Nau

Tenho que extirpar você de mim.
Você me aliena, deixa em desalinho
Minha coluna vertebral.
Dá vazão ao meu instinto animal,
Perturba minha moral e no final,
Sou eu quem fica sozinho e culpado,
Por novamente estar caído em um canto.
Ressacado de você
Que agora expulso de mim. 
Assim, como coisa casual, 
Tiro de mim, você, minha pior parte.
Não que você seja o mal.
Mas, antecipo-me ao desastre
Da dor que me aguarda ao final.
Abro mão de um amor imortal,
Admito, já não domino essa arte.