Geraldo Alckmin — Um novo governo com velhos aliados?

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LabJor FAAP
Sep 6, 2018 · 14 min read

Perfil dos Candidatos

Foto: Reprodução / Twitter

O presidenciável e ex-governador paulista Geraldo Alckmin é o sexto candidato convidado da sequência de sabatinas Estadão/Faap. É a segunda vez que o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) concorre a presidência da República; concorreu pela primeira vez nas eleições de 2002, quando foi candidato também pelo PSDB.

Geraldo José Rodriguês Alckmin Filho é natural de Pindamonhangaba, município do interior paulista. É médico formado pela Universidade de Taubaté. Desde cedo, Alckmin teve uma educação com forte influência na religião, alegando que seu tio fazia parte da prelazia católica da Opus Dei e seu pai era franciscano. Bom aluno, na adolescência Alckmin dava aulas particulares de química e biologia e o dinheiro que ganhava com a atividade era poupado para pagar a futura faculdade.

A largada de Alckmin na política brasileira se deu ao ser eleito vereador de Pindamonhangaba em 1972, aos 19 anos de idade — até hoje é o vereador mais bem votado da história da cidade, com mais de 10% dos votos válidos. Na época se filiou ao antigo, e recentemente renovado, Movimento Brasileiro Democrático (MDB). Ainda em seu primeiro mandato, Geraldo Alckmin foi eleito presidente da Câmara Municipal. Em 1976 ele foi eleito prefeito de Pindamonhangaba, sendo o prefeito mais jovem da história da cidade.

Nas eleições estaduais de 1982, Alckmin se elegeu deputado estadual pelo estado de São Paulo com 96.232 mil votos. Passou a trabalhar ao lado de nomes como Franco Montoro, Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso.

Foi eleito deputado federal nas eleições de 1986 com 125.127 mil votos. Descontente com os rumos do então recém formado PMDB, Alckmin deixou a sigla em 1988 e juntou-se ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro, José Serra, Bresser Pereira e Mario Covas, além de outros dissidentes políticos, para formar o Partido da Social Democracia Brasileira.

Alckmin foi reeleito deputado federal em 1990 com 55.639 mil votos e foi autor do projeto de Lei 8079/90, que se transformou no Código de Defesa do Consumidor. Foi relator na Câmara dos Deputados do projeto de Lei que mais tarde se transformou na Lei de Benefícios da Previdência. Foi também relator de projetos de lei que convergeram para a formação da Lei Orgânica de Assitência Social (LAOS) e de projetos de lei que facilitavam e disciplinavam as doações de órgão para transplante.

Entre 1991 e 1994, Alckmin, assumindo a função de presidente estadual do PSDB de São Paulo, fundou os diretórios do partido pelos municípios de todo estado, fortalecendo a base do PSDB em São Paulo e convocando um maior número de siglas aliadas. O trabalho fez com que Mário Covas o convidasse para ocupar a posição de vice-governador em sua chapa para as eleições de 1994.

Em 1994, elegeu-se vice governador do Estado de São Paulo na chapa de Mário Covas. Os tucanos dependiam um do outro para dominância do PSDB no estado; Alckmin foi um dos principais articuladores políticos do governo Covas, mantendo fiéis as bases de partidos aliados nas regiões do Vale da Paraíba e Litoral Norte. A articulação política de Alckmin proporcionou uma segunda vitória da chapa Covas-Alckmin nas eleições estaduais de 1998, derrotando em segundo turno Paulo Maluf.

Geraldo Alckmin se retirou do cargo de vice-governador em 2000 e se candidatou à Prefeito de São Paulo. Mas foi derrotado no primeiro turno, chegando em terceiro lugar com 952.890 mil votos, com 17,26% dos votos válidos. Foi sua primeira derrota em eleições. Voltou a ser vice-governador de Covas ainda em 2001

Com a morte de Covas, em 2001, assumiu o Governo do Estado e se reelegeu em 2002. A candidatura de Alckmin foi contestada na justiça pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Progressista Brasileiro (PPB), que argumentaram que Alckmin teve dois mandatos como vice-governador e foi governador durante dois anos, logo após o falecimento de Mário Covas. Apesar da contestação, a candidatura de Alckmin foi validada na justiça. Ele foi eleito governador do estado de São Paulo no segundo turno com 12.008.819 milhões de votos.

