A cadeia da reciclagem de latinhas, de ponta a ponta

Por Camila Coeli, Josué Benvindo, Jullie Utsch e Luiza Lambert.

Passamos sem enxergar: em meio às festas, dos sacos de lixo deixados na calçada aos grandes eventos, ou mesmo no silêncio das lixeiras públicas, os detritos que jogamos fora percorrem caminhos de quilômetros e quilômetros por terra para, no futuro, voltarem a ser matéria prima. Os catadores, quase sempre invisíveis aos nossos olhos, movimentam toneladas de materiais recicláveis para sobreviver.

O Brasil é líder mundial em reciclagem de latinhas desde 2001. De acordo com dados da Associção Brasileira do Alumínio (Abal) e da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), o Brasil reciclou, em 2014, 289,5 mil toneladas em latas de alumínio para bebidas — o que equivale a 98,4% das latas produzidas para o mercado nacional nesse mesmo ano.

Segundo o Mercado Mineiro, site de pesquisa e comparação de preços, para que um catador receba a quantia correspondente a um salário mínimo, ele tem de recolher cerca de 19 mil latinhas por mês. Em contraponto, a indústria do alumínio — incluindo atividades mineiratória e a reciclagem do metal — faturou, somente em 2014, R$54,6 bilhões, de acordo com dados do Anuário Estatístico publicado pela Abal, conforme informado pelo portal Diário do Comércio. A existência de empresas como a Novelis e a Latasa, que encabeçam o mercado do alumínio no Brasil, com receitas anuais alcançando a casa de bilhões de reais, nos leva a crer que entre os dois extremos dessa cadeia invisível, existe um abismo. Mas existe, também, um caminho.

Para entendermos como essas pontas estão conectadas, decidimos começar, com o perdão da redundância, pelo começo. E assim conhecemos o Sabará.

Sabará / Foto: Jullie Utsch

Eram quase duas da tarde de um dia escaldante de primavera em Belo Horizonte, quando entramos em um bar sem nome da rua Itapecerica, no bairro da Lagoinha — coração da capital mineira. Ali encontramos Edson — o Sabará — saindo do banheiro. Com as mãos calejadas da lida diária, ele nos cumprimentou cordialmente — já nos esperava, o encontro havia sido marcado previamente. Em uma hora de conversa, sentados em uma mesa no fundo do bar, descobrimos o tal Sabará: um sujeito receptivo e desenvolto, que mal precisava de uma pergunta para abrir sua vida em longas histórias.

“Por que Sabará?”; “Porque eu sou de lá”, se referindo à cidade histórica de 134 mil habitantes, vizinha de Belo Horizonte. “Mas mora em BH?”; “Eu moro nas marquises, aí”. Seria, então, um homem com nome de lugar, mas que, na verdade, não é de lugar nenhum? Sabará saiu de casa aos 14 anos de idade, quando veio para Belo Horizonte, para trabalhar com reciclagem e desde então não teve pouso fixo. Até mesmo quando foi casado, passava a semana na capital trabalhando e voltava para Sabará nos fins de semana, onde encontrava sua mulher, em casa. Mas seu lar sempre foi a rua.

Edson é o caçula dos sete filhos de dona Darcy dos Santos: seis homens e uma mulher. Apesar de ter se emancipado tão cedo na vida, a família tem um lugar central em sua vida. Todos eles ainda moram em Sabará, com exceção do irmão Celso, que atualmente trabalha junto com ele na reciclagem.

Segundo Sabará, ele procura mandar dinheiro e cestas básicas sempre que pode para ajudar o irmão mais velho que acolheu sua mãe, hoje idosa e debilitada. Dona Darcy sofre de diabetes, enfermidade que provocou a cegueira da matriarca, mas que não levou embora a preocupação que ela sente por seu caçula. “Eu vou pra lá, a gente chora juntos, ela me dá conselhos, se preocupa”, ele diz. “A gente não pode esquecer da mãe, nunca. A gente só tem uma mãe”, Sabará pausa nossa conversa, emocionado. Durante toda a conversa ele citou a família por diversas vezes, mãe, irmão, ex-mulheres e filhos… mas nunca o pai. Sabará não fala do pai.


