foi até apresentado cedo no inicio da adolescência, sente um gosto amargo na boca e o convite silencioso para lutar com as protagonistas.

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As Sufragistas é um manual de formação de militância de qualquer minoria e consciência para todos, o filme além de um belo relato histórico, deveria ser tratado como tal. Como em toda revolução história, o oprimido quando quer tomar às rédeas e se cansa de sofrer o escárnio social precisa brigar, em público, que é a única forma da sociedade ouvir, doa a quem doer.

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Qualquer semelhança com as Ocupações Escolares, a revolta contra o episódio de assédio do bar Quitandinha #vamosfazerumescândalo em São Paulo e tantos outros que surgem todos os dias, não são coincidências, as pessoas precisam compreender que o nosso péssimo legado que prega a submissão feminina deve acabar e um filme como As Sufragistas é um grande ser material de apoio e conhecimento.

ps.: O post foi escrito ao som da maravilhosa saxofonista egípcia Alexandra Grimal.

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