Participação e transparência legislativa na América Latina

Viagem relâmpago, fui a Buenos Aires para apresentar alguns projetos do Laboratório Hacker e discutir questões relacionadas à participação popular e à transparência legislativa na América Latina. Tive um encontro com o pessoal da Fundación Directorio Legislativo, do National Democratic Institute (NDI), servidores das casas legislativas da Câmara dos Deputados e Senado Federal da Argentina e assessores parlamentares de deputados da província de Buenos Aires.

No Legislativo, nossos hermanos estão dando passos iniciais em relação à transparência e à participação social. A conversa rendeu muitas ideias para os projetos que estamos desenvolvendo, como o Wikilegis e o Retórica. Estavam presentes o Diretor Geral de Fortalecimento Institucional do Senado, Agustin Real (@agusreal74), a assessora do Deputado Francisco Quintana, Silke Arndt (@silxs). Quem sabe veremos na Argentina o primeiro caso de uso internacional do Wikilegis? Um agradecimento especial ao Franscico Herrero (@fjhr65) do NDI, Maria Barón (@MaraBaron) e Agustina de Luca (@agus_deluca) da Fundación Directorio Legisltivo pela companhia nesse evento! Aproveitei a visita para conhecer o Laboratorio de Gobierno da cidade de Buenos Aires com Juan Vila (@juanmvila), que é coordenador geral de projetos do laboratório. Curti bastante o trabalho que eles estão desenvolvendo em relação ao uso de dados abertos para a melhoria da vida dos cidadãos de Buenos Aires. Um destaque especial para o que estão fazendo com relação à internet das coisas, o uso de sensores para produzir aplicações bem interessantes. Aos amigos que estão trabalhando em Laboratórios de Governo em cidades no Brasil, deixo aqui informações para contato com a equipe de Buenos Aires.

“Reformar el Gobierno es difícil y a veces aburrido. Los laboratorios de innovación lo están haciendo un poco más rápido y mucho más interesante…” (The Economist) algo como: “Reformar o Governo é difícil e entediante. Os laboratórios de inovação estão fazendo isso um pouco mais rápido e de um modo mais interessante…”

Eles criaram uma metodologia de desenvolvimento de soluções públicas com uma mescla de design thinking, lean startup e hackathons. Basicamente, há um primeiro período de encontros para levantar e discutir problemas, um segundo período para prototipar uma solução para esse problema (tudo regado a desenhos em quadros e a muita criatividade) e um terceiro período que é uma maratona de desenvolvimento, na qual todos põem a mão na massa para ver a solução surgir (um hackathon, de fato). Acredito que essa foi uma contribuição interessante para o modelo atual de hackathons. Um dos problemas que vejo nesse tipo de evento é o tempo curto, que não dá para pensar direito no que fazer e exige uma implementação franco atiradora. Já tive a oportunidade de participar de alguns hackathons no Brasil e sempre vi isso como um dos principais problemas da maratona. Um pouco de ordem no caos para dar a ele mais qualidade. Boa hermanos!