Alckmin deixou o cargo de governador do estado em São Paulo em março de 2006 para concorrer, pela primeira vez, à presidência da República. Alckmin foi o segundo nome preferido do partido para disputar as eleições presidenciais de 2006 — José Serra, prefeito da cidade de São Paulo era o favortito pela cúpula do partido para concorrer, mas ele desistiu.

Alckmin perde a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. O tucano e o petista foram para o segundo turno, com respectivamente 41, 63% e 48,6% dos votos válidos. Lula ganhou no segundo turno, com 60,82% ou 58 milhões de votos válidos, enquanto Alckmin obteve 39,17% ou 37,6 milhões de votos válidos.

Em 2007, Alckmin foi aluno visitante do Centro de Relações Internacionais de Weatherhead, em Massachusets nos EUA

Em 2008 tentou se eleger à Prefeitura de São Paulo, mas foi derrotado no primeiro turno. Em 2009, foi nomeado ao cargo de Secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo pelo então governador José Serra.

Foi eleito governador pela terceira vez em outubro de 2010. Apesar do abalo à sua gestão por greves na educação e na saúde em 2013, assim como pelas manifestações populares que afetaram a taxa de aprovação de seu governo em São Paulo, Geraldo Alckmin conseguiu se reeleger em 2014 no primeiro turno. Sua coligação, chamada “Aqui é São Paulo”, teve a estratégia de instigar o “orgulho paulista” no eleitor. Deixou o governo no dia 6 de abril de 2018, deixando seu vice, Márcio França do PSB (Partido Socialista Brasileiro), assumir o governo. Deixou o Palácio dos Bandeirantes para disputar a presidência.

Alckmin assumiu a presidência nacional do PSDB em 2017, sucedendo Aécio Neves no comando do partido.

Alckmin se posiciona como liberal democrata dentro do espectro político. Na contramão a uma direita considerada mais conservadora, é contra a revisão do Estatuto do Desarmamento. Mas se pronunciou a favor da manutenção da Reforma Trabalhista e da PEC do Teto de gastos (PEC 95). Caso eleito, diz que aprovará uma Reforma da Previdência que será desenvolvida pelo seu próprio governo.

Para concorrer à presidência, Alckmin conseguiu fazer aliança com os partidos do chamado “Centrão” — PP, PR, PRB, DEM e Solidariedade. A aliança partidária concedeu-lhe o maior tempo de TV de todos os candidatos: são 6 minutos e 3 segundos dedicados à campanha eleitoral de Alckmin. O segundo maior tempo de TV seria do candidato do PT a presidência, com 2 minutos e 7 segundos dedicados à propaganda eleitoral.

O candidato Geraldo Alckmin é acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público de São Paulo — a denúncia consta que o candidato recebeu Caixa 2 da Odebrecht. Ele nega a acusação e diz que sequer houve cogitação da prática.

O LabJor Faap conferiu o plano de governo do tucano e contextualizou algumas de suas propostas dentro do atual cenário político, econômico e social brasileiro, verificando a viabilidade de suas propostas.

1. O BRASIL DA INDIGNAÇÃO

“ Vamos combater a corrupção, eliminar privilégios e criar mecanismos de avaliação e de mensuração da qualidade e da eficiência dos serviços públicos”

Tolerância zero com a corrupção

• Promover a reforma política e o voto distrital para reduzir o número
de partidos e reaproximar o eleitor do seu representante

• Combater o desperdício, reduzindo o número de ministérios e cargos públicos
e cortando despesas do Estado, bem como mordomias e privilégios

• Estabelecer uma cultura de acompanhamento e avaliação dos resultados
de todas as políticas públicas implementadas pelo Estado

• Criar mecanismos de transparência para que o cidadão possa acompanhar
a execução das políticas públicas e opinar sobre elas

• Garantir a segurança jurídica por meio da desburocratização de processos,
simplificação de regras e despolitização de agências reguladoras

• Criar e desenvolver o ‘Projeto Cidadão’: menos regras, menos certidões, mais
confiança na idoneidade dos cidadãos e punição rigorosa para quem fraudar

• Descentralizar o poder e dar mais autonomia para estados e municípios

• Eliminar o déficit público em dois anos

• Privatizar empresas estatais, de maneira criteriosa, para liberar recursos para
fins socialmente mais úteis e aumentar a eficiência da economia

• Reduzir a fragmentação excessiva e os conflitos entre instâncias e órgãos
de governo

• Simplificar o sistema tributário pela substituição de cinco impostos e
contribuições por um único tributo: o Imposto sobre Valor Agregado (IVA)

• Criar um sistema único de aposentadoria, igualando direitos e abolindo
privilégios

• Reduzir o número de homicídios, engajando estados e municipios para reduzir
a taxa de homicídios para, pelo menos, 20/100 mil habitantes

• Combater o crime organizado e o tráfico de armas e drogas com a integração
da inteligência de todas as polícias

• Criar a Guarda Nacional como policía militar federal apta a atuar em todo
o território nacional.

