Uma noite escura: 30 filmes sobre as formas da ditadura

Edição de Edilamar Galvão e Mariana Setúbal.

No dia 13 de dezembro de 1968 o Brasil ingressava em uma das suas noites mais longas e escuras. Foi decretado o Ato Institucional número 5, tema dessa nossa série do LabJor: Cinema e Ditadura: 50 anos do AI-5.

A histórica capa do Jornal do Brasil anunciava, na manhã do dia seguinte, na “previsão do tempo”:

“Previsão do tempo:
Tempo negro.
Temperatura sufocante.
O ar está irrespirável.
O país está sendo varrido por fortes ventos.
Máx.: 38º, em Brasília. Mín.:5º, nas Laranjeiras”.


Até aqui, os nove artigos analisaram os mais importantes filmes brasileiros produzidos sob o impacto de uma ditadura que emergia no início dos anos 60 e se consolidava no final da década com a promulgação do Ato.


Nossa intenção foi olhar para esse momento pelas lentes do cinema. Um dos mais significativos e compreensivos olhares sobre um período de violência, resistência e contradições, como nos fez ver os olhos de nossos colaboradores.

Para fechar — e abrir — essa série, Andre Gatti faz uma curadoria de 30 filmes, alguns deles analisados em nossa série de artigos, com intuito de iluminar nossa memória e também nosso presente históricos. Pois é a luz da história e da arte que pode curar a cegueira sobre nosso passado e nos proteger de um tempo sombrio, “negro, sufocante, (cujo) ar é irrespirável”.


Uma seleção de filmes políticos brasileiros: 30 filmes

Completando 120 anos de existência em 2018, o cinema brasileiro merece ser alvo de revisões e debates, sobretudo, naquilo que tange sua trajetória política. A lista de títulos aqui sugerida é uma amostra significativa de um cinema de que não abdicou nem da luta nem da poesia, e muito menos do seu papel histórico.

Filme a filme é possível identificar uma trajetória de luta que se inicia em 1899, atravessa duas ditaduras, o fim dos incentivos públicos e hoje enfrenta as instabilidades do contemporâneo.

1- Círculo operário italiano (1899)

Este filme irremediavelmente perdido foi realizado na antiga capital federal, pelo pioneiro da produção cinematográfica brasileira, Alfonso Segreto. Cinegrafista italiano que registrou a vinda de 25 compatriotas que vieram ao Brasil . Não se sabe muito o que motivou esta vinda, mas, provavelmente, eram representantes de uma organização anarquista operária.

2- O descobrimento do Brasil (1936)

O filme mais caro até então produzido no Brasil, dirigido pelo grande Humberto Mauro, momento em que o grande cineasta pactuou com o regime do Estado Novo. A obra mostra uma visão da historiografia estadonovista sobre a fundação da nação brasileira. Elogiado inclusive pelo escritor comunista Graciliano Ramos, O descobrimento foi a primeira produção do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), ainda que no seu estado embrionário, pois, o INCE somente seria criado efetivamente em 1937.

3- Sinhá Moça (1953)

Neste filme da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, dirigido pelo argentino Tom Payne, a filha de um grande fazendeiro se rebela contra o pai e luta pela causa dos escravos, no auge da escravidão no Brasil. Apaixonado pela moça, um advogado tenta organizar a campanha abolicionista.

4 — O homem do Sputnick (1959)

Nesta produção da Atlântida Cinematográfica, Carlos Manga faz uma paródia do período da guerra fria. Um dos filmes mais contundentes sobre a questões da relação política internacional realizado no Brasil. Destaque para a atuação impagável do grande Oscarito.

5- Os fuzis (1964)

Ruy Guerra, depois do sucesso de Os cafajestes (1962), nos brindou com uma visão radical da situação de fome na região do agreste nordestino. Com fotografia de Ricardo Aranovich , temos aqui um relato de uma realidade que ainda está por se modificar. Dai a atualidade desta obra central do cinema novo.

