Henrique Meirelles — novos adjetivos para um mesmo Brasil?

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LabJor FAAP
Sep 5, 2018 · 16 min read

Perfil dos Candidatos

Foto: Dida Sampaio / Estadão

Nascido em Anápolis, Goiás, Henrique Meirelles se formou em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) em 1972, contrariando inicialmente a carreira política familiar. Seu pai foi interventor federal em Goiás durante o governo do presidente Eurico Dutra e seu avô foi prefeito de Anápolis por três vezes.

Dois anos depois de sua graduação, concluiu um MBA pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro e iniciou sua carreira em instituições financeiras no BankBoston, trabalhando no Departamento de Leasing e assumindo a Presidência do banco menos de 10 anos depois.

Ocupou este cargo até 1996, quando foi escolhido pelo conselho para se tornar presidente mundial da instituição, sendo o primeiro estrangeiro a presidir um banco americano.

Meirelles tornou-se conselheiro do Banco Raytheon em 1998 e no ano seguinte assumiu a presidência do Global Banking, a 8° instituição financeira dos Estados Unidos. Nos anos em que esteve no país, foi um dos membros do governo de Bill Clinton, ex-presidente americano.

Iniciou sua carreira política aos 57 anos, filiando-se ao PSDB quando retornou ao Brasil — tendo se candidatado e eleito a deputado federal, em Goiás, naquele ano com o maior número de votos no estado. Entretanto, no ano seguinte foi indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser o presidente do Banco Central. Meirelles renunciou do cargo e desfiliou-se do PSDB.

Permaneceu na presidência do Banco Central até 2010, quando foi escolhido como coordenador do Conselho Público Olímpico no ano seguinte pela ex-presidente Dilma Rousseff. Com um mandato de quatro anos, administrou todos os investimentos dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

Voltou a atuar no setor privado paralelamente ao cargo, trabalhando na implementação do Banco Original — pertencente ao grupo J&F, da família de Joesley Batista, dona do frigorífico JBS, que hoje cumpre prisão domiciliar por manipulação do mercado de ações usando informações privilegiadas que envolviam uma delação premiada. Joesley também é acusado de envolvimento no chamado “Quadrilão do PMDB”.

Em 2011, Meirelles filiou-se ao PSD. Indicado pelo presidente Lula para assumir o Ministério da Fazenda, foi colocado no cargo apenas em maio de 2016, em meio ao processo de impeachment e convidado pelo presidente Michel Temer, tornando-se o principal nome da equipe econômica responsável pelo teto de gastos e pela reforma trabalhista.

O candidato se filiou ao MDB este ano, para tentar chegar ao Planalto pela primeira vez. Mesmo vencendo a convenção do partido para concorrer à Presidência, sua candidatura foi criticada por líderes do MDB, como Renan Calheiros, dado o seu baixo apoio popular. Por outro lado, sua campanha se sustenta na proximidade com o presidente Michel Temer, com o senador Romero Jucá e o ministro Eliseu Padilha.

Henrique Meirelles adota uma postura liberal na economia, favorável à livre iniciativa. Já no campo comportamental, o candidato demonstra uma opinião flexível, apesar de ter firmado posicionamento contrário à descriminalização do aborto. No quesito de liberação da maconha se mostra favorável, principalmente para uso medicinal.

1.Pacto pela confiança

A candidatura de Henrique Meirelles está ancorada no resgate da confiança do povo brasileiro.

Sua meta é fazer com que o país volte a ter credibilidade e, com isso, retome o crescimento da economia para assegurar mais trabalho e renda aos brasileiros

Para isso, Meirelles usará sua experiência como executivo da iniciativa privada e da área pública para comandar o país.

2- Crescimento econômico

Crescimento de 4% ao ano, novos empregos e inflação sob controle.

Recuperar a economia e retomar o crescimento serão prioridades.

3- Geração de emprego

Retomar o crescimento da economia para que os atuais 13 milhões de brasileiros desempregados voltem ao mercado de trabalho. Fazer com que as indústrias voltem a produzir, novas empresas saiam do papel e os investimentos sejam dinamizados, possibilitando a criação de novos postos de trabalho.

Para ajudar o profissional na conquista do 1° emprego, ele propõe expandir a oferta de vagas no ensino técnico e o incentivo à contratação de trabalhadores que estão chegando ao mercado de trabalho.