• Apoiar uma ampla revisão da Lei de Execução Penal para tornar mais difícil
a progressão de penas para os infratores que cometeram crimes violentos
e que tenham envolvimento com o crime organizado

Para Considerar: São Paulo é o estado brasileiro com a menor taxa média de homicídios. São 9,5 a cada 100 mil habitantes, segundo o último dado, datado de 2016. Em comparação, o valor registrado para todo o Brasil é de 28,6 homicídios para 100 mil habitantes.

Segundo o Atlas da Violências de 2017 produzido pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), as maiores taxas de morte violenta do país estão em três estados do Nordeste. Sergipe atinge a proporção de 58,1 mortes violentas por 100 mil habitantes, a maior do Brasil. Ainda de acordo com o Atlas da Violência 2017, 71,9% dos homicídios no Brasil são cometidos por armas de fogo. O aumento em 1% da proliferação de armas de fogo equivale à um aumento de 2% da taxa de homicídio.

2. O BRASIL DA SOLIDARIEDADE

“ redução das desigualdades sociais exigirá um sério comprometimento do governo”

Vamos dar prioridade à primeira infância. Promoveremos a integração de
programas sociais, de saúde e educação, do período pré-natal até os seis anos de
idade, para que nossas crianças possam ter, de fato, igualdade de oportunidades

• Investiremos na educação básica de qualidade e teremos como meta crescer 50
pontos em 8 anos no PISA — o mais importante exame internacional de avaliação
do ensino médio

• A revolução na educação básica requer um sério investimento na formação e
qualificação dos professores. Vamos transformar a carreira do professor numa
das mais prestigiadas e desejadas pelos nossos jovens

• Vamos incrementar o programa Bolsa Família, aumentando os benefícios para os mais necessitados

• A digitalização de dados, a implantação de um cadastro único de todos os
usuários do SUS e a criação de um prontuário eletrônico com o histórico médico de cada paciente, são passos fundamentais para melhorar a qualidade do
atendimento na saúde e combater desperdícios

• Vamos ampliar o Programa Saúde da Família e incorporar a ele mais especialidades

• Criaremos um programa de credenciamento de ambulatórios e hospitais “amigos do idoso”

• Vamos fomentar ações voltadas à prevenção da gravidez precoce, adotando
estratégias educativas de sensibilização de adolescentes e apoio integral no caso
de gestação

• Atuaremos na prevenção primária e secundária ao crime nas áreas mais violentas do país, com atenção especial aos jovens, que são sua maior vítima

• Vamos estabelecer um pacto nacional para a redução de violência contra idosos, mulheres e LGBTI e incentivar a criação de redes não-governamentais de apoio ao atendimento de vítimas de violência racial e contra tráfico sexual e de crianças

• Adotaremos políticas afirmativas para as populações negra e indígena,
garantindo a igualdade de oportunidades

• Vamos zelar pelo cumprimento dos dispositivos da Lei Brasileira de Inclusão
da Pessoa com Deficiência e promover sua regulamentação

• Garantir que todas as crianças estejam plenamente alfabetizadas até 2027

• Oferecer proteção especial para o idoso, mediante programa de combate
aos maus tratos, como também de acesso à moradia, educação e cursos
profissionalizantes

Para considerar: O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2017, a nota média de uma escola brasileira nos anos iniciais do ensino fundamental brasileiro (do 1º ano ao 3º ano), incluindo o sistema público e privado de educação, é de 5,8. Isto foi acima da média prevista pelo Ideb para o começo do ensino fundamental por apenas 0,1 pontos.