Atualmente, Sabará mora embaixo da marquise de uma loja fechada, ali mesmo na Lagoinha, convivendo com a constante ameaça de, se a loja vir a ser alugada, ter de encontrar outro local para dormir. Além disso, tem que lidar com pessoas que roubam suas coisas. “As minhas roupas todas estão dentro de uma bolsa, desse tamanhozinho”, gesticula, e aponta para o carrinho, parado na porta do bar, que leva sempre consigo. Assim ele protege seus pertences. Apesar disso, ele diz não se incomodar com a inconstância. “Sempre gostei de morar sozinho”, diz.

Em certo ponto da conversa, Sabará tira do bolso uma desgastada carteira de trabalho. Nela, constavam três “empregos fichados”: um como pedreiro, um como pintor e um terceiro como porteiro em uma empreiteira da Vale, assinado em 2014. “Essa é a segunda carteira. Já perdi uma, em uma enchente”.

Entre suas idas e vindas no mercado de trabalho, Sabará sempre retorna à reciclagem. Diz já ter trabalhado na construção civil, na montagem de parques de diversão itinerantes e até como auxiliar em um circo. Hoje, aos 41 anos de idade, ele está novamente trabalhando na mesma atividade em que começou, há quase três décadas. Diz até conseguir tirar mais dinheiro vendendo o material que cata do que poderia ganhar com um emprego fixo mas, para ele, nada supera a segurança e os benefícios trazidos por uma carteira assinada. “Fichado, você tem direito ao fundo de garantia, ao seguro desemprego, tem o salário certo todo mês e tem a segurança de que se machucar no emprego, eles têm que te pagar até você melhorar”, conta Sabará. Já a função de catador é historicamente informal, o que dificulta, inclusive, a garantia de direitos trabalhistas e melhores condições para os catadores, conforme diz um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Sabará mostra sua Carteira de Trabalho e Previdência Social / Foto: Jullie Utsch

Antes de nos encontrarmos, Sabará já havia trabalhando durante toda a manhã, recolhendo material reciclável em Belo Horizonte. Ele percorre a cidade catando latinhas, garrafas pet, fios de cobre e outros “tesouros”, como panelas e eletrônicos velhos, que para algumas pessoas são tidos como lixo. “Hoje, fiz 21 reais em latinhas e 29 reais em outros materiais”. Havia sido um bom dia para ele.

Ele explica que se achar um celular, panelas ou outros objetos de maior valor, pode chegar a um faturamento diário de 50 reais, porém a média por dia é de 20 reais. Durante os fins de semana, no entanto, esse valor cai drasticamente: “Dia de sábado e domingo, eles pagam menos pelo quilo do alumínio. Durante a semana é R$3,80, domingo é R$2,50. Não sei porque”.

Investigamos a informação passada por Sabará de que a cotação do quilo do alumínio cai durante os fins de semana. Sem nos apresentarmos como jornalistas, e como se estivéssemos interessados em negociar latinhas, percorremos dezenas de depósitos da região, pesquisando preços. Do final da Avenida Pedro II até a Rua Itapecerica no complexo da Lagoinha, nenhum depósito informou que ocorrem mudanças de preços aos fins de semana. Além disso, os depósitos não costumam abrir aos domingos. Todos os depósitos pesquisados funcionam de segunda à sexta em horário comercial, e aos sábados até o meio-dia.