Meirelles também vai incentivar a redução da diferença salarial entre homens e mulheres, respaldado pela nova lei do trabalho aprovada no ano passado.

4- Mais saúde

O Estado tem o dever de priorizar o bem-estar do paciente, fortalecer a saúde preventiva e levar dignidade e respeito a todos que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais postos de saúde, ampliação do Programa Saúde da Família, retomada dos Mutirões da Saúde e melhor organização, eficiência e gestão do sistema.

Para Meirelles, é fundamental trabalhar pela melhoria da vida dos pacientes que utilizam o SUS. A informatização do setor pode ajudar na redução das filas de exames e cirurgias em todo país, facilitando o acesso da população, de Norte a Sul, de Leste a Oeste.

Priorizar a eficiência dos gastos no setor e focar em propostas que ofereçam resultados concretos, como a recuperação financeira da Santas Casa e instituições filantrópicas, auxílio às prefeituras para a recuperação de postos de saúde desativados e força-tarefa para acelerar o funcionamento de postos que estão quase prontos.

5- Educação de qualidade

Para Henrique Meirelles, o desafio é democratizar o ensino, reduzir a desigualdade e promover uma educação de qualidade nos quatro cantos do país. Para que isso seja possível, ele apostará no programa Pró-Criança, oferecendo às famílias atendidas pelo Bolsa Família, nos modelos do ProUni, o direito de colocarem os filhos em creches particulares.

Meirelles também destaca a importância da formação continuada e de melhores condições de trabalho dos profissionais de Educação como parte dessa retomada do ensino de qualidade no Brasil.

6 — Segurança

O primeiro passo para diminuir os índices de criminalidade é ampliar o policiamento ostensivo com incremento de parcerias público-privadas. Também é necessário dar infraestrutura às polícias.

Criação de um sistema unificado das polícias estaduais em todo o Brasil, desenvolvendo uma rede de inteligência policial com a coordenação do governo federal.

Urgência em reformar o sistema penitenciário nacional, com a construção de novas unidades de detenção, que consigam separar os chefes de quadrilhas dos detentos de menor periculosidade, cuja probabilidade de recuperação é elevada.

Proteger nossas fronteiras do tráfico de drogas e de armas.

Patrocínio de ações que visem à defesa das riquezas naturais e do meio ambiente, em especial na Amazônia. Também fortalecerá a segurança cibernética do Brasil.

7- Infra-estrutura

Retomar as obras paralisadas financiadas pelo Governo Federal, não apenas para impulsionar a economia no curto prazo, mas para expandir a capacidade de crescimento e competitividade do país e o bem-estar da população.

Segundo Meirelles, o BNDES poderá ser instrumento no processo de avaliação e priorização das obras, envolvendo ainda as universidades na identificação de prioridades.

Obras de mais impacto social são prioritárias. Os investimentos em saneamento básico, mobilidade urbana e equipamentos sociais, como creches e postos de saúde, serão retomados logo no início do seu governo.

O candidato também propõe planejar melhor a expansão da infraestrutura no país e simplificar o processo de concessões, possibilitando uma desconcentração dos investimentos, tanto em termos regionais como de tamanho.

No caso das concessões plenas, reequilibrar o risco do empreendimento entre poder concedente e concessionário, evitando os extremos, atraindo, dessa forma, um universo maior de investidores com maior segurança jurídica.

As agências reguladoras também precisam ser dotadas de efetiva autonomia decisória e financeira, reduzindo a incerteza regulatória que faz enorme dano ao país.

Meirelles planeja ainda acelerar o processo de privatização nas áreas em que isso for necessário, garantindo que os recursos públicos não escoem pelo ralo dos prejuízos das empresas que hoje dependem do Tesouro Nacional.

Programas de redução do desmatamento na Amazônia, de recuperação de nascentes e de revitalização do Rio São Francisco serão acelerados, bem como a conversão de multas ambientais em novos recursos para programas de conservação e revitalização do meio ambiente.

A retomada das obras de infraestrutura e logística é decisiva para o aumento da competitividade da agricultura.

Financiamento, inovação, expansão de projetos de pequenos produtores serão prioridade para que agricultores sigam ampliando a produtividade.