Todavia, o Ideb ficou abaixo da meta projetada para os anos finais do ensino fundamental (do 4º ano ao 8º ano). O índice do Ministério da Educação (MEC) previa uma nota média de 5,0 das escolas brasileiras nos anos finais do ensino médio — a média obtida pelo estudo foi de 4,7. O pior desempenho foi das redes estaduais e municipais de ensino público. Segundo o constatações da nota técnica do Ideb: “Sabe-se que, no Brasil, a questão do acesso à escola não é mais um problema, já que quase a totalidade das crianças ingressa no sistema educacional. Entretanto, as taxas de repetência dos estudantes são bastante elevadas, assim como a proporção de adolescentes que abandonam a escola antes mesmo de concluir a educação básica.” Os resultados do Ideb são calculados a partir da participação dos estudantes no SAEB (Sistema de Avaliação de Educação Básica) em combinação com a taxa de aprovação dos estudantes

O analfabetismo, segundo a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) de 2016, continua um problema que afeta aproximadamente metdade dos alunos do país nas três áreas básicas do processo de alfabetização: leitura, escrita e matemática. Cerca de 54,73% dos estudantes brasileiros, da educação pública e privada, apresentou índice de proficiência insuficiente: estes alunos são incapazes de localizar uma informação específica no desenvolvimento e final de um texto. São 34% dos estudantes que apresentaram proficiência insuficiente na escrita: são incapazes de dar continuidade narrativa em sua produção textual. E 54,46% dos alunos apresentou um grau de proficiência insuficiente em matemática: são alunos incapazes de associar o conjunto de um valor monetário de moedas com o valor monetário de uma cédula. A região Norte tem o pior índice do país em todos os três aspectos de alfabetismo básico.

O MEC criou em fevereiro de 2018 o Programa Mais Alfabetização, fundamentado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional — Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. O programa tem como finalidade combater o baixo índice de analfabetismo entre os estudantes do início do ensino fundamental, com base nos resultados da última edição da ANA. Para além disso, o Mais Alfabetização tem o objetivo de previnir o abandono, a reprovação e distorção de idade/ano dentro das escolas brasileiras, atendendo as unidades escolares mais vulneráveis primeiro.

3. O BRASIL DA ESPERANÇA

“O Brasil precisa voltar a crescer, atrair investimento privado e gerar emprego e renda”

Priorizaremos políticas que permitam às regiões Norte e Nordeste desenvolver
plenamente as suas potencialidades em áreas como energias renováveis, turismo, industria, agricultura e economia criativa

• Abriremos a economia e faremos com que o comércio exterior represente
50% do PIB. isso é vital para retomarmos a agenda de competitividade do país

• Transformaremos o Brasil no país mais atrativo para empreender e investir na América Latina

• Vamos dar prioridade aos investimentos em infraestrutura, em parceria com a iniciativa privada, como fator estratégico para aumento da competitividade
da economia brasileira

• Fortaleceremos o ensino técnico e tecnologico, qualificando os jovens para atua na nova economia

• Vamos estimular as parcerias entre universidades, empresas e empreendedores para transformar a pesquisa, a ciência a tecnologia e o conhecimento aplicado, em vetores do aumento de produtividade e da competitividade do Brasil

• Usaremos a nossa diplomacia para firmar acordos comerciais que nos ajudem a expandir os mercados brasileiros no exterior e a reinserir o país na economia global

• Promoveremos o desenvolvimento da indústria 4.0, da economia criativa e da indústria do conhecimento, fomentando o empreendedorismo em áreas de inovação, da cultura, do turismo e, especialmente, em áreas onde já somos
líderes, como a agroindústria

• A liderança do Brasil na agricultura será reforçada pela transformação do Plano Safra em um plano plurianual para dar previsibilidade às regras da política agrícola, pela garantia da paz e da segurança jurídica no campo e pela consolidação dos programas de seguro agrícola e rural

• Nas Relações Exteriores, o Brasil vai defender vigorosamente os valores que
prezamos internamente, como a democracia e os direitos humanos, em especial na América do Sul. Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), servirão como referências no relacionamento externo brasileiro. A gestão da Amazônia, bioma compartilhado com nações amigas, receberá especial atenção. O meio ambiente e o desenvolvimento sustentável são grandes ativos do Brasil.