A cotação do alumínio não parece ter outra explicação senão ser uma questão puramente de oferta e demanda. Dessa forma, os catadores, que formam a base da pirâmide desse mercado, são as pessoas mais exploradas em todo o processo de reciclagem das latinhas. Em qualquer mercado, geralmente o preço é criado levando-se em consideração custos operacionais e margem de lucro. Os depósitos da região da Lagoinha não têm nenhum custo operacional relacionado à procura, seleção e transporte das latinhas, já que os catadores levam as latas até eles. O custo dos depósitos parece ser apenas de armazenamento, processamento e transporte até os pontos de reciclagem. No website da Latasa, líder do mercado brasileiro de reciclagem há mais de dez anos e parte do grupo Recicla BR, há uma cotação do alumínio em dólares. A média no mês de Novembro de 2015 foi 3,70 dólares pelo quilo — cerca de quatro vezes mais do que os depósitos pagam para comprar o material dos catadores.


Horto, Cidade Nova, União, Sagrada Família e Concórdia são bairros que fazem parte do caminho diário do Sabará. Ele conta que vai e volta com seu carrinho de supermercado — abandonou o carrinho de madeira, muito pesado — de três a quatro vezes por dia: enche no bairro e o esvazia nos ferros-velhos da Lagoinha. “Passo com o carrinho por dentro do túnel e sempre volto pra cá”. E ele encara com positividade essa rotina cansativa de idas e vindas: de acordo com Sabará, catar materiais recicláveis é, afinal, um ótimo exercício físico.

Curiosos sobre o que se pode encontrar no lixo, indagamos: qual foi seu achado mais inesperado como catador? Ele responde: um bebê. Sim, uma criança, “descartada” no meio do lixo reciclável, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. O caso aconteceu em 2011. “Eu ‘tava mexendo no lixo e vi um negocio mexendo, até achei que fosse um cachorro. Aí começou a chorar e eu vi que era uma criança”, ele conta. “Na hora que eu vi, eu falei ‘não vou colocar a mão não’”, com medo de que achassem que ele havia jogado a criança ali. Mais que depressa, chamou a polícia, “não demorou dez minutos e eles chegaram”. O Tenente Arnaldo, como lembra Sabará, ficou agradecido pela atitude do catador. “O pessoal me agradeceu foi muito!”, finaliza, sem saber que fim tomou a criança após ser entregue à polícia.

Perguntado se já se machucou em sua rotina de trabalho, ele afirma que, “graças a Deus, nada sério”. Apenas uns cortes pequenos nos dedos quando abria o lixo a procura de materiais para reciclar. Porém, nem todos têm a mesma sorte. Segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a profissão de catador possui insalubridade em grau máximo.

Sabará decidiu abandonar os tradicionais carrinhos de madeira, muito pesados. / Foto: Jullie Utsch

O estudo “Situação social das catadoras e dos catadores de material reciclável — Brasil”, publicado pelo IPEA em 2013, trouxe à luz a informação de que o Brasil possui cerca de 400 mil catadores em atividade. E foi na década de 80 que a ocupação se ampliou, em meio ao contexto de preocupação com as questões ambientais, a reciclagem de alumínio passou a tornar o lixo em mercadoria. Mas o ato de recolher do lixo uma forma de sobrevivência data do século XIX, junto com o crescimento dos grandes centros urbanos. E, pela natureza informal, associada ao preconceito com o trabalho com o lixo, a profissão de catador, embora muito benéfica para a sociedade, é permeada por uma série de estigmas e de preconceitos sociais.

Ao decorrer dos anos, no entanto, a classe encontrou formas efetivas de organização social para promover melhores condições no trabalho e maior valorização do profissional. As cooperativas e associações começaram a surgir no fim da década de 80, primeiro em São Paulo, depois se espalhando por todo o país. Em Belo Horizonte a referência em organização entre catadores é a Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reciclável, a Asmare.

Criada em 1990 com apenas dez associados, hoje a Asmare conta com mais de 300. A associação tem parcerias firmadas com Sesc/SENAC para a formação de lideranças entre os catadores, para que possam reivindicar mais direitos. Apesar de não possuirem carteira assinada, como tanto almeja nosso amigo Sabará, os catadores associados têm aderido, recentemente, ao cadastro de Micro-Empreendedor Individual (MEI), onde, pagando os impostos ao INSS, têm diretos como fundo de garantia e aposentadoria.


