“Conexão” (8)
E tudo… Aconteceu. Assim como o big bang, quem nos olhasse de forma mais atenta, descobriria que ali nascia um universo inteiro.
Um sorriso voltou a desenhar em seus lábios. Os olhos, já carregados de seu brilho tão particular, tão único, pareceram brilhar ainda mais. A risada gostosa me contagiou.
— Você é muito doido! — ela disse, rindo de uma das formas mais deliciosas que já ouvi alguém rir.
O beijo que veio em seguida trouxe a resposta. Ele também veio levemente salgado graças a saudade que estava prestes a apertar o peito. E trouxe, sem a menor dúvida, a doçura de uma certeza: Essa história nunca esteve destinada a acontecer apenas em um ou dois finais de semana e, justamente por isso, naquele saguão de aeroporto, a nossa história ganhava um dos seus mais bonitos e importantes capítulos.