Perseguiremos com afinco o cumprimento das metas assumidas no Acordo de Paris

• O Brasil vai crescer de forma sustentável. Somos a principal nação do mundo para liderar a economia verde, conciliando desenvolvimento com preservação. Por isso, seremos firmes e técnicos na questão ambiental, evitando a politização e a visão de curto prazo que pautaram os debates ambientais

• Reconheceremos as diversas manifestações da cultura brasileira em seu valor intrínseco, como ferramenta de projeção do Brasil e como parte da política de desenvolvimento econômico

Para considerar: O Brasil teve uma queda dentro do ranking softpower30 da University of Southern California, que avalia a diplomacia dos principais países de cada continente do planeta. Antes colocado na 23º posição do ranking feito em 2015 pela USC, na versão mais recente, de 2018, o Brasil aparece em penúltimo lugar da lista, na 29º posição. O ranking tem seus resultados baseados em uma conjunção de fatores que contribuem para relações globais e influência economica.

São considerados os índices de: engajamento social, confiança no governo político, o empreendimento financeiro, a qualidade da educação, a produção cultural e a produção tecnológica/digital.

A queda do Brasil no índice de diplomacia é, segundo a USC, devido ao acobrimento do sucesso das Olimpíadas pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 31 de agosto de 2016, e pelos escandalos de corrupção dos políticos brasileiros. O que intensificou ainda mais a insegurança econômica e jurídica, prejudicando a confiabilidade de suas instituições. Por isso, o Brasil perfomou abaixo do que em 2015 nos índices de produção digital, engajamento social, empreendimento e, obviamente, confiança no governo político. Por outro lado, o softpower30 considerou que a produção cultural positiva neste mesmo período; o país manteve a forte adesão ao futebol e ao carnaval.

Quanto à balança comercial brasileira até o mês de agosto de 2018, o Brasil têm mantido suas principais relações comerciais com a China, Estados Unidos, Argentina e Panamá. Apesar de um superávit de 15 bilhões de reais no mês de agosto, a balança comercial de 2018, em comparação com agosto de 2017, apresentou uma queda no saldo de exportações e importações: a queda mais notável foi no saldo em transações comerciais com a China — antes atingindo R$ 5,495 bilhões, neste ano a balança fechou com um saldo de R$ 2,482 bilhões. Detalhe: os valores apresentados na tabela do Ministério da Industria, Comércio Exterior e Serviços são em US$ (dólar)

Para considerar: Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), plano ao qual o candidato Geraldo Alckmin se refere em seu plano de governo, é uma diretriz da Cúpula das Nações Unidas pelo Desenvolvimento adotada pelo Itamaraty para determinar as políticas nacionais e de cooperação internacional pelos próximos quinze anos. O Brasil participou de todos os encontros de negociação intergovernamental e definiu para si dezessete objetivos e 169 metas. A ideia do ODS surgiu em 2013, após a conferência ambiental Rio+20. Segundo a página do Itamaraty, no site do governo federal, o Brasil tem se empenhado para cumprir suas metas em diferentes áreas, tais como: segurança alimentar e agricultura, igualdade de gênero e erradicação da pobreza

Agência contra Fake News

O site combate a notícia de que sobrinha de Alckmin trabalhou dentro de seu gabinete em seu segundo mandato como governador de São Paulo, por exemplo, exibindo um post em rede social feita pela própria sobrinha, alegando estar na assessoria do deputado federal Roberto Freire (PPS) durante o período em que foi acusada de trabalhar com Alckmin, de 2015 à 2017.

Geraldo Alckmin é o único candidato que possui uma plataforma de combate a notícias falsas de sua candidatura.


RESUMO

Nome: Geraldo José Rodriguês Alckmin Filho

Nascimento: 7 de novembro de 1952

Naturalidade: Pindamonhangaba, Vale do Paraíba (SP)

Coligação: Para Unir o Brasil — PSDB/DEM/PTB/PP/PR/SDD/PPS/PRB/PSD

Partido: Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)

Vice: Ana Amélia — É natural de Lagoa Vermelha, no Rio Grande do Sul (RS) e construiu sua carreira como jornalista e comentarista do grupo RBS em Brasília (DF). Deixou a profissão em 2010 quando candidatou-se ao Senado Federal pelo Partido Progressista (PP). Foi parte da bancada de oposição do governo de Dilma Rouseff, e apoiou publicamente o processo de impeatchment contra a presidente. Ela faz parte da chamada bancada ruralista: grupo de parlamentares que defende a expansão do agronegócio brasileiro.

Pedro Knoth é Editor Executivo do LabJor FAAP e estudante do 6º semestre de Jornalismo na FAAP.

Thais Morais é advogada e estudante do 8º semestre de Jornalismo na FAAP.

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Laboratório de produção de conteúdos jornalísticos do curso de Jornalismo da FAAP | Contato: labjor@faap.br

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