8- Reformas

O caminho para o crescimento é o resgate da confiança. E a confiança se conquista com emprego, adotando uma política econômica eficiente e com planejamento dos gastos públicos.

O Brasil precisa de mudanças estruturantes e de um choque de produtividade.

Trabalhar pela geração de empregos é o que vai promover a retomada da confiança e trazer estabilidade para o país.

O Plano de Governo do candidato à presidência Henrique Meirelles é baseado em cinco premissas: “Brasil mais forte”; “Brasil mais justo”; “Brasil mais integrado”; “Brasil mais humano” e “Brasil mais seguro”.

1- O BRASIL MAIS FORTE

Para a geração de empregos,o fundamental é resgatar a confiança no Brasil, adotando a política econômica correta e levando adiante uma agenda para aumentar a produtividade.

O Governo Meirelles terá como meta fazer o país voltar a crescer 4% ao ano.

Além da volta do crescimento, o país terá de encontrar formas de facilitar a adaptação da mão de obra às novas condições de trabalho.

Não há como enfrentar as tecnologias do século 21 sem mudar nossa forma de pensar sobre a educação, o trabalho, a previdência social e a regulação dos negócios. O Governo Meireller vai:
- Facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho, expandindo a oferta de vagas no ensino técnico e incentivando o primeiro emprego;
- Simplificar e informatizar todo o processo de gestão de mão de obra;
- Incentivar a redução da diferença salarial entre homens e mulheres, respaldado pela nova lei do trabalho aprovada em 2017.

Para promover o crescimento sustentado, impõe-se uma necessária e inadiável reforma da Previdência Social, visando sobretudo ao combate a distorções e privilégios.

Garantir a aposentadoria de quem mais precisa passa por mudanças no sistema que contemplem duas questões: a adoção de uma idade mínima para se aposentar e a convergência do sistema de aposentadorias dos funcionários públicos ao sistema dos trabalhadores do setor privado, ambas já em discussão no Congresso.

O desenvolvimento de um BRASIL MAIS FORTE também prevê uma reforma tributária ampla. É fundamental simplificar o sistema tributário brasileiro com estudos que visem à criação de um imposto de valor agregado, o IVA.

Uma reforma tributária precisará respeitar o tempo de adequação do novo modelo, sem comprometer incentivos legalmente estabelecidos. Mas deverá resultar num sistema mais eficiente, sem aumentar a carga tributária.

O Governo de Henrique Meirelles trabalhará para que orçamento federal seja mais transparente e impositivo, um formato que poderá fazer da discussão em torno de receitas e despesas do Governo Federal, pelo Congresso, um dos pontos mais importantes da atividade parlamentar, como nas democracias maduras.

O BRASIL MAIS FORTE deve, ainda, tornar os serviços públicos e as ações de governo mais acessíveis aos cidadãos, a partir de novas tecnologias, colocando o Governo Federal verdadeiramente no século 21.

O Governo Meirelles fará isso com a criação de um Gabinete Digital ligado diretamente ao Presidente da República.

O Gabinete Digital será responsável por criar novas soluções para os cidadãos, além de pensar todas as ações digitais já existentes, integrando todos os sistemas do governo, centralizando as informações dos cidadãos e tornando-as acessíveis onde estes estiverem.

Um BRASIL MAIS FORTE terá também uma política externa alinhada com os valores e os interesses da sociedade. É natural, portanto, que seja posta, em primeiro lugar, a serviço do desenvolvimento. O Brasil será mais competitivo e crescerá mais se for mais integrado ao mundo e às chamadas cadeias globais de valor.

A política externa do Governo de Meirelles estará voltada à abertura de mercados para nossos produtos, à atração de investimentos para nossos setores produtivos e para nossa infraestrutura. Será uma política externa de fortalecimento de um Mercosul que privilegie o livre mercado. Será uma política externa de mais acordos econômico-comerciais com parceiros de todos os perfis e de todas as partes do mundo.

Priorizaremos as negociações em curso, como a do Mercosul com a União Europeia, e abriremos novas frentes. Vamos negociar a adesão à OCDE, em busca do aprimoramento de práticas compatíveis com os mais elevados padrões mundiais.

