Gere sua própria energia!

Do que se trata energia Solar

Um guia para entusiastas, curiosos e apoiadores saberem um pouco mais sobre a matriz energética que possibilitará uma vida mais autônoma.

Muita gente tem falado em energia solar, “energia solar pra cá, energia solar pra lá…”, mas de fato, “do que se trata essa tal de Energia Solar?” e “como eu posso me beneficiar disso?” são perguntas que norteiam o interesse do público em geral, e de certa forma o propósito deste texto.

Ao pensar no tema com um pouco mais de atenção, repentinamente encontramos certa distância entre duas fontes de informação sobre o que vamos, carinhosamente, apelidar de “Universo Solar”.

Você, leitor descompromissado, percebe o que eu quero dizer com essa distância? Por um lado, encontramos um termo amplo e impreciso: “energia solar”, e por outro um termo bastante técnico e bem menos acessível, “sistemas fotovoltaicos”.

Assim, te convido a encurtar essa distância, fazer essa pequena caminhada com a gente e entender um pouco melhor sobre o assunto que todos repetem em coro: “Isso aí é o futuro!”.


Bom, vou fazer como os antigos e começar pelo final: A vida humana em um planeta onde a energia utilizada é limpa, renovável e abundante. Esse é o assunto que subjetivamente permeia o tema deste texto, além de muitas conversas sobre as infindáveis guerras do petróleo. Seja com seus amigos e amigas que se preocupam com o tema, ou com o aumento da conta de luz, com seus amigos e amigas que pagam.

O fato é que está acontecendo uma transição paulatina do posto de maior fonte de energia do planeta, e se você ficar atento, pode ganhar algum dinheiro nesse processo.

Aqui, pretendo colocar um pouco de luz sobre como o Sol pode nos ajudar a não cometermos o mesmo erro que os de Atlântida cometeram.

Uma vez lançado o gancho no fim dessa narrativa, vamos seguir a corda presa a ele e dar um primeiro passo firme, usando uma grande descoberta do passado como apoio, e elucidar alguns conceitos do nosso universo solar que podem ter passado batido no seu ensino fundamental e médio. Prometo ser menos entediante do que o(a) professor(a) da época!

A segunda lei da termodinâmica postula que a energia dentro de um sistema fechado é sempre a mesma, logo, não se gera energia, se converte energia de uma forma para outra.

Agora posso esclarecer um ponto importante: os painéis não geram energia, eles convertem.

“Conversão” é a palavra-chave!

Todas as outras “fontes” seguem esse princípio de conversão. Nosso organismo converte a energia química dos alimentos em energia térmica para aquecer nosso corpo; um carro movido à gasolina converte a energia térmica da queima da gasolina em energia cinética que move o carro; o aparelho de microondas converte energia elétrica da tomada em energia radioativa que aquece a comida; e assim seguem-se um sem número de processos de conversão que podemos observar diariamente.

O que os painéis fazem é converter a energia radioativa do sol — como as famosas UV e UVI, por exemplo — , para a energia elétrica que usamos para iluminar nossas casas, alimentar os eletrodomésticos e carregar nossos celulares, e daqui a pouco tempo, também nossos carros, motos e tudo mais que tenha um motor.

Essa tecnologia existe desde o final do século XIX, mas só há poucos anos, com os avanços da tecnologia, ela passou a ser comercializada no mercado residencial, e industrial no geral.

Bom, agora que sabemos que não tem nada de muito novo nessa tal de energia solar, é simplesmente uma maneira de converter energia que só há poucos anos está chegando ao mercado nacional, podemos seguir a corda que guia nossa narrativa, e refletir sobre um outro aspecto do nosso Universo Solar, a parte do “como eu posso me beneficiar disso?”.

Gerando energia elétrica!

Energia elétrica, é uma coisa que se compra, e se paga caro por isso, assim como a gasolina. Podemos dizer que o alto custo envolvido no processo de produção e distribuição de ambos é o que os tornam tão caros.