6 — Terra em transe (1967)

A obra de Glauber Rocha se revela radicalmente política em sua totalidade, mas Terra em transe se caracteriza pela sua atualidade, ou seja, um filme que não envelheceu. Esta tudo lá, os corruptos de sempre, os generais , os políticos de direita e esquerda que vivem do saque do estado brasileiro, historicamente.

7- O bravo guerreiro (1968)

O filme de Gustavo Dahl integra a trilogia do cinema novo sobre o a ditadura militar, os outros dois filmes são Terra em transe (Glauber Rocha, 1967) e O desafio (Paulo Cesar Saraceni, 1965), aqui um deputado querendo promover transformações, passa para o partido de oposição e tenta levar as suas ideias adiante. Mas o seu projeto de lei está ameaçado e que ele não tem capacidade política de operar com os sindicatos da época. O cartaz do filme resume muito bem a situação política em que se encontrava a oposição neste momento, nele o ator Paulo Cesar Peréio está com um cano de revólver enfiado na sua garganta, obra do artista Rubem Gerchman.

8 — O bandido da luz vermelha (1968)

Neste seu filme de estreia, o cineasta Rogério Sganzerla faz um retrato radical da situação em que o país se encontrava neste momento. A crítica do diretor rebate em todos os setores da sociedade brasileira: a política, a polícia, a imprensa etc. De uma maneira anárquica, Sganzerla refunda o cinema brasileiro político como muito bem ele expressa no seu Manifesto homônimo.

9- Os herdeiros (1970)

O cineasta Cacá Diegues trata de um tema relativamente comezinho, onde um decadente barão do café resolve casar a filha com um repórter da capital. Anos depois, Jorge trai o sogro, foge coma mulher e deixa o filho na fazenda. Neste filme, o diretor faz um retrato da política brasileira nos anos de 1930 de uma maneira nunca mostrada até então.

10 — Iracema, uma transa amazônica (1975)

Obra que funde ficção e documentário realizada a quatro mãos, por Orlando Senna e Jorge Bodanzky, com argumento de Hermano Penna, temos aqui um retrato de um dos projetos mais megalomaníacos do regime militar, a ocupação da região amazônica. Um road-movie radical que teve que primeiro ser exibido fora do Brasil, para somente depois de anos ser liberado pela censura federal.

12- Aleluia Gretchen (1976)

O cineasta catarino-paranaense Sylvyo Back trata da presença da Quinta Coluna Nazista no Brasil, no período Vargas, um grande simpatizante dos países nazifascistas. Na realidade, o filme embute um caráter alegórico por se referir ao seu presente histórico. O recurso da alegoria foi utilizado para driblar as garras da Censura Federal, curiosamente, uma obra co-produzida e distribuída pela estatal do regime militar, a Embrafilme.

13 — Revolução de 30 (1980)

Este documentário monumental de Sylvyo Back trata o espinhoso tema da Revolução de 30 com material de época, traz depoimentos contundentes de importantes historiadores e sociólogos sobre o tema.

14 — Memórias do cárcere (1984)

Nesta adaptação da obra de Graciliano Ramos, o cineasta Nelson Pereira dos Santos relata a saga dos membros do Partido Comunista Brasileiro e a perseguição por eles sofrida durante a ditadura Vargas. Nelson Pereira tem na sua carreira uma obra política no seu mais profundo sentido, entretanto, com Memórias do Cárcere ele chega ao seu apogeu narrativo e estético.

15 — Jango (1984)

Maior bilheteria do cinema documentário brasileiro, esta obra de Silvio Tendler mostra como foi urdida a gestação do golpe militar de 1964. Embalado pela musica tema cantada por Milton Nascimento, Jango foi importante elemento no processo de redemocratização do Brasil nos anos 1980.

16 — O beijo da mulher aranha (1985)

Nesta coprodução, adaptação do texto homônimo do escritor argentino Manuel Puig, Hector Babenco, o mais internacional dos cineastas brasileiros, até então, relata a história de dois prisioneiros que dividem a mesma cela. Um deles é homossexual, o outro um preso político saudoso da mulher amada que se encontra distante. Oscar de melhor ator para William Hurt, único filme brasileiro de longa-metragem agraciado com a cobiçada estatueta dourada.

