Diário de Bordo
13:18h, segunda.
Só eu e minha amiga solidão. Chove forte e vou me encontrar com ela, a chuva, que sempre alivia a minha ansiedade. A chuva ornamenta minha alma com suas lágrimas sublimes. Novamente sozinho. Duas semanas se foram e agora parece definitivo. Sinto pelos anticorpos que já se formaram em mim. Mas, o pior é a falta que sinto de seus carinhos, de seus chamegos, de quem eu era ao seu lado… ela me ensinou muitas coisas, principalmente a baixar as guardas e simplesmente amar. Neste momento sorvo mais um pouco de chá, faço planos para o final de ano que se aproxima, e penso… como eu posso ir embora sem me despedaçar? Simples, não posso. Sempre fica um pedaço de mim. Acho que vou dar um tempo, ficar sozinho, produzir algo, seguir um sonho, sei lá… preciso descobrir outra forma de viver… sem ela.