Mas e se existisse uma maneira de eu não precisar pagar tão caro pela energia que eu consumo, não seria uma boa? O fato é que existe, algumas maneiras inclusive, e os próximos passos vão mostrar.

Quem nunca viu uma lanterna recarregável com manivela? Ou um farol de bicicleta que carrega com o movimento da roda?(se não viram, vale a pena procurar, é bem divertido e se chama dínamo). Em ambos casos o que acontece é a chamada indução eletromagnética, palavrão que só serve para dizer que se você passar um imã por dentro de uma bobina de cobre ela vai gerar uma corrente elétrica.

“Legal, então por que nós não fazemos isso em larga escala e resolvemos o problema de uma vez?”, bom, o fato é que já fazemos, mas não é tão simples termos tanta energia para não nos preocuparmos com a conta de luz, ainda. Para quem nunca se perguntou, é desta maneira que funcionam as hidrelétricas; a água serve para movimentar essa bobina e aumentar o efeito de indução dito acima. Vale lembrar que no Brasil, a esmagadora maioria da energia elétrica que consumimos vem dessa fonte.

A questão aqui é que quanto mais avança nossa sociedade, maior a necessidade de energia, e não é uma mais uma opção viável perfurarmos o solo em milhares de metros e queimar o resultado de florestas soterradas e animais mortos há milhares de anos. Nós precisamos de uma maneira melhor de produzir energia, e é aqui que entram os sistemas fotovoltaicos, e seu potencial de abastecer o mundo em que queremos viver.

O legal da energia solar é que você só precisa contar com que o Sol nasça amanhã para gerar mais energia. Enquanto você trabalha de dia ou pega uma praia no fim de semana, a sua casa vai estar gerando energia, mesmo que seja pouca, como em um dia chuvoso de inverno por exemplo, e o retorno financeiro, por sua vez, vem na forma de uma conta de luz quase zerada. Isso por que boa parte, ou tudo, do que você consumiu, foi você mesmo quem gerou, e agora pode gritar aos quatro cantos do mundo: Eu tenho autonomia, eu produzo minha própria energia!

Seja responsável pela energia que você consome.

Algum dia, um planeta inteiro poderá gritar o mesmo em uníssono, e talvez nós, que vimos a virada do milênio, estejamos vivos para vislumbrar o que uma sociedade pautada pela lógica da abundância de energia pode construir e vir a ser.

Após uma pequena caminhada, cheia de pontos de observação e muitos hiperlinks, chegamos no objetivo: um mundo onde cada indivíduo produz sua própria energia e vive com mais autonomia; um mundo que se espelha em um modelo que funciona a milhões de anos.

Agora, no fim desse texto, olhamos para trás e refletimos sobre o trajeto que percorremos juntos, podendo pensar com um pouco mais de otimismo, beleza e abundância para o caminho à frente, refletindo sobre nosso modelo de sociedade e nossa maneira de coexistir nesse planeta.


Queremos ouvir o que você tem a dizer

Este texto foi escrito por conta de conversas com diversas pessoas que demonstraram interesse pelo tema e pelas dúvidas que, após muitas pesquisas, descobrimos que as pessoas interessadas por energia solar podem ter.

Sabemos ser impossível cobrir todos os tópicos de curiosidade que poderiam surgir dentro de um pequeno artigo, logo, nos colocamos agora na posição de ouvintes e gostaríamos de saber se esse texto te ajudou a entender melhor o assunto, se foi útil para você, se ficou alguma dúvida ou se te suscitou alguma nova questão ou mesmo algum insight que você gostaria de compartilhar.

Neste link você pode dizer para a gente o que achou e nos contar sobre tópicos que você gostaria de saber um pouco mais à respeito. Após coletarmos as respostas vamos fazer um novo texto, com o objetivo de elucidar perguntas específicas que surgirem.

Desde já agradecemos sua atenção e ficamos felizes de saber que existem pessoas com boa vontade para com o futuro da vida dos seres humanos no planeta Terra como nós entendemos hoje.