A rotina de Sabará está longe de ser uma realidade isolada na região da Lagoinha. O bairro possui diversos estabelecimentos de reciclagem. Entre galpões e ferro-velhos, contabiliza 17 estabelecimentos, segundo levantamento do professor Leonardo Castriota, da Escola de Arquitetura da UFMG.

A reciclagem de materiais já faz parte da paisagem e os estabelecimentos locais possuem relações das mais diversas com os catadores. A poucos metros do ferro-velho que geralmente recebe os recicláveis catados por Sabará fica o bar onde nos encontramos. Na falta de um nome oficial, o lugar é conhecido como bar da Thaís, nome da simpática gerenciadora do local, que costuma ficar todos os dias atrás do balcão. O bar é um dos lugares mais frequentados por catadores da região. É onde costumam almoçar, tomar uma cerveja ou doses de destilados ou simplesmente colocar uma música para tocar na jukebox, enquanto aliviam o cansaço do dia-a-dia. Sabará, em nossa entrevista, diz bater ponto por lá de segunda a sábado — domingo o bar e os ferro-velhos da região estão fechados. Foi Thaís quem ajudou a nos aproximar e ter o primeiro contato com um dos trabalhadores da reciclagem. Seu companheiro, Jefferson, trabalha no Metal Braz, uma das reciclagens na esquina da rua Itapecerica, ao lado da passarela.

Logo na primeira abordagem, Jefferson foi muito solícito. Explicou um pouco como funciona do pequeno estabelecimento: lá os metais são separados por tipo; a maior parte sendo formada por sucatas de cobre e alumínio. No ciclo do alumínio, a Metal Braz aparece imediatamente à frente dos catadores. Eles vendem para outras distribuidoras maiores cujos representantes, segundo Jefferson, passam pela Metal Braz periodicamente, levando caminhonetes com os blocos de sucata. “Coisa pequena”, ele afirma, afinal o seu espaço está longe de ser um dos maiores da região. Ele sugere, então, um local onde conseguiríamos mais informações: a Assis Metais, “distribuidora grande”. Seria de lá que o alumínio seguiria o ciclo até as grandes empresas que o derretem e transformam em novas latas.

A loja matriz da Assis Metais fica próxima ao complexo da Lagoinha; um grande galpão na esquina da rua São Paulo com avenida Oiapoque, recebe visitantes frequentes que entram e saem com seus carregamentos. Vão de caminhonetes carregadas à catadores como Sabará, com sacolas rotas de lonas nas mãos ou puxando pesados carrinhos. Um grupo de homens papeava, animado no galpão, enquanto um senhor idoso informou que o proprietário é quem deveria nos dar essas informações. Nos deu telefone e o endereço da filial, onde ele se revezava no trabalho de atendimento e gerência das duas distribuidoras. E a segunda loja da distribuidora fica justamente na Lagoinha, a apenas alguns metros de onde demos o primeiro passo.

Chegando, logo a primeira vista está Antônio, que carregava, esbaforido, sacos e mais sacos de materiais a serem reciclados. Um carro estaciona em frente a uma calçada, de onde sai uma senhora idosa, bem vestida e que parecia um tanto quanto deslocada naquele lugar. Questiona o preço do alumínio, e Antônio responde quase que automaticamente: R$ 3,60 por quilo. “Só isso? Diminuiu?”, ela dispara, assustada. Ele responde que na verdade aumentou. Ressabiada, ela hesita por alguns instantes e chama o homem que a aguardava no carro, trazendo sacolas cheias de lixo eletrônico, material mais valioso.