17 — No país dos tenentes (1987)

O mineiro João Batista de Andrade faz um retrato contundente dos acontecimentos do período histórico das décadas de 1920 e 1930. Isto acontece através dos delírios e sonhos de Gui, com enfoque no movimento tenentista, o qual o general participou.

18 — Lamarca (1994)

Sérgio Rezende é um cineasta que se especializou em cine-biografias, depois do interregno do período Collor, momento em que a produção cinematográfica brasileira estagnou, este filme foi o primeiro marco do que se chamou de “Retomada do Cinema Brasileiro”. O filme retrata a saga do dirigente máximo da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) nos seus últimos dias de resistência no agreste nordestino.

19 — O que é isso companheiro? (1997)

Neste filme de Bruno Barreto, relata fatos acontecidos em 1968, por ocasião da decretação do AI-5, faz com que jovens optem pela luta armada para enfrentar o Regime Militar. O filme se concentra no sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick que foi realizado pelo Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). A obra é uma adaptação do livro homônimo do ex-deputado e jornalista Fernando Gabeira, que participou dos eventos relatados no filme.

20 — O Velho (1997)

Toni Venturi é um cineasta que se especializou em trabalhar temas da história política do Brasil. Neste documentário ele relata com riqueza de detalhes a trajetória do Cavaleiro da Esperança. Utilizando-se de material de arquivo e captações para o próprio filme, temos um documento sobre o capitão Luiz Carlos Prestes, que foi dirigente máximo durante muito tempo do Partido Comunista Brasileiro.

21 — Olga (2004)

Filme de estreia de Jaime Monjardim, mais conhecido pela sua atuação na teledramaturgia, adaptou o romance homônimo de Fernando Morais, fazendo um retrato humano e das mazelas politicas da era Vargas e o seu profundo sentimento anticomunista. Olga Benário grávida de Luís Carlos Prestes foi extraditada para a Alemanha nazistas, seu país natal, onde sofreu as consequências de ser uma ativista do movimento comunista internacional da sua época.

22 — Cidadão Boilensen (2009)

Obra de estreia de Chaim Litewski, o filme faz um perfil de Albert Boilensen, empresário dinamarquês radicado no Brasil, um dos financiadores da famigerada Operação Bandeirantes (OBAN). Utilizando-se de material de época e de depoimentos, a obra faz um retrato de como a burguesia brasileira financiou movimentos antipopulares no Brasil, no período do regime militar.

23 — Avanti popolo (2012)

Este filme de estreia do diretor uruguaio radicado no Brasil, Michael Wharmann, trabalha na franja de filme político de cunho memorialista. Onde as imagens de época, captadas em Super-8, retratam o fim de um projeto político, cujo naufrágio é visto de uma maneira melancólica e nostálgica. Tudo isso embalado por uma narrativa de um programa de rádio que toca canções latino-americanas de cunho revolucionário.

24 — Barra 68, sem perder a ternura (2013)

Wladimir Carvalho, em sua trajetória, nos brindou com uma série de filmes importantes, mas Barra 68 entra de cabeça na temática do nosso tema, os 50 anos da edição do AI-5. O filme é pautado por depoimentos de ex-alunos da Universidade de Brasília, por ocasião do processo de cassação de professores de esquerda do curso de cinema, tais como Paulo Emilio Salles Gomes, Jean-Claude Bernardet, Nelson Pereira dos Santos, entre outros.

25 — Getúlio (2014)

Neste filme de estreia na ficção do diretor João Jardim, ele faz um relato dos últimos 16 dias de Getúlio Vargas na presidência do Brasil, que culminou com o seu suicídio. A obra foi filmada no Palácio Monroe, sede da Presidência da República naquele momento, o que ajuda a conferir uma fidelidade histórica digna de nota, daquele que foi um dos momentos mais trágicos da história política do Brasil.

26 — Chatô, o rei do Brasil (2015)

Filme de estreia como diretor do ator Guilherme Fontes, trata-se de uma produção que se arrastou por anos. O filme tem como base a obra do escritor Rui Castro que fez uma biografia que detalha a carreira do jornalista Assis Chateaubriand, figura central da mídia brasileira nos anos 1950 e 1960.