Tudo isso sem abrir mão dos nossos valores fundamentais: a democracia, os direitos humanos e o diálogo. O Governo Meirelles defenderá uma ordem internacional baseada nessas regras.

Para considerar: O Brasil, segundo o Banco Mundial, entre os anos de 2003 e 2014 progrediu econômica e socialmente, com mais de 29 milhões de cidadãos saindo do status de pobreza, consequentemente diminuindo a desigualdade social no país. Entretanto, a partir de 2015, a diminuição da pobreza estagnou e, o crescimento anual do Brasil passou de 4,5%, entre 2006 e 2010, para 2,1%, entre 2011 e 2014.

De acordo com o estudo de Estatísticas de Gênero, feito pelo IBGE, as mulheres trabalham, aproximadamente, três horas a mais que os homens, também cuidando da casa e dos filhos. Têm um nível educacional maior e ainda ganham, em média, 76,5% do salário dos homens.

Segundo o portal da Câmara dos Deputados, existe um Projeto de Lei — n°3.772/15 — , sancionado pelo deputado Giuseppe Vecci, propondo medidas de abertura da economia no Brasil e de licitações. Entretanto, a proposição ainda está “sujeita à apreciação conclusiva pelas comissões”.

A OCDE é uma organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que tem o objetivo de promover políticas que possam melhorar a economia e o bem-estar social das pessoas no mundo. São 36 países participantes: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, República Checa, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Korea, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

2- O BRASIL MAIS JUSTO

É preciso dar condições materiais às famílias, treinamento e condições de trabalho aos professores e afastar qualquer possibilidade de ideologização do ensino.

O desafio da nova gestão é o de realizar uma verdadeira cruzada pela qualidade do ensino público no Brasil, a começar pela educação básica.

A educação infantil é a principal política de investimento em capital humano e a que tem a maior taxa de retorno. A proposta do Governo Meirelles é: criar o Pró-Criança, oferecendo, nos moldes do Prouni, a todas as famílias atendidas pelo Bolsa Família o direito de optar por colocar seus filhos em creches particulares.

Para considerar: Em 2015, segundo dados do IBGE, mais de 7 milhões de crianças não frequentavam creches ou escolas, nem no período matutino, nem no noturno. Os responsáveis por 4,7 milhões desse total, no entanto, tinham interesse em matriculá-las.

3- O BRASIL MAIS INTEGRADO

O investimento em infraestrutura é fundamental para o crescimento do país por duas razões importantes. Em primeiro lugar, por ser um investimento altamente intensivo em mão de obra e, portanto, com enorme capacidade de geração de empregos por unidade de investimento.

Segundo, o investimento em infraestrutura tem implicações positivas importantes sobre outros setores, como ganhos de produtividade e reduções de custos. O resultado é um aumento da eficiência em todos os setores da economia, aumento do investimento e, portanto, do emprego na economia como um todo.

O Governo Meirelles fará uma mudança para ampliar a oferta de serviços de infraestrutura e impulsionar novos investimentos, com a implementação das seis linhas de atuação descritas em seguida:
- Terminar as obras públicas paralisadas e priorizar a retomada das obras que mais trazem benefícios à sociedade;
- Planejar melhor a expansão da infraestrutura no país, evitando erros e desperdícios tão comuns no passado;
- Simplificar o processo de concessões, possibilitando uma desconcentração dos investimentos, tanto em termos regionais como de tamanho;
- No caso das concessões plenas, reequilibrar o risco do empreendimento entre poder concedente e concessionário, evitando os extremos, atraindo, dessa forma, um universo maior de investidores com maior segurança jurídica;
- Dotar de efetiva autonomia decisória e financeira as agências reguladoras, reduzindo a incerteza regulatória que faz enorme dano ao país;
- Acelerar o processo de privatização, nas áreas em que isso for necessário, garantindo que os recursos públicos não escoem pelo ralo dos prejuízos das empresas que hoje dependem do Tesouro Nacional.

Retomar as obras paralisadas, financiadas pelo Governo Federal, é imprescindível, não apenas para impulsionar a economia no curto prazo, mas para expandir a capacidade de crescimento, competitividade do país e o bem-estar da população.

O Governo Meirelles vai estabelecer como prioritárias as obras que busquem claramente um grande retorno social, como, por exemplo, saneamento básico, mobilidade urbana e creches.

