#FalaPovo #Henrique Meirelles
— O LabJor FAAP quis saber o que as pessoas que assistiram presencialmente a sabatina de Henrique Meirelles acharam do candidato e das suas propostas:

“De modo geral, eu acho que ele se manteve no status quo. Primeiro que ele é um candidato do governo, da base aliada do governo, que está no poder e não muda muita coisa. Ficou tudo muito perdido, ele não conseguiu responder de fato as perguntas, acho que faltou direcionamento, ficou tudo muito genérico e isso não sanou as dúvidas. A gente acaba entendendo que ele continua em cima do muro, principalmente quando ele foi questionado com relação ao Presidente Temer, se ele indicaria o Temer para um ministério e se continuaria com o foro privilegiado. Então eu tenho minhas dúvidas, não consigo acreditar nele como presidente, na governança dele para um novo brasil. Hoje olhando para o cenário político, eu não consigo identificar um candidato específico, mas eu tenho tendências a gostar de algumas propostas. Eu acredito que a gente precisa educar e a educação passa por um plano centro-esquerda. Dificilmente acredito que a direita ou a extrema direita vá conseguir atender essas demandas, porque ela sempre atende as próprias demandas, é delas, por elas, pra elas. Isso a gente vê. Tudo bem que a esquerda também se mantém nesse papel, que viu que de nada adiantou, mas ainda sim a gente viu uma melhora significativa nesses últimos anos de governo. Eu fico ainda entre o Ciro Gomes e a Marina Silva como candidatos, que de repente merecem um pouco de credibilidade. Pelo conteúdo e pelo o que eu pude ver e perceber.
Vendo as outras sabatinas eu acho que os candidatos precisam dialogar diretamente com a gente, apesar de entender também que esse debate está limitado, eu acho que é um grupo exclusivo de pessoas e precisávamos expandir mais.”
— César Augusto, 26, aluno de Relações Internacionais da FAAP“Eu acho que em alguns pontos ele se posicionou bem, mas ele fugiu muito das perguntas políticas. Ele escapou de responder o por que ele escolheu o PMDB, quem ele indicaria pro Ministério das Relações Exteriores, como ele dividiria os ministérios, se faria indicação política ou não.
Ficou estranho, porque ele era Presidente do Banco Central, mas não sabia da corrupção, do dinheiro que estava sendo enviado para a África, no BMDS, na Petrobras. Então ele fugiu muito, o que foi um ponto negativo. E o ponto positivo é que ele tem um propósito interessante, principalmente na educação, que é de focar na primeira infância, isso gostei bastante.
Eu concordo com ele que a gente precisa de convergência, então eu acho que um candidato mais ao centro, fora da polarização que está entre o bolsonaro e o Lula ou o candidato do Lula, acredito que seja o Alckmin.”
— Guilherme Mendes, 28, Candidato a Deputado Estadual pelo PPS“Achei muito interessante, achei que um político hoje ele precisa ter dois pontos primordiais: trajetória e capacidade. Meirelles tem esses dois pontos, é um cara muito capaz, ele provou isso. A trajetória dele é incrível, até um ponto que ele não precisava ser presidente. O idealismo dele é muito forte. Vi que ele fugiu de alguns pontos, ele desviou muito, não foi muito claro. Em certos pontos acho que ele tem um modelo muito idealista e um modelo muito do mundo ideal, por exemplo, em relação a saúde pública, a caderneta da criança está se deslocando e ela ter acesso a isso a vida toda é o mundo ideal, é algo perfeito, mas no modelo público de saúde de hoje, falta seringa, falta soro. Ele também falou na proposta de blockchain, é uma proposta incrível, mas acho que temos que olhar mais por base, porque na bolha que ele trabalhou durante muito tempo foi muito longe e fez coisas incríveis, mas tem que estar mais próximo da população, mais próximo da realidade.
Eu acho que não votaria nele. Ele é completamente capacitado para estar em algum ponto, foi ministro da fazenda e exerceu muito bem essa função. Mas como presidente eu acho que falta um pouco de empatia com o povo e viver um pouco dessa realidade que a galera vive. O discurso dele em relação ao povo ainda está muito distante, ele não sabe o que a periferia passa, ele não tem ideia. Pode ler a respeito, mas não sabe o que o povo precisa. Acho que ainda está muito distante, então por esse ponto não votaria nele.
Eu tenho prestado muita atenção em relação aos deputados estaduais e federais, porque acho que tem que renovar a base. Voto de presidente ainda não tenho claro. É triste, porque a gente enfrenta um ponto de falta de liderança, crise de liderança. Hoje a gente tem que olhar pro presidente e escolher o menos pior.”
— Bernardo Veronezi, 28, Engenheiro formado pela FAAP e trabalha com marketing na campanha do Guilherme Mendes
Isabela Guaraldi, estudante de jornalismo na FAAP e repórter do LabJor FAAP.
Gianna Staniscia é estudante de jornalismo na FAAP e repórter do LabJor FAAP.
Mayara Bosco, estudante de jornalismo na FAAP e repórter do LabJor FAAP.