27 — Imagens do Estado Novo (1937–1945) (2016)

Obra do grande montador Eduardo Escorel, este longo filme documentário foi todo produzido com material de época, mas, principalmente com os registros do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e dos Departamentos Estaduais de Imprensa e Propaganda (DEIPs). Afinal, estes organismos produziram inúmeros cine-jornais traduzindo a visão varguista da situação política nacional.

28 — Animal político (2016)

Filme de estreia do pernambucano Tião, pautado pela máxima do filósofo ateniense Aristóteles, faz uma profunda reflexão sobre o vazio existencial provocado pela sociedade de consumo. O curioso do filme é que a personagem principal é interpretada por uma vaca, cujos pensamentos são expressos por uma narrativa over.

29 — Camocin (2017)

Filme de estreia do diretor francês radicado no Brasil, Quentin Delaroche, acompanha a trajetória da jovem Mayara, organizadora de uma candidatura a vereadora, na cidade de Camocin, no noroeste do Ceará. A singularidade do filme se encontra no fato de que, durante as eleições, a cidade se divide em dois segmentos: Azul e Vermelho, sem denotar exatamente algum tipo de opção ideológica.

30 — O processo (2018)

Neste documentário realizado no calor dos fatos, a cineasta Maria Augusta Ramos descreve os bastidores do processo que resultou no impedimento da presidenta Dilma Roussef. O filme é um precioso registro de um dos acontecimentos mais escandalosos da história política recente do país. Escorado numa bela fotografia e enxuta montagem, O processo é uma obra que permanecerá por sua própria qualidade cinematográfica, para além de um mero registro de fatos históricos.


Filmografia

Circulo operário italiano. Produção: Paschoal Segreto País: (1899), 35mm. (16’), PB.

O descobrimento do Brasil (1936), Direção: Humberto Mauro. Produção:ICB- Instituto de Cacau da Bahua; Ministério da Educação e Saúde; INCE- Instituto Nacional de Cinema Educativo; Ministério da Educação e Cultura. Direção de Fotografia: Humberto Mauro, Alberto Botelho, Alberto Campiglia, Manoe Ribeiro País: (1899), 35mm. (60’), PB.

Sinhá Moça (1953), Direção: Tony Payne. Produção: Edgar Baptista Perreira. Direção de Fotografia: Ray SturgessPaís: Brasil, 1953. 35mm (100’), PB.

O homem do Sputnick (1959), Direção: Carlo Manga. Produção: Cyll Farney. Direção de Fotografia: Ozen Sermet País: Brasil, 1966. 35mm (98’), PB.

Os fuzis (1964), Direção: Ruy Guerra. Produção: Jarbas Barbosa. Direção de Fotografia: Ricardo Arnovich País: Brasil, 1966. 35mm (80’), PB.

Terra em transe (1967), Direção: Glauber Rocha. Produção: Zelito Viana. Direção de Fotografia: Luiz Carlos Barreto País: Brasil, 1966. 35mm (105’), PB.

O bravo guerreiro (1968), Direção: Gustavo Dahl. Produção: Gustavo Dahl e José Kantor. Direção de Fotografia: Afonso Beato País: Brasil, 1966. 35mm (80’), PB.

O bandido da luz vermelha (1968), Direção: Rogério Sganzerla. Produção: Rogério Sganzerla, José Alberto Reis e José da Csta Cordeiro. Direção de Fotografia: Peter Overbeck País: Brasil, 1966. 35mm (92’), PB.

Os herdeiros. Direção: Cacá Diegues. Produção: Jarbas Barbosa. Direção de Fotografia: Dib Lutfi País: Brasil, 1970. 35mm (95’), COR.

Iracema, uma transa amazônica (1975), Direção: Orlando Senna e Jorge Bodanzky. Produção: Wolf Gauer . Direção de Fotografia: Jorge Bodanzky País: Brasil, 1975. 16mm (90’), COR.

Aleluia Gretchen. Direção: Sylvyo Back. Produção: Sylvyo Back. Direção de Fotografia: José Medeiros País: Brasil, 1976. 35mm (118’), COR.