Um segundo grupo importante são obras que estão mais próximas de conclusão, pois com relativamente poucos recursos podem ser entregues à população.

Em terceiro, obras com maior potencial de atraírem recursos privados no atual estágio, minimizando o comprometimento do dinheiro público. Nesse contexto, o BNDES poderá ser instrumental no processo de avaliação e priorização das obras, envolvendo ainda universidades para auxiliar na identificação das prioridades.

A expansão da infraestrutura terá um planejamento integrado, que envolva os investidores. Para evitar a repetição de erros do passado como, por exemplo, começar uma obra sem um projeto executivo, ou mesmo o projeto básico, e alocar recursos públicos sem qualquer consideração de como o projeto se encaixa no planejamento da expansão do setor.

O Governo Meirelles vai estabelecer um sistema aberto e interativo de planejamento, com a criação de “mesa de diálogo público-privado”, sob escrutínio da população e dos órgãos de controle.

A retomada das obras de infraestrutura e logística é decisiva para o aumento da competitividade da agricultura.

Financiamento, inovação, expansão dos projetos de pequenos irrigantes e melhoria da infraestrutura serão prioridades para que os agricultores sigam ampliando a produtividade. Outras medidas de apoio estão previstas, como o reforço da segurança no campo e a expansão da telefonia celular, graças ao satélite geoestacionário do Brasil.

Um Brasil MAIS INTEGRADO requer valorização da nossa biodiversidade e ações de proteção ao patrimônio natural. O Governo Meirelles seguirá com os objetivos do Acordo de Paris, elevando a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética, incentivando o reflorestamento e estimulando o investimento em energias renováveis.

A criação das unidades de conservação nos arquipélagos de São Paulo e São Pedro (PE) e Trindade e Martim Vaz (ES) representam avanços inquestionáveis na proteção de nossas áreas marinhas.

Programas de redução do desmatamento na Amazônia, de recuperação de nascentes e de revitalização do Rio São Francisco precisam ser acelerados, assim como a conversão de multas ambientais em novos recursos para serem usados em programas de conservação e revitalização do meio ambiente.

Para considerar: A criação do programa “Agora, é Avançar”, em 2018, se deu em decorrência da quantidade de obras públicas paralisadas — 7.439 — , com o objetivo de finalizá-las até o final do ano. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, os investimentos para o programa superam R$130 bilhões, tendo a maior quantia, de R$19 bilhões, distribuída para a região Nordeste do Brasil, com mais obras inacabadas — 3.186.

O Satélite Geoestacionário do Brasil, lançado no dia 4 de maio de 2017, é controlado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e tem como princípios a defesa e comunicação estratégica do país. De acordo com o portal do Governo Federal, o satélite faz parte da implementação do Plano Nacional de Banda Larga, conjuntamente com a Telebras — estatal de telecomunicações brasileira. O investimento foi de R$2,7 bilhões dos ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Em 2018, após 1 ano do lançamento, o satélite atingiu menos de 0,1% da sua meta de alcance de banda larga. Segundo o G1, uma briga judicial entre a Telebras e empresas privadas, prejudicou o andamento do projeto e teve um prejuízo de R$100 milhões.

O Acordo de Paris, aprovado pelos 195 países que fazem parte da UNFCCC — Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima — , tem a finalidade de intensificar a luta global contra a ameaça da mudança do clima e a capacidade dos países de lidarem com seus impactos. O objetivo é diminuir a emissão dos gases estufas, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.

A inserção dos arquipélagos de São Paulo e São Pedro (PE) e Trindade e Martim Vaz (ES), na lista de unidades de conservação do Instituto Chico Mendes foi decretada no dia 19 de março de 2018, segundo o portal do instituto.

4- O BRASIL MAIS HUMANO

Temos a obrigação de levar dignidade e respeito a todos que dependem do Sistema Único de Saúde, fortalecendo a saúde preventiva.

O objetivo é inverter a lógica de “prioridade ao tratamento da doença em vez do paciente” e aumentar os investimentos em promoção da saúde e qualidade de vida.

Também é preciso trazer maior eficiência aos gastos do setor.

