#SabatinasEstadãoFAAP: Ciro Gomes

LabJor FAAP
Sep 5, 2018 · 4 min read

A série Estadão-Faap Sabatinas com os Presidenciáveis — que entrevista os principais candidatos à Presidência nas eleições 2018 — , entrou na sua segunda semana, nessa terça-feira, 04 de setembro, com o candidato do PDT, Ciro Gomes.

A Editora Executiva do LabJor FAAP Marina Verenicz entrevista o candidato Ciro Gomes / Foto: Larissa Rufato

“O Brasil, nesses últimos anos, se dividiu entre coxinhas e mortadelas. O meu lado é o das maiorias” — Ciro Gomes

O candidato do PDT reabriu a sequência de sabatinas da parceria Estadão FAAP de forma acalorada. Durante duas horas de entrevista aos jornalistas do Estadão Eliane Cantanhêde, Beto Bombig, e o coordenador do curso de Administração e Economia da FAAP, Silvio Passarelli, Ciro Gomes sofreu diversas interrupções, mas manteve-se firme em seu “palanque”.

A mediadora Vera Magalhães, jornalista do Estadão e da Rede Jovem Pan, teve dificuldades em conduzir o debate: com as discussões tomando corpo, os ânimos começaram a se exaltar, fomentados, principalmente, pelas manifestações da plateia.

Indagado sobre o que seria necessário para uma mudança no cenário atual brasileiro, o candidato respondeu com uma proposta polêmica, alvo de questionamento em sua entrevista ao Jornal Nacional. Impulsionado pela necessidade de mudança, combinado com os 14 milhões de desempregados, Ciro Gomes afirmou que o caminho a ser perseguido por seu governo será o da renegociação do endividamento da população, mediante intermédio dos bancos nacionais.

Segundo ele, mais de 63 milhões de brasileiros estão negativados no SPC, e a renegociação dessas dívidas com valores mais amistosos ajudariam às famílias a recompor seu consumo, fazendo girar a roda da economia.

Os empresários também se beneficiariam da sua proposta conseguindo novos financiamento empresariais que daria o ponta pé inicial para uma desretração do sistema financeiro, visando uma restauração das contas públicas, nas palavras do candidato.

Enquanto o candidato explicava como poderiam ser feitas políticas que beneficiariam a população mais pobre do país, escutou-se manifestações contrárias no auditório.

Questionado, mais de uma vez, sobre o candidato à presidência do PSL, Jair Bolsonaro, Ciro foi enfático ao afirmar que seu oponente na corrida presidencial é produto da elite brasileira e que cumpre, de maneira exemplar, o papel que lhe foi designado, qual seja o de negar a política.

“Ele representa o lado mais truculento da sociedade” — Ciro Gomes

O presidenciável alertou para o perigo que envolve o candidato do PSL em assumir o poder: “Ele é uma ameaça real ao Brasil e à Democracia". Segundo Ciro Gomes, Bolsonaro pode ser encarado como um "Hitlerzinho tropical". Afirmação que arrancou gargalhadas da platéia. A sabatina ficou marcada por ataques contra todos seus concorrentes à Presidência da República.

Ao mencionar a Reforma da Previdência, o candidato do PDT explicou que “o sistema não é reformável”, dado que o regime de repartição — quando o fundo previdenciário é arrecadado pela geração mais nova para beneficiar a geração mais velha — não é funcional, já que depende de dois pilares inexistentes no Brasil: uma demografia mais jovem e maior número de relações formais de trabalho.

Para solucionar o déficit da Previdência, o presidenciável propõe um novo sistema de capitalização baseado na poupança previdenciária gerada de forma individual. Para ele, “esse regime [o atual] vai engolir o Brasil como um buraco negro”. Ciro Gomes ainda fez questão de lembrar que "o PDT é o único partido que possui uma proposta concreta para sanar o grave problema da previdência, o resto é embromation".

Ainda sobre a economia, o candidato afirmou que o déficit nos cofres públicos, que hoje soma o montante de R$ 180 bilhões, pode ser resolvido de forma “pá-pum.

Segundo o candidato, para equiparar as contas, seriam necessárias três medidas iniciais: implementação de imposto sobre lucros e dividendos empresariais, que seria responsável por trazer R$ 70 bilhões; criação de cobrança de imposto sobre heranças que ultrapassem o valor de R$ 2 milhões, com alíquota proporcional crescente, iniciando por 13%, somando mais R$ 30 bilhões à conta; e pelo fim da renúncia fiscal, que poderia trazer de volta aos cofres públicos 140 bilhões.

Questionado sobre o Partido dos Trabalhadores e mais especificamente sobre o ex-presidente Lula, o candidato levantou a voz exaltado, sentindo-se pressionado por interrupções que, segundo ele, o impossibilitava de completar seu raciocínio. Até o momento, o candidato foi o mais confrontado pelos entrevistadores. Veja esse trecho da sabatina no vídeo abaixo.

A partir desse ponto da sabatina, tanto o candidato, quanto as jornalistas Vera Magalhães e Eliane Cantanhêde, trocaram farpas a cada oportunidade de fala.

O incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro não poderia ter sido deixado de lado. Ciro explicou como foram feitos os cortes no orçamento do Ministério da Cultura, Tecnologia e Inovações e afirmou que, caso eleito, revogaria a PEC do Teto de Gastos por não entender que essa seja uma solução viável, e que seria necessário reordenar o orçamento de diversas áreas.

Além dos assuntos citados na reportagem, o candidato à presidência ainda respondeu perguntas sobre outros assuntos, que você pode conferir no vídeo abaixo.


O LabJor FAAP quis saber o que as pessoas que assistiram presencialmente a sabatina de Ciro Gomes acharam do candidato e das suas propostas: #FalaPovo


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Laboratório de produção de conteúdos jornalísticos do curso de Jornalismo da FAAP | Contato: labjor@faap.br

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