GovJam

Nos dias 9 a 11 de Junho, o LabHacker fez parte da Global Govjam, um evento criado para aplicar conceito da Global Service Jam ao mundo governamental. Pequenas equipes, durante 48 horas, trabalharam para criar abordagens e soluções para desafios do serviço público. Pudemos pensar (e principalmente aplicar!) os conceitos de Design Thinking, Design de Serviços, Prototipagem, Inovação e outros. O evento aconteceu simultaneamente em 15 cidades ao redor do mundo e, no Brasil, em São Paulo, Curitiba e Brasília. Aqui na Capital federal, a iniciativa teve o apoio do Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados e do Laboratório de Tecnologias em Participação Social da Presidência da República. No primeiro dia, o evento começou aqui mesmo no LabHacker da Câmara dos deputados. Entramos com o espaço, nosso apoio na comunicação e o nosso coordenador, Cristiano Ferri, foi um dos avaliadores, mas resolvemos, eu (esse que vos escreve) e meu colega Thiago, também participar de todo o processo. Pois bem, os facilitadores Marcela Moraes, André Soares e Karina Perpétuo contaram rapidinho a história do evento e também o porquê de uma “Jam”. É uma geléia? Uma misturada? Fazer mexer, misturar pra gerar novas ideias? Eles passaram alguns lemas — ou, como chamaram, mantras — muito bacanas pra internalizarmos mais rápido a dinâmica e rendermos durante as 48 horas: “Feito é melhor que perfeito”, “A viagem mais que o destino” e “Mais prototipagem e menos mimimi”.

Depois de uma dinâmica básica pra quebrar o gelo e todo mundo se conhecer, fizemos outra pra formar os grupos e discutir o tema da GovJAM. Sem medo de viajar na interpretação, foi o começo pra pensarmos na ideia do que iríamos desenvolver nos próximos dias. (As 48 horas incluiriam as horas de sono e quem disse que eu não acabei sonhando com isso?… :D )

No segundo dia, o evento prosseguiu na Presidência da República, com o apoio do Laboratório de Tecnologias para a Participação Social. Começamos primeiro sabendo um pouco mais sobre Design de Serviços. Não basta ter uma ideia. É preciso testá-la desde cedo pra saber se terá relevância para os usuários, de modo a evitar um custo enorme de desenvolvimento. É preciso aplicar técnicas de “Empatia”, que podem ser entrevistas para verificar anseios e necessidades dos usuários (ou por meio de várias outras técnicas à disposição dentro do Design Thinking mas que foram só citadas, dado o nosso tempo restrito). Nosso final de manhã foi ir a campo para entrevistarmos as pessoas e validarmos ou não nossas hipóteses (Claro! É pouco tempo pra fazer entrevistas com profundidade, mas foi um excelente exercício para sairmos daquele casulo básico e modificarmos nossa ideia inicial ). Depois, tivemos a etapa de “Download” ou, em outras palavras, botar no papel tudo o que recebemos de informação das entrevistas de modo a dar sentido ao que encontramos.

Feito tudo isso, tivemos uma explicação básica sobre prototipagem. É preciso formalizar e testar a nossa ideia. Protótipos são para serem rápidos, manipuláveis e baratos. Não precisa ter muita complicação para formalizar a ideia. Quanto mais cedo fizermos isso, permitiremos que recebamos feedback de outros, que podem nos ajudar — e muito! — nas correções de rumo no desenvolvimento (antes que tenhamos gasto muito dinheiro e tempo). Aqui começamos a ter o apoio de mentores. Fizemos rodadas de apresentação de duas versões dos protótipos. Até o terceiro dia, quando fizemos uma última apresentação “final” do protótipo, para uma última rodada de feedback dos avaliadores.

Ao final da Jam, as equipes fazem upload do que produziram no site do evento. Experiência muito bacana, que adoramos a ajudar a construir e participar. Vários laboratórios de inovação utilizam muito essas metodologias e, como um bom “laboratório”, estamos também aqui abertos pra testar em nossos próprios processos. E quais as ideias apresentadas afinal? Tivemos um portal de inovação para o serviço público, mudanças no atendimento do serviço “Na Hora” para os cidadãos no DF e um aplicativo de avaliação e qualidade das merendas em escolas públicas. É cedo pra dizer se alguma dessas ideias apresentadas vai realmente ser completamente desenvolvida, ainda que tenha aparecido alguma possibilidade real para isso. Mas um benefício claro para todos nós foi ver que o Design Thinking pode — e muito — ser incorporado cada vez mais no nosso trabalho e propiciar uma cultura de inovação para fazermos um serviço público diferente.


Originally published at blog.labhackercd.leg.br on October 19, 2017.

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