O Governo Meirelles vai:
- Ampliar a participação do Governo Federal no financiamento do setor;
- Melhorar a aplicação dos recursos, investindo em melhor organização, eficiência e boa gestão do sistema, com critérios de desempenho; maior autonomia hospitalar; incentivos e planos de carreira; maior integração entre estabelecimentos públicos e privados;
- Ampliar os serviços de atenção básica e a coordenação das redes de atenção à saúde;
- Fortalecer e ampliar a cobertura do Programa Saúde da Família;
- Facilitar o acesso da população a consultas e exames por meio da informatização das unidades de saúde;
- Promover o saneamento e a recuperação financeira dos hospitais filantrópicos e das Santas Casas;
- Retomar os mutirões da saúde.

Para considerar: O Programa Estratégia Saúde da Família, implementado em 1994, pelo Ministério da Saúde, prevê intervir em fatores prejudiciais à saúde dos cidadãos brasileiros, como a falta de exercícios físicos, a má alimentação e o uso de drogas lícitas. Atender casos mais simples na Atenção Básica, ajudou a manter as Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e os hospitais mais específicos para casos de saúde mais complexos, segundo o Ministério da Saúde.

5- O BRASIL MAIS SEGURO

Faremos uma cooperação intensiva de inteligência com os estados para que as polícias resgatem a confiança da sociedade e para reduzir a violência.

É preciso acabar com a impunidade, aumentar o policiamento, investir em ações de inteligência e reformar o sistema penitenciário nacional. O Governo Meirelles vai:
- Aumentar o policiamento ostensivo, com incremento de parcerias público-privadas;
- Investir em investigação policial e na agilidade do trâmite judicial;
- Investir em inteligência, compartilhamento de informações, cooperação e coordenação entre órgãos de segurança pública nos três níveis da Federação, com coordenação da Presidência;
- Reformar o sistema penitenciário nacional, com a construção de novas penitenciárias, que consigam separar os chefes de quadrilhas dos detentos de menor periculosidade, cuja probabilidade de recuperação é elevada.

Um Brasil MAIS SEGURO fortalecerá a capacitação do país no campo da defesa. O Governo Meirelles incentivará os programas para adotar o país de meios para exercer a vigilância e a defesa das águas jurisdicionais e a segurança das linhas de comunicações marítimas; a vigilância, controle e defesa do espaço aéreo e a segurança das linhas de navegação aéreas; a vigilância, controle e defesa das fronteiras. O governo patrocinará ações que visem à defesa das riquezas naturais e do meio ambiente, particularmente na Amazônia. Também fortalecerá a segurança cibernética do Brasil.

O Governo Meirelles trabalhará tanto com os parceiros tradicionais do Brasil como com novos atores, a exemplo dos países do Brics, para fortalecer e ampliar os projetos de cooperação na área de segurança. É imprescindível um mundo mais integrado, sobretudo nas ações de inteligência, para o combate ao crime transnacional, ao terrorismo, ao tráfico de pessoas e drogas.

Para considerar: Em Junho de 2016, segundo o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) o Brasil tinha um total de 726.712 pessoas presas, classificando-o como terceiro país no mundo com maior número de população carcerária. A maioria dos presos é composta por pessoas negras, 55% têm entre 18 e 29 anos e, 75% têm escolaridade baixa, não chegando nem ao ensino médio.

RESUMO

Nome: Henrique de Campos Meirelles

Nascimento: 31/08/1945

Naturalidade: Anápolis, interior de Goiás

Coligação: “Essa é a solução” — MDB/PHS

Partido: MDB

Vice: Germano Rigotto — Formado em Odontologia e Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foi Governador do Rio Grande do Sul entre os anos de 2003 e 2006. Na década de 90, ocupou o cargo de deputado federal por três mandatos consecutivos, sendo relator da Lei Rouanet de incentivo à cultura e do Programa de Renda Mínima. Também comandou a Comissão da Reforma Tributária, da Câmara Federal.

Isabela Guaraldi, estudante de jornalismo na FAAP e repórter do LabJor FAAP.

Larissa Rufato é estudante de Jornalismo na FAAP e Editora Executiva do LabJorFAAP.

Marina Verenicz é advogada, estudante do curso de jornalismo na FAAP e Editora Executiva do LabJor FAAP.

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Laboratório de produção de conteúdos jornalísticos do curso de Jornalismo da FAAP | Contato: labjor@faap.br

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