Alma gêmea, amor da vida e essas coisas…


Em primeiro lugar, desculpe, mas você vai ficar com essa música na cabeça pelo resto do dia.

» Afinal, alma gêmea existe?

Há quem negue e há quem venere Fábio Jr e, portanto, jure por suas próprias pregas que sim. Eu sou do primeiro time. Lógico!
Até porque, se eu acreditasse em alma-gêmea, fodeu! Eu estaria condenada a viver sozinha desde os 29 anos, quando fiquei viúva do Luciano.

Mas, para minha sorte, se é que existe alma-gêmea, a minha é trigêmea e tem espaço agora para o Dressler (em outro post conto como nos conhecemos, nos apaixonamos, etc) e estou saboreando de amar e ser amada de novo. Ufa…

» Beleza, Thatu. Então, por que sentimos algo especial por determinada pessoa e não por tantas outras que pegamos e tal?

Ah, minha cara leitora, boa pergunta! Tão boa que eu também não tenho certeza de nada, mas tenho lá minhas ideias a respeito.
Segundo minha própria concepção (que pode mudar ou não), existem pessoas simplesmente especiais. Não para todos, mas aos nossos olhos, algumas pessoas são encantadoras, outras nem tanto. E, às vezes, algumas das que nos são encantadoras, não são nada especiais aos olhos de outros e assim vai…

Mas a questão é que penso que nossa ligação com outras pessoas tem muito mais a ver com nosso momento, nossas necessidades, vontades e expectativas, do que com quem é a pessoa é, de fato.
Quero dizer: em alguns momentos da vida, estamos mais suscetíveis, disponíveis e sensíveis e isso nos faz ver mais valores nas pessoas e aí, a especial é aquela que reúne mais valores do que as demais, somado ao tesão (espero).

» Mas então, não tem aquele papo de “amor da minha vida”?

Tem e não tem. Tem, porque se escolhemos alguém para dividir, partilhar, construir, cultivar uma relação pretensamente duradoura e estável, estamos convictos de que ambos tem o interesse de se esforçar para manter os sentimentos um pelo outro firmes. Daí, entendo que este possa ser considerado o “amor da vida”. Mas, por outro lado, caso em algum momento uma das partes deixe de ter interesse nesta união, em algum momento vamos voltar a nos interessar por outra pessoa, ter as mesmas convicções de antes e, então, o “amor da vida” passa a ser aquele por quem nutrimos a parceria e a esperança de uma relação duradoura e estável.

Sendo assim, existe “amor da vida”, mas ele não é necessariamente uma única escolha e caso não dê certo, acabaram-se as opções e os demais são apenas amores que não merecem nossa dedicação. Pelo contrário, temos o direito de amar e acreditar na felicidade duradoura a cada nova chance.
Então, para finalizar: não acredito que exista alguém feito para mim, mas acredito que eu seja capaz de ver em alguém uma oportunidade de me sentir cúmplice, parceira e de planejar uma vida inteira ao lado e, caso isso dê errado, terei outras oportunidades iguais.

O amor da sua vida, é o seu amor de hoje, que você tanto almeja que seja o de amanhã e depois e depois. Mas caso dê errado, não se penalize ou se prive de amar de novo, acreditar de novo, se entregar de novo.

Twitter: @ThatuNunes | Facebook: Thatu Nunes | Blog: Thatununes.com.br

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