SOCIEDADE

A partir de interesses em trabalhar com questões de consumo consciente, o Instituto Puxirum apresenta primeira etapa de projeto na zona rural de Manaus.

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May 14 · 3 min read

Por Juliana Lira e Gabriel Bravo, especial para o LabF5

Comunidade de Nossa Senhora do Livramento recebe lembranças feitas pela ONG Puxirum (Foto: Gabriel Bravo).

No sábado (11/05), o Instituto de Sustentabilidade Energética Puxirum apresentou para a comunidade o projeto “Escola Ribeirinha Ecoeficiente”, que tem como proposta construir soluções de eficiência energética com a comunidade de Nossa Senhora do Livramento, localizada às margens do canal do Tarumãzinho, a qual pertence à Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, na zona rural de Manaus.

A partir das inquietações com as questões energéticas e mudanças climáticas da região, a organização não governamental Instituto Puxirim foi fundada em 2017 por Paulo Diógenes. O projeto Escola Ribeirinha Ecoeficiente foi criado pois o Instituto tinha interesse em desenvolver projetos de consumo consciente para comunidades ribeirinhas. Débora Menezes, coordenadora pedagógica do projeto, afirma que “embora o Instituto trabalhe com a questão de implementação projetos principalmente relacionados a energia solar, é importante a etapa anterior de trabalhar a educação e preparo das pessoas”. Vários fatores convergiram para escolha do local de realização do projeto, sendo um deles a logística, pois a comunidade está a 20 minutos de barco da cidade, e por apresentar um fornecimento de má qualidade, comprometendo necessidades essenciais como por exemplo o funcionamento da escola e do posto de saúde.

Paulo Diógenes e Débora Menezes apresentam o projeto Escola Ribeirinha Ecoeficiente para a comunidade (Foto: Gabriel Bravo).

O projeto tem a duração de 6 meses e possui passos de implementações como roda de conversas mensais abordando questões de energia, mudanças climáticas e meio ambiente, com atividades lúdicas abertas a comunidade inteira. Também ocorrerão intervenções na escola com professores de turmas de educação infantil, ensino fundamental 1 e 2. Uma parte dos alunos será organizado para visitar 20 casas que serão acompanhadas e receberão dicas e orientações visando a diminuição do consumo de energia. Ao final do projeto ocorrerá uma roda de conversa onde serão apresentados resultados e a criação coletiva de um documento o qual será enviado às autoridades, relacionando o que os moradores querem para a melhoria da questão energética na comunidade.

Um dos problemas apresentados pela comunidade é a constante falta de energia elétrica. Moradores contam que o posto de saúde já chegou a fechar mais cedo pois havia faltado luz e o gerador de energia estava apresentando problemas. Além disso, alunos da comunidade ficam sem aulas quando há falta de energia, e as quedas de luz acabam queimando aparelhos e lâmpadas. A líder comunitária Francisca Cavalcante diz que a comunidade, que possui 372 famílias, já chegou a ficar uma semana inteira sem luz elétrica.

Líder comunitária Francisca Cavalcante fala sobre a precariedade da energia elétrica na comunidade (Foto: Gabriel Bravo).

Para os moradores o termo “ecoeficiente” é algo novo. Segundo Paulo Diógenes, o termo não é a coisa mais importante de se saber, a importância está em entender o que tem de ser feito. Ecoeficiência, de maneira simplificada, são ações do dia-a-dia que diminuem o impacto ao meio ambiente, como por exemplo a diminuição de resíduos plásticos. Uma das soluções que o projeto propõe é trabalhar o acesso à informação e ao conhecimento dos adultos, idosos e crianças. Débora Menezes ressalta também a importância do trabalho com atividades artísticas: “é muito importante trabalhar a arte porque se não é divertido, então não é sustentável. Fazer a atividade com crianças é uma forma de integrá-las por meio da arte”. Por esse caminho de integração é despertado a consciência ecoeficiente nos moradores.

O cacique da União dos Povos Indígenas, Astério Martins Tomás, afirma a importância da chegada do projeto pois acredita que a comunidade que a comunidade irá melhorar muito. Os comunitários relatam como estão animados para que melhorias aconteçam e tenham total acesso à energia elétrica, e dizem-se agradecidos com a chegada do projeto que veio para somar.

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O LabF5 publica conteúdo desenvolvido por estudantes do curso de Jornalismo da Ufam e colaboradores. Leia nosso antigo blog também http://labf5-blog.tumblr.com/

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