O Broota agora é Kria

Nossa visão de futuro para o crowdfunding de investimento

“Para uma empreendedora, se for possível fazer melhor, ela fará melhor. Se for possível fazer mais acessível, ela fará mais acessível. Se for impossível fazer melhor ou mais acessível, ela inova. — Nivi, fundador Venture Hacks e AngelList

“Ele se importa profundamente… com o avanço da humanidade, e em colocar as ferramentas certas nas mãos das pessoas.” — Laurene Powell Jobs sobre seu marido, Steve

Há quatro anos nos dedicamos à missão de revelar e impulsionar empreendedores. Começamos pequeno, mas com um sonho grande: construir uma civilização em que seja comum pessoas apoiarem centenas de startups ao longo de uma vida. Formar um ecossistema com múltiplas experimentações co-existindo e competindo, que sirva de alavanca para novas organizações melhorarem a humanidade.

Sem experiência prévia em venture capital ou mercado de capitais, aprendemos na prática construindo uma plataforma escalável para empreendedores captarem investimento online. Em maio de 2014, fizemos a primeira oferta pública de uma empresa pela internet no Brasil, usando nossa própria captação como protótipo. De lá para cá, outras 50 startups captaram, somando mais de R$16mn aportados por 1.000 investidores.

Fomos os primeiros a explorar um mercado que deve ultrapassar bilhões de reais em poucos anos na América Latina. No Brasil, colaboramos por três anos de forma intensa com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), trabalho que gerou em 2017 uma das melhores regulações do mundo para o crowdfunding de investimento — no mesmo ano em que México e Argentina também aprovavam modernas regulações para os seus mercados.

A verdade é que quando imaginamos o Kria lá em 2012, sabíamos que deveria haver uma forma mais eficiente das pessoas participarem da transformação econômica que o mundo vive, mas não contávamos com a revolução que estamos começando a ver na forma como empreendedores criam e financiam suas organizações. Verdadeiros líderes que iniciam projetos em rede, criam comunidades fortes, e se financiam globalmente com seus próprios clientes, usuários e entusiastas.

Empresas como a cervejaria escocesa BrewDog, que desde 2009 fez cinco captações via equity crowdfunding com mais de 73.000 aficcionados, entregando um retorno de 130x para os primeiros que apostaram no negócio. Ou organizações como o Ethereum, um protocolo open-source no blockchain, que captou U$18mn em 2014 com centenas de nerds e programadores, que viram seu investimento valorizar 750x em três anos, com liquidez diária!

Em menor escala, mas não ambição, empresas como a nossa, que iniciou esta semana sua terceira rodada de captação, tem mais de 70 investidores, e já ofereceu três oportunidades de liquidez para todos eles, esta última com retorno de 3,3x ou 37% ao ano para quem entrou na primeira rodada. Meu ponto é que existem milhares desses experimentos acontecendo pelo mundo, alguns deles com a sorte e a competência capazes de impactar positivamente a sociedade, enquanto geram retornos atraentes para um grande número de pessoas.

Um novo paradigma:

Em um mundo conectado, com negócios cada vez mais escaláveis, competindo globalmente, onde efeitos de rede são cruciais, os empreendedores que souberem cultivar comunidades e de forma meritocrática recompensar seus stakeholders, hão de ter uma considerável vantagem competitiva.

Imagine qualquer pessoa no planeta, dotada apenas de um sonho e de uma vontade incontrolável de agir sobre ele. Ela arregaça as mangas e publica seu projeto online, se conectando com outras pessoas apaixonadas pelo mesmo tema. Cria-se uma rede embrionária, que passa a interagir e colaborar com esta visão, agora coletiva. Esta rede não tem fronteiras nem preconceitos, capta dinheiro diretamente com seus principais apoiadores e usuários, que por sua vez possuem maior incentivo para continuar colaborando e, assim, compartilharem do sucesso da organização, à medida que ela cresce e escala seu impacto positivo na sociedade.

Uma nova geração de empresas, de empreendedores e, principalmente, de investidores. Pessoas que podem não ter o perfil para iniciar um novo negócio, mas que certamente gostariam de participar de projetos que acreditam, alinhando ao menos uma parte do seu retorno financeiro com os seus valores e paixões pessoais.

Se você é uma destas pessoas, se você acredita no poder transformador do empreendedorismo e gostaria que houvesse uma forma mais fácil de contribuir com a missão de empresas ambiciosas, aprender com seus desafios e ganhar dinheiro com aquelas que tiverem sucesso, venha construir essa civilização conosco!

Onde estamos:

Ainda estamos no inicio do aprendizado de como alavancar novos negócios através de crowdfunding de investimento e de participações em rede. Fomos pioneiros e mantivemos a liderança regional neste mercado que terá desenvolvimento acelerado nos próximos anos — se não no Brasil, certamente no mundo. Em 2017, cinco países captaram U$5,8bi via crowdfunding de investimento, e a previsão é aumentar 40% ainda neste ano. Em 2017, tivemos o boom dos ICOs (Initial Coin Offers), que mesmo ainda desconhecidos para a maioria do planeta, captaram U$3,7bi em 12 meses.

Estimativa de onde estamos na curva de maturidade do crowdfunding de investimento

Com a aprovação da Instrução CVM 588, atraímos o interesse do fundo carioca Leblon Equities, que participa há 3 anos da câmara de equities da B3 para desenvolvimento de mercado e compartilha conosco a ambição de criar um mercado mais eficiente para pequenas e médias empresas. A Leblon adquiriu 15% de nossas ações em duas ofertas secundárias e é o investidor-âncora da nossa terceira rodada de captação. Além de grandes parceiros financeiros, eles nos ajudarão, entre outras coisas, a gerir fundos de co-investimento, já que todas as principais plataformas de equity crowdfunding do mundo possuem fundos próprios ou de terceiros acoplados aos seus marketplaces.

Mal foram criadas as primeiras regulações para o crowdfunding no mundo e já nos deparamos com uma nova tecnologia — o blockchain — que promete revolucionar a forma como operamos em rede. Ao permitir que recursos digitais (tokens) sejam transferidos de uma parte a outra apenas com o consentimento da rede, sem a necessidade de um intermediador como bancos ou cartórios, criam-se oportunidades totalmente novas para atividades como, por exemplo, custódia, registro e negociação de valores mobiliários. Fazendo uma analogia com o mercado de mídia, é como se estivéssemos fazendo entrega de DVDs pelo correio, ao mesmo tempo em que nos preparamos para migrar para o streaming de vídeos. No universo das pequenas empresas, controlamos ativos financeiros em planilhas de excel e contratos físicos, enquanto nos preparamos para tokenizar estes ativos e automatizar muitas das suas regras de negócio. Empreendedores estão geralmente restritos a poucos grupos de investidores, enquanto novas empresas captam globalmente através de ICOs.

Os próximos dois anos:

Após quatro anos, chegou para nós o momento de priorizar crescimento. A escala é fundamental para atingirmos o potencial do nosso modelo de negócio e, por isso, faremos investimentos audaciosos que nos possibilitem manter e se beneficiar da nossa posição de liderança.

Aumentaremos significativamente o foco na comunidade de empreendedores e investidores do Kria, mas ofereceremos também nossa tecnologia e validação regulatória para outros parceiros e empresas independentes — um crowdfunding de investimento as-a-service. Uma plataforma mais escalável, que alavanque não apenas startups, mas também outros tipos de negócios que se beneficiam ao captar em rede — como shows, imóveis sustentáveis, negócios sociais, entre outros. Uma solução mais aberta, com arquitetura descentralizada e conectada via APIs a outros serviços, que permitirá uma experiência mais completa e segura para os investidores.

Ilustração do modelo de crowdfunding as-a-service

Se o investimento em empresas de capital fechado realmente expandir, será crucial que os empreendedores controlem seus captables (o quadro societário). Pense neles como um blockchain de passivos da empresa: cada subscrição de ação, emissão de mútuo, exercício de opção ou transferência de ativos atualiza o livro razão da empresa. Cada transação deve ser verificada pela contraparte e pela rede como um todo — os demais stakeholders no captable. Não deixa de ser um paradoxo investir em fintechs ou empresas de inteligência artificial, mas controlar estas participações em excel.

Por isso, não há como escalarmos nossa operação sem um controle adequado dos captables. Passaremos do simples registro eletrônico dos valores mobiliários para a criação de contratos inteligentes, utilização de padrões internacionais e custódia em blockchain. No médio prazo, se formos bem sucedidos, possibilitaremos a criação de uma bolsa de startups, que ajude a mitigar o problema de liquidez que os investidores de pequenas empresas de capital fechado enfrentam.

Para darmos esse salto de patamar, teremos um enorme desafio em contratar e reter gente versátil e talentosa. Manteremos, entretanto, nossa cultura enxuta, buscando formar equipes de alta performance, motivadas a construírem o melhor produto possível, escalável para o máximo de pessoas. Defenderemos nossa liderança de mercado com toda força, pois ela se relaciona diretamente com maior receita, maior lucratividade e maiores retornos aos nossos investidores.

Estamos trabalhando para construir algo importante, capaz de reduzir as ineficiências para que empreendedores possam mudar o mundo. Um produto que signifique muito para nossos clientes, algo que possamos contar aos nossos netos. Sabemos que este é só o começo, que a partir de agora a barra só ficará mais alta. Nos sentimos extremamente gratos com as pessoas que contribuíram para este sonho, e motivados a fazer muito mais com o apoio de ainda mais gente.

Para construir essa história conosco, invista a partir de R$500,00 através desse link: https://www.kria.vc/startups/kria.