Antônio não quis muita conversa. Ao saber da intenção da reportagem, um pouco sarcástico, solta: “ah, mexe com isso não”, insinuando que o assunto não vale a pena ser tratado. Depois revela, aos poucos, algumas informações. Compra materiais de estabelecimentos menores e também diretamente de catadores. Possui uma prensa, que bloca e prepara os resíduos para o envio à Novelis, localizada em Pindamonhangaba, no interior do estado de São Paulo — cerca de 500 km de distância da capital mineira. Os caminhões são enviados por ele, afirma. E sugere: “Entra no site deles que você encontra mais coisas. Aqui nós só prensamos e vendemos”. Antes que pudessemos agradecer, ele desapareceu novamente entre pilhas de sacolas plásticas e latas.

No mapa, as estrelas representam os bairros por onde Sabará recolhe os resíduos recicláveis e a linha azul constrói o trajeto que “suas” latinhas percorrem até serem recicladas.


O Centro de Reciclagem de Latas de Alumínio da multinacional Novelis, em Pindamonhagaba, é o destino final de quase 40% das latinhas de aluminio recolhidas diariamente no Brasil. A empresa é a única no país a produzir lâminas e folhas de alumínio para o corpo e as tampas das latas de bebidas. O espaço físico da fábrica é de 120 mil metros quadrados, o que significa pelo menos mil vezes o tamanho das lojas da Assis Metais e quase 100 mil vezes maior que a marquise da loja na qual mora Sabará. No complexo industrial, são empregadas mais de 12 mil pessoas. Há unidades de produção e escritórios em 11 países, em quatro continentes e a empresa trabalha em um projeto de expansão que em pretende estar presente em 50 países e nos cinco continentes nos próximos 10 anos.

Grande produtora de folhas de alumínio, a Novelis não sobrevive apenas da reciclagem de latinhas. Além de ter sua materia prima advinda da labuta dos catadores, a empresa também possui atividades mineiratórias, na exploração da bauxita.

Após nossa conversa com Sabará, buscamos contato com a Novelis já com alguns questionamentos em mente. O maior deles girava em torno da valorização da mão-de-obra utilizada pela multinacional em sua fábrica. Já tínhamos alguns dados: na mineiração, a Novelis acumulava mais de 700 processos trabalhistas. Como a gigante trata, então, os funcionários da reciclagem?

Nosso contato com a Novelis foi, de certa forma, protocolar. O único canal com o que conseguimos utilizar foi através da assessoria de imprensa, terceirizada. A assessoria, por sua vez, nos ofereceu apenas um e-mail para enviarmos nossas questões, esterilizando ainda mais nossa tentativa de contato com a empresa. Perguntas enviadas, perguntas respondidas.

Conforme informado, no centro de reciclagem da Novelis, localizado dentro da fábrica de Pindamonhangaba, todos os trabalhadores são contratados via empresas terceirizadas. A multinacional garante que procura contratar sempre empresas com bom nome no mercado para o fornecimento da mão de obra terceirizada, mas não acompanha os processos de formação técnica dos empregados.

O mesmo procedimento de contração terceirizada de mão-de-obra era mantido pela Novelis na exploração da bauxita em Ouro Preto, Minas Gerais. A fábrica foi fechada em 2014, e até hoje a empresa responde mais de 350 processos trabalhistas de empregados do local.

Ainda segundo informações da assessoria, o faturamento bruto da Novelis, em 2013, foi de R$241 milhões. Entretanto, não foi especificado o tanto desse montante se refere ao faturamento da empresa com o Centro de Reciclagem. Perguntamos, sem resposta, quanto a Novelis ganha pelo quilo do alumínio, após fundido.


Naquela tarde escaldante de BH, antes mesmo que latinhas que Sabará havia catado naquela manhã embarcassem em sua viagem até a reciclagem, nos despedimos do catador na porta do bar. Apertos de mão, agradecimentos e um pedido: “Se vocês souberem de um emprego com carteira assinada por aí, me falem!”.

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Essa reportagem foi produzida durante a disciplina Laboratório de Produção de Reportagem, com orientação do professor Carlos D’Andrea, por alunos do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais.