O jogo mais importante do futebol brasileiro aconteceu nesse domingo e você nem se importou.

Os deuses da bola não poderiam ter escolhido outro palco que não fosse o templo da resistência contra o futebol moderno para a peleja, a mística Rua Javari.

De um lado o Juventus da Mooca e toda a sua tradição contra o futebol moderno, do outro o Pérolas Negras, um time montado depois do trágico terremoto que aconteceu no Haiti em 2010 e que representa um sonho de um povo. O time conta com 25 jovens haitianos que encontraram no futebol e no país um caminho para encontrar dias melhores, deixar a sua marca e ter uma chance em algum time profissional.

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Alheio a grande maioria dos jogadores que estão jogando a Copinha, esses 25 guerreiros, não tem o último corte de cabelo da moda do craque europeu, não ostentem em farras e muito menos se preocupam com a melhor pose para tirar a foto com a língua para fora, eles buscam apenas dignidade e de alguma forma, realizar o sonho de ajudar as suas famílias, algumas no Brasil ou no Haiti, estudar e aprender português.

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Em dia de Rua Javari lotada, com festa na arquibancada, Juventus e cannoli, o moleque travesso levou a melhor por 2x1. Para os haitianos sobraram as lágrimas de luta e de quem sabe que a Copa São Paulo pode ser a única chance para conseguir uma chance e deixar o seu legado através do duro sonho da carreira no esporte bretão.