Revolução de 30 . Direção: Sylvyo Back. Direção: Produção:. Direção de Fotografia: Felipe Doctors, Antônio Augusto Fontes, João Sócrates, Júlio Sérgio Alcântar; Zap Audiovisuais. País: Brasil, 1980. 35mm (122’), COR

Memórias do cárcere. Direção: Nelson Perreira dos Santos. Produção: José Oliosi. Direção de Fotografia: José Medeiros e Antonio Luis SoaresPaís: Brasil, 1984. 35mm (173’),COR

Jango. Direção: Silvio Tendler. Produção: Hélio Paulo Ferraz. Direção de Fotografia: Lúcio Kodato. País: Brasil, 1984. 35mm (117’), COR

O beijo da mulher aranha . Direção: Hector Babenco. Produção: Hector Babenco e David Weisman. Direção de Fotografia: Rodolfo Sanchez País: Brasil, 1985. 35mm (120’), COR

No país dos tenentes. Direção: Sérgio Rezende. Direção: Produção: Eliane Bandeira, Roberto Bianchi, Tania Lamarca e Eliane Bandeira. Direção de Fotografia: Adrian Cooper País: Brasil, 1987. 35mm (85’), COR.

O que é isso companheiro? Direção: Bruno Barreto. Produção: Lucy Barreto. Direção de Fotografia: Felix Monti País: Brasil, 1997. 35mm (105’), COR.

O Velho. Direção: Toni Venturi. Direção: Produção: Renato Bulcão e Toni Venturi. Direção de Fotografia: Cleumo Segond País: Brasil, 1997. 35mm (105’), COR.

Olga (2004), Direção: Jayme Monjardim. Produção: Rita Buzzar Direção de Fotografia: Ricardo Della RosaPaís: Brasil, 2004. 35mm (99’), COR.

Cidadão Boilensen .Direção: Chaim Litewski. Direção: Produção: Ana Paula Brasil, Ana Pimentel, Antonio Venancio, Cleisson Vidal Linhares Deborah Gianini, Delfim Perreira Lopes, Eduardo Biaia, Emma Paterson, Juliana Iotti, Karen Nordemann Jensen, Niels Von Kohl, Patricia Gomes, Pedro Asbeg, Yme de Almeida. Fotografia: Brian Walshe, Cleisson Vidal Linhares, Fernando Carvalho, José Carlos Asbeg, Jorge Mansur, Paulo Jacinto dos Reis, Ricardo Lobo. País: Brasil, 2009. Digital (93’), COR.

Avanti popolo. Direção: Michael Wharmann Produção: Sara Silveira. Direção de Fotografia: Rodrigo Pastoriza País: Brasil, 2012.digital, (72’), COR.

Barra 68, sem perder a ternura Direção: Vladmir Carvalho Produção: Manfredo Caldas Direção de Fotografia: André Luiz da Cunha País: Brasil, 2013.Digital ,( 82’), COR.

Getúlio. Direção: João Jardim. Direção: Produção: Pedro Borges, Carla Camurati e Carlos Diegues. Direção de Fotografia: Walter Carvalho País: Brasil, 2014. Digital (100’),COR.

Chatô, o rei do Brasil. Direção: Guilherme Fontes. Produção: Guilherme Fontes e Julio Uchoa. Direção de Fotografia: José Roberto Eliezer País: Brasil, 2015. Digital (102’), COR.

Imagens do Estado Novo (1937–1945). Direção: Eduardo Escorel. Produção: Claudio Kahns. Pesquisa de Imagem: Antônio Venâncio País: Brasil, 2016. Digital (225’), PB.

Animal político. Direção: Tião Produção: Leonardo Lacca. Direção de Fotografia: Gustavo Jahn e Marcelo Lordello País: Brasil, 2016. Digital (76’), COR.

Camocin . Direção: Quentin Delaroche. Produção: Dora Amorim e Thaís Vidal. Direção de Fotografia: Quentin Delaroche País: Brasil, 2017, Digital. (76’), COR.

O processo. Direção: Maria Augusta Ramo. País: Brasil e Alemanha , 2018. Digital (137’), COR.